2019 Annie Leituras

A Arma Escarlate – Renata Ventura / LEITURAS

Um protagonista ou um próximo bandido?

Esse livro é um pouco polêmico. Algumas pessoas fãs “doentes” de Harry Potter podem achar que é uma fanfic/plágio mal feita. Outros podem achar que é uma ótima homenagem. E tem aqueles que acham que a obra apesar de inspirada em Harry Potter consegue ter sim sua originalidade (e eu me encaixo nesse grupo aí).

Antes de mais nada essa é a sinopse do livro:
” O ano é 1997. Em meio a um intenso tiroteio, durante uma das épocas mais sangrentas da favela Santa Marta, no Rio de Janeiro, um menino de 13 anos descobre que é bruxo.
Jurado de morte pelos chefes do tráfico, Hugo foge com apenas um objetivo em mente: aprender magia o suficiente para voltar e enfrentar o bandido que está ameaçando sua família. Neste processo de aprendizado, no entanto, ele pode acabar por descobrir o quanto de bandido há dentro dele mesmo. “

Antes da leitura do mesmo eu saí atrás de entrevistas da autora explicando sobre o processo criativo e inspirações para o livro. Desde o início ela deixa explícito que o livro é como uma forma de homenagem a J.K e seu universo mágico. Afinal ela é fã de Harry Potter. Decide então criar sua própria versão desse mundo mágico. Trazendo toda a realidade que nós brasileiros conhecemos bem: tráfico, crimes, violência, burocracia, corrupção, falta de verba e etc.

Quem já estudou em escola pública vai identificar certos probleminhas que acontece na Korkovado (a escola brasileira que fica …. no Corcovado!), coisas do tipo: falta de materiais em laboratórios por exemplo e professores que vão dar aula de má vontade, outros que nem vão para a escola e etc.

Além dessa realidade jogada na cara do leitor também tem coisas legais do folclore brasileiro. Citações sobre a Mula sem cabeça, sobre o Saci (se não me engano haha) e entre outros. Muitas coisas citadas no livro eu saí procurando no google para ter um entendimento melhor e assim apreciar a obra do jeito certo.

Eu, sendo bem sincera agora, costumo ser muito chata com livros brasileiros. Se não era literatura mais antiga eu passava longe. Provavelmente o último livro brasileiro que tinha lido era algum do Machado de Assis ou José de Alencar, lá por 2013. Então fiquei super feliz quando fui fisgada por A Arma Escarlate. Super bem escrito e com uma linguagem acessível (nada de palavras muito rebuscadas).

MAS…

Senti falta de notas de rodapé ou notas explicativas no final do livro (Renata se estiver lendo isso fica a dica aí). Em um trecho específico tem quase um parágrafo inteiro em um idioma estrangeiro, se não me engano era francês. Eu não tive dificuldades na leitura pois dei uma melhorada no meu francês esse ano (obrigada Duolingo e Drops) então reconheci algumas das palavras. Porém é preciso lembrar que a massa brasileira não tem acesso a esse tipo de coisa e é muito necessário uma tradução (no caso numa nota explicativa no final do livro).
Também notei uns 3 errinhos bobos de digitação, nada que atrapalhe a leitura mas considerando que o livro é bem escrito esses erros chamam um pouco a atenção de um leitor mais chato.

No geral a edição de capa vermelha (a da foto do início do post) é lindinha demais, tem orelhas e até um relevo na varinha que aparece na capa.
Fiquei empolgada para a leitura de A Comissão Chapeleira, mas vou esperar um tempo pois Arma Escarlate tem umas partes um pouco pesadas e meu psicológico ficou com ressaca haha
Talvez até lá já tenha saído o 3º livro.

Fonte: Facebook da Autora

Por hoje é só!
Um beijo no queixo
Annie Bitencourt