A Colina Escarlate [SPOILERS] – Resenha

Hoje fui assistir o comentado A Colina Escarlate (em inglês Crimson Peak). Meses atrás quando o filme era apenas uma coleção de fotos e trailers eu tinha prometido que iria assistir no cinema.

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O filme é do Guillermo Del Toro. Que é considerado um mestre por causa de Labirinto do Fauno (filme que não aguentei assistir até o final porque achei um saco). Eu não tenho experiência com os filmes dele afinal além de Crimson Peak só tinha visto Mama e o começo de Labirinto do Fauno.
Eu sempre fui uma pessoa fascinada pelo gótico na literatura e também no cinema. Cresci assistindo filmes do Tim Burton e adorando aqueles cenários que mostrava um amor sofrido e deixava um sentimento de morte. Também sempre adorei histórias de suspense, psicopatas e mistérios.
Então fui hoje assistir aquele que parecia ser o melhor filme atual que tinha exatamente tudo o que eu mais gostava de ver em tela. E não me decepcionei.

Aqui o trailer:

O TEXTO ABAIXO CONTÉM SPOILERS, PORTANTO SE NÃO ASSISTIU O FILME AINDA NÃO LEIA!

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Crimson Peak tem quase 2h de duração, e começa com Edith falando sobre a morte da sua mãe e sua relação com o fantasma dela. E deixa evidente que os fantasmas são apenas uma metáfora enquanto mostrava seu manuscrito para um redator. A personagem começa muito bem, com falas cativantes e mostra-se uma mulher a frente de seu tempo. Até aparecer Thomas Sharpe, um encantador baronete, e fazer o coração de Edith bater apaixonado. Essa foi a única coisa que me incomodou no filme inteiro. Então o pai de Edith morre assassinado e ela então se casa com Thomas e vai morar na Colina Escarlate. E é aí que o filme ficou extremamente interessante pra mim. Levei alguns sustinhos com as aparições dos fantasmas (e confesso pra vocês que odeio jump scares) e me apaixonei pela mansão Allerdale Hall. A melhor parte do filme inteiro é de fato o cenário da mansão. É detalhado demais e parabenizo Del Toro por ter se dedicado tanto na construção do cenário. Lucille (irmã de Thomas) é de longe o personagem mais interessante ao meu ver. No começo acreditei que o grande vilão da história era Thomas, e imaginem a minha surpresa ao perceber que na verdade a fria, manipuladora e cruel era na verdade Lucille.

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A cena da morte do pai de Edith foi uma cena que me chocou demais. Aqueles trecs trecs de ossos quebrados dos fantasmas me causaram um desconforto.
O que eu achei que iriam explorar mais era a história dos tais fantasmas. Achei que algumas coisas ficaram sem explicação o que inclusive me impede de dar uma nota máxima pro filme. Muitos criticaram a aparência fumacenta dos fantasmas em questão, eu já acho que é exatamente esse o charme. Mama se não me engano também tinha um fantasma diferente dos que estamos acostumados a ver nos filmes de terror.
Porém tanto Mama como Crimson Peak não são terror. Tem alguns elementos de suspense sim, inclusive bem sustentados mas a intenção do filme não é o terror.

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Em Mama por exemplo percebe-se nitidamente que o tom do filme é mais dramático e basicamente uma história de amor entre mãe e filhos.
Em Crimson Peak também não é diferente. O tom do terror está ali. Quem é mais sensível como eu com certeza vai levar uns sustos bacanas. Mas o incrível do filme é a história dele (que mesmo com alguns errinhos aqui e ali me conquistou completamente), é aquela sensação de melancolia e tristeza que te contagia assim que o filme acaba. É uma história de amor brutal, monstruosa. É puro sentimento.
Saí do cinema com uma vontade imensa de escrever uma poesia de tão inspirada que fiquei. E claro com uma vontade de ver o filme novamente.
Quanto as atuações, Chastain está monstruosa. Está cruel e maravilhosa. Hiddleston também não decepciona. E Mia, bom, pra mim ela não está tão diferente da confusa e irritante Alice de Tim Burton. Já vi atuações bem melhores de Mia Wasikowska.

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O final do filme me empolgou tanto que quase fiquei em pé no cinema gritando e batendo palmas haha
A parte boa foi a morte do personagem do Hiddleston, fiquei feliz de pelo menos não ter tido um final romântico fofo com os dois abraçadinhos na mansão.

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Para quem estiver na dúvida se assiste ou não ao filme no cinema eu lhe digo para ir sem medo. O filme é tão bonito esteticamente que acredito que a experiência no cinema será bem melhor que assistir na tv em casa.
Quase desisti de assistir o filme com a quantidade de ‘críticas’ negativas que li na internet. Pra mim o filme é tão cativante que nem senti as 2 horas que o filme tem. Sério!

Bom é isso!

Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

Ps1.: cena mais linda do filme é quando começa a nevar e a neve entra na mansão deixando o chão branquinho.

2 opiniões sobre “A Colina Escarlate [SPOILERS] – Resenha

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