A Menina Que Roubava Livros — Resenha

A Menina Que Roubava Livros — Resenha

26 de Abril de 2018 2018 Resenhas 0


Autor: Markus Zusak
Titulo Original: The Book Thief
Título Brasileiro: A Menina Que Roubava Livros
Ficção/Romance/Drama
Onde Comprar:
Amazon

Sinopse: A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, porém surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente — a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los em troca de dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. Essa obra, que ela ainda não sabe ler, é seu único vínculo com a família. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a cumplicidade do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que a ensina a ler. Em tempos de livros incendiados, o gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. A vida na rua Himmel é a pseudorrealidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um jovem judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela história. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa desse duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto.


O início é bastante lento e pode ser confuso para alguns. Somos apresentados de cara a uma narradora pouco convencional: A Morte. E desde então já imaginamos que o final não é feliz. Então Liesel aparece, uma criança que recém tinha perdido o irmão e se vê obrigada a ir morar com uma família totalmente diferente sem sequer entender o motivo disso.

A edição que eu tenho é a com a capa do filme feita pela Intrínseca. Não lembro de ver nenhum erro de grafia ou digitação mas me incomodei pela quantidade de palavras escritas em alemão (embora com a tradução do lado) o que deixava o texto bastante confuso no início. Minha edição não tem orelhas e a diagramação pode incomodar alguns.

Liesel conhece um menino chamado Rudy que acaba virando seu amigo. E posteriormente ela acaba se apaixonando por ele mas já é tarde demais. Rudy é feliz e inocente como uma criança deveria ser. Também está bastante perdido com o que está acontecendo e não sabe o que deve ou não fazer nessa guerra. Ele apenas sabe que quer ser o homem mais rápido do mundo igual ao seu grande ídolo Jesse Owens (um homem negro).

Esse é o Jesse Owens

Mais ou menos na metade do livro Rudy se pinta, na tentativa de ficar mais parecido com seu ídolo, enquanto compete em uma corrida. O que acaba dando uma pequena confusão e a seguinte fala: “Você não quer ser preto não é?” e em seguida o mandam tomar banho.

Liesel começa a ler com a ajuda do seu novo pai e se vê apaixonada pelos livros. E podemos perceber seu incômodo, uma tristeza na verdade, ao ver uma fogueira repleta de livros enquanto os nazistas cantavam o hino e admiraram Hitler. Ela então rouba um dos livros e acredita que não está sendo vista por ninguém. Não poderia estar mais enganada.

E Liesel não rouba apenas um livro. Assim como acaba sendo observada em vários furtos posteriores. Roubar livro talvez não seja um pecado tão grande afinal. Ela queria ter conhecimento algo que a Alemanha nazista já não fazia tanta questão.

Rudy acaba acompanhando ela em alguns roubos e fica intrigado ao ver que a amiga não se preocupa em roubar alimentos, algo em falta no período da guerra. E embora isso pode ser facilmente julgável, podemos pensar também que uma criança de pouco mais de dez anos vivendo em um mundo onde pessoas eram torturadas e mortas por serem quem eram, precisava de um certo alívio mental. No caso os livros. Eu te perdoo Liesel, e acredito que todos que lerem A Menina Que Roubava Livros também a perdoará.

Os judeus começam a serem perseguidos e então Max aparece na porta da casa de Liesel. Um homem judeu passa então ser escondido no porão daquela família. Mas não vamos esquecer que é a morte que narra a história. E ela não tem coisas felizes para contar.

Esse livro é pura empatia. Após o término da leitura bate uma sensação de fraqueza e impotência. E se lembra que a Alemanha nazista realmente existiu. Se lembra de Anne Frank. Se lembra do quão cruel o ser humano pode ser. E isso é verdade. A própria morte tem medo dos humanos.

“Os seres humanos me assombram”

Ps.: A adaptação é muito boa, eu recomendo! 
Ps.: O Blog que vocês conheciam foi hackeado, então momentaneamente postarei por aqui. Não se preocupem, agora não tem mais propagandas.


 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *