FILMES / O Que Fazemos Nas Sombras

 

Título: O Que Fazemos nas Sombras
Direção: Jemaine Clement, Taika Waititi
Elenco: Jemaine Clement, Taika Waititi, Jonathan Brugh, Stu Rutherford.

Sinopse: Viago (Taika Waititi), Deacon (Jonathan Brugh) e Vladislav (Jemaine Clement) são três vampiros que dividem uma casa. Algumas das dificuldades que eles têm na vida é serem imortais, encontrar sangue humano em festa noturnas, lidar com a luz solar e não conseguirem adequar a maneira de se vestirem aos padrões sociais, além de ter que pagar o aluguel e ainda conviver entre si dentro da casa. ¹

 

 

Trash, hilário e totalmente fora da casinha. Não consigo escolher expressões melhores para definir O Que Fazemos nas Sombras.
Por meses, quiçá anos, esse filme ficou na minha listinha da Netflix. Achava o poster diferentão, a sinopse convidativa mas o fato de não ter nenhum ator que eu conhecia me fazia evitar o filme a qualquer custo. Achei inclusive que fosse aquele tipo de filme super mega cult que no final só agrada 2% da população mundial. Mero engano.

O estilo do filme foge do convencional. Todo gravado num estilo meio mocumentário, por várias vezes imaginei sendo uma série estilo The Office mas com vampiros – assistiria uma se existisse de fato, com bastante leveza, piadas boas e atuações certeiras.

A situação toda do filme já me dá sensação de riso internamente. Aquele risinho meio tímido que foi se soltando até o final do filme, onde eu já gargalhava e tinha simpatizado bastante com os três quatro vampirões. Várias referências a filmes de vampiros (sim, até aquele dito cujo brilhante) e até alguns plot twists.

O filme perfeito para um feriado com amigos ou um final de semana sozinho em casa (se você não quer ser julgado pelo seu gosto cinematográfico). A risada é garantida.

E caso você já tenha assistido ao filme deve concordar que Stu é um ícone.

¹ Sinopse tirada do Filmow (igual a todas as outras de outras postagens)

 

Por hoje é só
Annie Bitencourt

FILMES / Cam

 

Título: CAM
Direção: Daniel Goldhaber
Roteiro: Daniel Goldhaber
Elenco: Madeline Brewer, Devin Druid, Flora Diaz e Imani Hakim

Sinopse: Alice (Madeline Brewer) é uma jovem que se exibe na internet em troca de dinheiro. Um dia ela percebe que foi “substituída” por uma réplica exata dela mesma. ¹

 

 

Comecei o filme com um pé atrás. Normalmente evito filmes que tenham cenas muito explícitas de sexo, mas por questões pessoais mesmo.

Não tinha lido nada a respeito do filme antes e fui completamente na cara e na coragem pra ver o que aconteceria naqueles 94 minutos.

Alice, a protagonista é uma Cam Girl que sonha com o sucesso no ramo que trabalha. Porém, um belo dia de sol ela é hackeada e descobre uma pessoa se passando por ela. E é óbvio que dá muita treta.

O filme me manteve com os olhos grudados na tela. Mas devo confessar que o final ficou um pouco perdido pra mim. Em um canal no youtube (SuperOito) vi duas possíveis teorias para o final, o que esclareceu algumas coisas que ficaram em aberto.

Uma das teorias seria um hacker mesmo, com equipamentos de alta tecnologia que conseguiria pegar o rosto, a voz e os trejeitos de uma pessoa e criando assim uma cópia dela completamente virtual (e faz bastante sentido, pois em alguns momentos a cópia da protagonista fica com alguns glitchs no vídeo).

A outra teoria mencionada é a de que a personagem principal (Alice) meio que deu uma endoidada. E essa teoria até sustenta umas ideias com referência a Alice no País das Maravilhas. Afinal ela era obcecada com essa coisa de fazer sucesso e ficar entre as top 50 das Cam Girls. Mas por ser uma pessoa muito tímida ela acabava evitando fazer certas coisas e assim perdia o ranking.

Mas segundo alguns comentários que vi no Filmow essa segunda teoria não explicaria uma cena em especial do filme.

No geral achei um bom entretenimento. Fazia um tempinho que não encontrava um terrorzinho/suspense ‘leve’ nesse estilo então pra mim o filme cumpre bem o que promete.

Prefiro ficar com a teoria do hacker o que faz Cam subir um pouco no meu conceito de criatividade haha

Indico para quem gosta de passar um tempinho vendo um suspense tranquilo e ao mesmo tempo meio Black Mirror.

 

Por hoje é só!
Annie Bitencourt

LEITURAS / Orgulho e Preconceito

Autor: Jane Austen
Título Original: Pride and Prejudice
Título Brasileiro: Orgulho e Preconceito

Sinopse: Elizabeth Bennet vive com sua mãe, pai e irmãs no campo, na Inglaterra. Por ser a filha mais velha, ela enfrenta uma crescente pressão de seus pais para se casar. Quando Elizabeth é apresentada ao belo e rico Darcy, faíscas voam. Embora haja uma química óbvia entre os dois, a natureza excessivamente reservada de Darcy ameaça a relação.

 

Antes de tudo devo falar que a edição de Orgulho e Preconceito que tenho (a mesma da foto acima) é basicamente uma versão resumida da história original. Infelizmente descobri isso quando já estava na metade do livro. Mas no geral a história é a mesma, apenas editaram alguns diálogos para encurtamento do texto.

Pois bem, é bem óbvio que eu ia gostar dessa história. Já havia visto o filme de 2005 e gostado bastante mesmo não sendo meu gênero cinematográfico preferido.

É um romance, bem água com açúcar, mas com uma protagonista adorável. E eu entendo perfeitamente que o foco da história é Lizzie e Mr Darcy, porém gostaria bastante de um ‘spin off’ com Jane e o Sr Bingley. Ambos extremamente adoráveis e cada vez que apareciam na história eu me permitia um sorriso de satisfação.

Mr Darcy é o típico homem perfeito. E o fato dele ter feito uma coisa maravilhosa para a Lizzie e não ter buscado os holofotes para ele me fez gostar ainda mais do personagem. Mas ao mesmo tempo ele ter se intrometido no relacionamento do amigo é algo que me dá repulsa.

Lizzie, por outro lado, mesmo com o defeito principal de julgar o Mr Darcy sem de fato conhece-lo, consegue ser agradável desde o início. Você consegue se identificar com ela (mesmo sendo de épocas totalmente diferentes) e entende suas principais motivações.

Diferente de Morro dos Ventos Uivantes (outro clássico escrito por uma mulher que eu li), onde tudo caminha para total desastre e Heatcliff está longe de ser considerado alguém para um relacionamento (o fato dele ser amargurado e vingativo é até bem perigoso na vida real), a história de Jane Austen mostra que pessoas mudam, que podemos sim ter uma imagem totalmente equivocada de alguém e principalmente que o amor vence qualquer barreira.

Uma história doce e leve, perfeita para um final de semana tranquilo. O livro perfeito para cabeceira da cama. Com certeza irei ler outras histórias de Jane Austen.

 

Por hoje é só!
Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

 

Ps.: Aproveitem esses meses de política, onde todo mundo está mais estressado que o normal, e se permitam a leitura de Orgulho e Preconceito.

 

LEITURAS / Origem

Título Original: Origin
Autor: Dan Brown
Ano: 2017
Gênero: Thriller
Editora: Arqueiro

Sinopse:

O anfitrião da noite é o futurólogo bilionário Edmond Kirsch, de 40 anos, que se tornou conhecido mundialmente por suas previsões audaciosas e invenções de alta tecnologia. Um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard, há 20 anos, agora ele está prestes a revelar uma incrível revolução no conhecimento… algo que vai responder a duas perguntas fundamentais da existência humana. Os convidados ficam hipnotizados pela apresentação, mas Langdon logo percebe que ela será muito mais controversa do que poderia imaginar. De repente, a noite meticulosamente orquestrada se transforma em um caos, e a preciosa descoberta de Kirsch corre o risco de ser perdida para sempre. Diante de uma ameaça iminente, Langdon tenta uma fuga desesperada de Bilbao ao lado de Ambra Vidal, a elegante diretora do museu que trabalhou na montagem do evento. Juntos seguem para Barcelona à procura de uma senha que ajudará a desvendar o segredo de Edmond Kirsch. Em meio a fatos históricos ocultos e extremismo religioso, Robert e Ambra precisam escapar de um inimigo atormentado cujo poder de saber tudo parece emanar do Palácio Real da Espanha. Alguém que não hesitará diante de nada para silenciar o futurólogo.

 

Eu costumo sentir bastante dificuldade de falar sobre livros/filmes que gosto. Pra mim acaba sendo muito mais complicado analisar a obra com imparcialidade. Acabo sem querer elogiando demasiadamente de maneira apaixonada e ignoro propositalmente possíveis erros que pode ter.

Com os livros do Dan Brown isso não é diferente. Li Código da Vinci com uns 12/13 anos e na época serviu como um escape do estresse que estava tendo na escola. Nessa época eu não tinha o hábito de ler livros ‘leves’ apenas para passar o tempo. Meu pai me estimulava a ler obras complexas da literatura brasileira e portuguesa então acabava faltando a oportunidade de ler livros do gênero (não é por acaso que fui ler Harry Potter com mais de 20 anos).

Código da Vinci acabou abrindo as portas para outros livros legais que li. Principalmente livros de gêneros mais específicos (tipo comédia e terror) que inclusive acabaram me influenciando na escrita também. Acabei ficando bastante viciada nesse tipo de leitura e simplesmente ‘devorei’ todos os livros lançados do Dan Brown (Ok, todos não, apenas aqueles que tinham o Robert Langdon).

Até o ano passado Inferno era um dos meus favoritos (se eu não me engano eu já falei dele aqui no blog). E embora eu goste bastante dos livros, sempre fujo das adaptações (Código da Vinci e Anjos e Demônios me irritaram bastante no cinema). E por causa disso até hoje não assisti o filme lançado para Inferno (mas pretendo assistir esse ano ainda).

Considerava Inferno melhor que os outros livros, hoje em dia eu nem sei dizer direito o motivo para isso. Então veio Origem, e decidi demorar para ler de propósito porque não queria apagar a imagem boa que tinha de Inferno.

Origem é de certa forma diferente dos trabalhos anteriores de Dan Brown mas ao mesmo tempo completamente igual. Devo ter mencionado em outros posts que Dan Brown mantém uma certa fórmula para os livros dele. Uma fórmula que sempre dá certo (sou um grande exemplo, continuo consumindo cada livro lançado) mas que também acaba se tornando bastante repetitiva.

Para leitores mais rígidos a escrita de Dan acaba incomodando justamente por ser ‘ a mesma’ nos outros livros. O que me lembra da banda AC/DC (que gostava bastante também) que faz ‘a mesma’ música por anos. E alguns acabam realmente julgando isso e vendo como algo totalmente negativo. Mas para ser totalmente honesta não vejo o porquê de mudar algo que esteja dando muito certo. Claro que a questão da criatividade é interessante e no meio de tantos livros ‘iguais’ uma história que fuja dessa padrão acaba chamando a atenção e caindo no gosto popular. Mas algo que segue um padrão também funciona. Um fã antigo não vai largar uma certa banda ou um autor apenas porque ele parece seguir uma certa maneira de escrita.

Origem tem sim a mesma fórmula de Código da Vinci, de Anjos e Demônios, Símbolo Perdido e Inferno. Robert Langdon sempre vai ser o professor que usa tweed, um relógio do Mickey, um pouco ingênuo e bastante inteligente quando o assunto é História e simbologia. Langdon sempre vai passar o livro inteiro pegando pistas aqui e ali e no final para um grande problema. Essa é a fórmula que dá certo. Mas o que mais gosto no Dan Brown é a riqueza histórica que ele traz nos livros. É como se você realmente viajasse para aqueles lugares que a história se passa. Em Origem eu me senti na Espanha e aprendi sobre arte de uma maneira que não iria buscar por conta própria. O fato de Dan Brown ser historiador e da esposa dele também ser historiadora dá um enriquecimento enorme nas obras. Não é apenas algo tirado do wikipedia mas conhecimento real. E pra mim isso já vale muito a leitura.

A temática abordada em Origem é muito interessante para os dias atuais: tecnologia e inteligência artificial. Penso inclusive que se Hawking estivesse vivo provavelmente iria ter arrepios com Origem (eu sei que é muito dificil que ele fosse ler Dan Brown mas me refiro ao fato dele ter declarado o medo das máquinas). Achei, no geral, a história mais fluida nesse livro e foi uma leitura tão tranquila que acabei ficando triste por ter terminado. Agora é esperar a próxima aventura de Langdon (inclusive eu jurava que Inferno era o último) e a adaptação de Origem com Tom Hanks e alguma atriz aleatória que nunca ouvi falar na vida.

Por hoje é só!
Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

FILMES / A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata

 

Título Original: The Guernsey Literary & Potato Peel Pie Society
Direção: Mike Newell
Roteiro: Don Roos, Thomas Bezucha, Kevin Hood
Elenco: Lily James, Matthew Goode, Katherine Parkinson

Sinopse: Juliet Ashton (Lily James) é uma escritora na Londres de 1946 que decide visitar Guernsey, uma das Ilhas do Canal invadidas pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, depois que ela recebe uma carta de um fazendeiro contando sobre como um clube do livro local foi fundado durante a guerra. Lá ela constrói profundos relacionamentos com os moradores da ilha e decide escrever um livro sobre as experiências deles na guerra.  (fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-196612)

 

Nossa! Eu não sei nem como começar a falar desse filme!
Ontem de noite estava procurando alguma coisa interessante pra assistir com meu namorado e depois de duas tentativas acabamos desistindo de ver filme ontem. Meu namorado terminou a noite jogando Zelda no Switch e eu fiquei dando umas olhadas no catálogo da Netflix até que me deparei com um filme de noite diferente: A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata. Na hora nem li a sinopse e muito menos vi trailer, apenas pensei que fosse gostar do filme justamente pelo nome. Por algum motivo me passou uma sensação de Sociedade dos Poetas Mortos e eu já fiquei apaixonada de cara.

Hoje, enquanto fugia da programação terrível da televisão aberta em dia de domingo, decidi ver o trailer do filme, mas tinha chegado a conclusão que só iria assistí-lo amanhã. Vi o trailer e aquele bando de sotaque britânico me convenceu a conectar meu chromecast e passar duas horas assistindo esse filme de nome engraçado.

O filme é delicado, doce e romântico na medida certa. Me passou aquela leveza que só tinha sentido assistindo Orgulho e Preconceito (versão com a Keira Knighley) e ouso dizer que esse filme agora vai ocupar um lugar quentinho perto dos meus filmes favoritos.

É mostrado, um pouco pincelado eu diria, a crueza da 2ª Guerra, mas nada estilo A Menina Que Roubava Livros. A personagem de Lily James é um doce e o fato dela querer contar a história daquelas pessoas que ela mal conhecia me fez ficar encantada demais.

O roteiro me lembrou um pouco um outro filme, inclusive com Matthew Goode no papel principal, chamado Casa Comigo, um dos meus romances favoritos também, com aquela coisa de “mulher fica noiva, viaja pra lugar x, conhece um cara mil vezes mais interessante/bonito/engraçado/legal , se arrepende do noivado, volta pro noivo, terminar o noivado, corre atrás do cara interessante/bonito/engraçado/legal”.  Isso realmente não é nada novo nesse gênero cinematográfico. Mas isso não é necessariamente algo ruim. Pois não é apenas sobre isso que Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata se trata. A nossa protagonista além de contar sua própria história, busca também dar voz àquelas pessoas e talvez seja por isso que o filme tenha me conquistado tanto.

Nós temos o romance, nós temos personagens adoráveis, personagens não tão adoráveis assim, uma história triste mas no final tudo fica bem. Todos ficam felizes. E muitas vezes a gente precisa apenas de uma história simples assim para confortar e aquecer o coração. Eu super indico!

 

FILMES / Um Lugar Silencioso

Título: Um Lugar Silencioso
Título Original: A Quiet Place
Roteiro: John Krasinski
Direção: John Krasinski
Elenco: John Krasinski, Emily Blunt, Millicent Simmonds, Noah Jupe, Cade Woodward
90 minutos

Sinopse: Uma família vive numa casa de campo, em absoluto silêncio e se comunicando através de sinais, na tentativa de sobreviver à uma ameaça desconhecida atraída por sons.

 

 

Como começar a falar do filme que é um dos melhores no gênero de terror?
Fazia muito tempo que não via uma ideia tão original dentro do terror (consigo lembrar de Get Out como filme mais recente). Ultimamente com tantos reboots, remakes e sequências fica bem difícil ir no cinema para assistir um filme.

Não tenho nada contra reboots, remakes e sequências, inclusive gosto muito, mas acredito de verdade que temos ideias boas que infelizmente estúdios não compram com medo de não render dinheiro. O que definitivamente não é o caso de A Quiet Place (que já tem até sequência confirmada).

Me surpreendi de verdade com o filme. Já tinha ficado bastante apreensiva com os trailers que assisti mas não conseguia entender como o silêncio poderia causar tensão, afinal de conta usamos dele para relaxar em muitas situações.

E Jim Halpert  John Krasinski não decepciona nem um pouco. Talvez os que gostem de tudo mastigadinho em tela. O filme dele (o cara ocupa a direção, roteiro e atua, além de botar a própria esposa como protagonista também) se preocupa bastante em contar a história através da imagem. Detalhes pequenos na cena explicam bastante (principalmente no comecinho).

Ele faz um ótimo uso do silêncio, e as poucas cenas com som me faziam relaxar e me preparar para o próximo momento de tensão. Meu namorado precisava ficar me avisando que estava tudo bem respirar aqui fora haha

 

 

 

E quando eu disse acima que aqueles que gostam de tudo mastigadinho não iam gostar eu estava falando a respeito dele não explicar detalhadamente a origem do perigo (que talvez venha num filme ‘prequel’). Apenas mostra o básico e deixa tua imaginação completar o resto.

Apenas uma situação especial me deixou um pouco chateada com o filme (aquele tipo de coisa que se a gente traz pra vida real meio que não faz sentido) mas não tira nem um pouco o brilhantismo dele.

Não sei se irei ver a futura sequência, e acredito de verdade que esse filme deveria ser único.

Espero que venham mais filmes de Krasinski (esse cara tem a cabeça perturbada haha). Ou que algum outro comediante (tanto Krasinski quanto o Jordan Peele de Get Out são comediantes) apareça com uma ideia tão boa ou melhor para o terror.

Indico também para vocês:

Get Out
It Follows
(que já comentei aqui no blog)
A Bruxa (
que chegou recentemente na Netflix, e em breve sai aqui no blog uma review)
A Entidade

O Segredo da Cabana (que faz mais um estilo cômico que homenageia vários trash de terror clássicos)
Invocação do Mal
Babadook

E lembrem-se:

 

Ps.: Não coloquei o trailer pois percebi que os últimos posts ficaram um pouco bugados com os vídeos. Não sei se é problema no wordpress ou algo que fiz errado.

Por hoje é só!
Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

 

LEITURAS / Jurassic Park

 

Autor: Michael Crichton
Editora: Aleph
Páginas: 528
Gênero: Techno – Thriller/ Ficção Científica
ISBN: 9788576572152
Skoob: JURASSIC PARK

Sinopse: Uma impressionante técnica de recuperação e clonagem de DNA de seres pré-históricos foi descoberta. Finalmente, uma das maiores fantasias da mente humana, algo que parecia impossível, tornou-se realidade. Agora, criaturas extintas há eras podem ser vistas de perto, para o fascínio e o encantamento do público. Até que algo sai do controle. Em Jurassic Park, escrito em 1990 por Michael Crichton, questões de bioética e a teoria do caos funcionam como pano de fundo para uma trama de aventura e luta pela sobrevivência. O livro inspirou o filme homônimo de 1993, dirigido por Steven Spielberg, uma das maiores bilheterias do cinema de todos os tempos. 

Eu sempre fui apaixonada por Jurassic Park. Todos aqueles dinossauros e aquelas tretas que me deixavam sem respirar até a hora dos créditos subirem. Decidi rever o filme de 1993 por causa do lançamento de Jurassic World: Reino Ameaçado e acabei tão empolgada novamente que comecei a ler o livro (e posteriormente acabei assistindo todos os filmes dos grandões).

Confesso que me apaixonei pela capa do livro quase um ano atrás na livraria e decidi que ia comprar (e queria ter aproveitado pra comprar o Mundo Perdido também mas faltou verba). O livro acabou ficando um pouco parado na estante. Eu tinha a imagem tão perfeita do filme que tinha medo do livro estragar aquela magia toda e fiquei enrolando pra ler.

Esse ano enquanto fazia minha lista de leituras decidi que era hora de encarar Jurassic Park. E funcionou perfeitamente bem. A leitura do livro não me fez ficar revoltada com o filme (que nem aconteceu com Crimes Ocultos / Criança 44 e todos os Harry Potters) e acabei ficando tão apaixonada (muito mais do que já era) pela história que me empolguei e já coloquei na listinha a leitura de Mundo Perdido.

Fazia muito tempo que não tinha aquele sentimento de ter um livro lido como favorito. A maioria das minhas leituras recentes mesmo sendo boas não cativavam tanto quanto eu gostaria. Jurassic Park oferece aquele calorzinho especial no coração dos fãs dos dinossaurões do cinema e propõe discussões interessantes.

O final do livro é diferente do filme (por isso inclusive a plaquinha spoilers antes do texto). Descrições de alguns personagens e as aparições dos dinossauros também são um pouco diferentes do filme. O que não é nada ruim. Afinal Crichton (que também foi responsável pelo roteiro do filme de 1993) nos fisga na história desde o início. E consegue manter nossa atenção (exatamente como no filme).

Tinossauro Rex aparece bastante no livro

Ian Malcolm traz em suas falas praticamente o mesmo discurso do filme. Aquele pessimismo realista e tem horas que você acaba odiando ele por sempre acertar.

 

E claro que tem muita menção sobre Teoria do Caos.

A edição que tenho é uma de 2015 pela Aleph, bem frágil. Após a leitura a capa ficou um pouco amassada e a tinta laranja do miolo desbotou um pouco (mas não manchou meus dedos). As últimas páginas trazem além de um agradecimento do autor (no qual ele menciona em quem se inspirou para criar alguns dos personagens), um textinho com algumas curiosidades em relação ao livro e o filme de 1993.

O livro tem um pouco mais de 500 páginas mas a leitura é tão tranquila que você nem percebe tudo isso. Eu mesma (costumo levar 1 mês para ler um livro dessa grossura) li em menos de duas semanas.

 

Ps.: Quem quiser assistir os filmes eles estão disponível pra alugar no Play Filmes por 3,90. Todos os 3 originais. E na Netflix tem Jurassic World (que a gente ignora a Claire correndo de salto com um tiranossauro atrás dela).

Por hoje é só!
Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

LEITURAS / Stalker

 

TAG INÉDITOS  – MAIO
Autora: Tarryn Fisher
Título Original: Bad Mommy
ISBN: 9788595810167
Editora: TAG – Experiências Literárias & Faro Editorial

Páginas: 288
Ano: 2018

Comecei a assinar a TAG inéditos (por ser mais em conta que a Curadoria) e desde Abril venho recebendo os livrinhos fofos que eles fazem. Aproveitei uma ressaca literária (depois daquele livro horrível de X Files) para experimentar esse novo estilo proposto pela TAG.

E com Stalker digo que realmente não consegui parar de ler. O livro é bem fininho e os capítulos bem curtos. Li ele em mais ou menos 3 dias (que pra mim é um tempo muito rápido).

É BOM?

Essa pergunta acaba sendo bem complicada de responder. Eu gosto muito de livros com uma pegada de suspense forte que fisga desde a 1ª linha do 1º capítulo. Gosto da sensação de sufoco que alguns livros causam e você só consegue respirar direito quando termina a leitura. Com Stalker eu fiquei o tempo todo tensa imaginando mil e uma coisas para o final da história. E fui completamente iludida, o que pra mim foi bem ruim, mas pelo que vi na internet muita gente gostou do que a autora fez no final.

Eu senti falta de algumas explicações na história, coisas que eu ficava me perguntando de onde tinham surgido. O que muita gente entendeu ser uma tática da escrita de Tarryn. Em Stalker pelo menos são 3 personagens principais e os 3 tem suas próprias versões da história. É interessante? Sim! Pois Tarryn fez uma descrição muito boa do psicológico dos personagens, digamos que bastante realista. Então é bacana você conhecer melhor como um psicopata e/ou sociopata pensam. O fato do livro ter apenas 288 páginas por um lado foi bom, afinal você já entende logo o que está acontecendo, mas por outro lado acaba causando uma carência de detalhes enriquecedores na trama.

Não é um livro ruim, do tipo que me faria odiar para todo sempre (tipo Onde Cantam os Pássaros) mas também não é um livro maravilhoso. Serve como uma boa distração mas em algumas pessoas poderá dar uma frustração enorme, é preciso ter uma mente muito aberta para gostar do livro.

Quanto a edição da TAG só reclamo de alguns errinhos de digitação (que nessa vida de leitora descobri que isso é extremamente comum mesmo em grandes editoras). Mas muita gente acabou com o livro despedaçado após a leitura, com a capa descolando do miolo e páginas saindo inteiras de dentro do livro. A minha edição continua firme e forte então nesse sentido não tenho nada a reclamar.

Uma curiosidade interessante: a TAG junto com o livro manda um infográfico que também é poster. Então se você gostou daquele livro em questão eles já recomendam leituras parecidas e no caso de Stalker tem até uma playlist no spotify com todas as músicas citadas pelos personagens no livro. Ganhou bastante pontinho comigo haha

Outras obras de Tarryn Fisher:

Por hoje é só!
Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

 

LEITURAS / Advogado do Diabo – X Files

Título: O Advogado do Diabo – X Files Origens
Autor: Jonathan Maberry
Editora: Harper Collins
Número de Páginas: 320

Sinopse: Antes de entrar para o Arquivo X, antes de ser uma agente do FBI, antes de estudar medicina, Dana Scully era uma nerd excluída no novo colégio. Mas quando seus colegas começaram a falecer em circunstâncias suspeitas, ela talvez fosse a única capaz de impedir novas mortes.

 

 

O que falar desse livro?

Resumindo tudo é um dos piores livros que já li na vida, mas provavelmente não seria se não fosse por causa da série.
O livro vende a ideia de que saberemos o motivo da Scully ter virado cética e promete agradar tanto os fãs da série quanto quem nunca ouviu falar em Dana Scully. Só que é um livro ruim em todos os sentidos.

Eu levei em torno de um mês pra conseguir terminar a leitura e insisti apenas pra saber o que aconteceria no final e se teria alguma salvação milagrosa.

Como fã da série eu me senti até de certa forma insultada com esse livro. O autor conseguiu transformar uma personagem incrível e inteligente em uma adolescente mimada, arrogante, metida e patética. E eu não engulo a desculpa de que “ela tinha 15 anos então cometeu muitos erros antes de ser a Scully da série”. Não aceito que Dana tenha sido tão ignorante com seus 15 anos de idade. A personalidade dela no livro não tem absolutamente nada a ver com a da série, exceto raras menções sobre sua fé, o que realmente eu esperava ter sido a abordagem do livro.

Então não satisfeito com isso o autor coloca um romance bobo adolescente e transforma a personagem principal em uma quase ninja em seus últimos capítulos. Mas mesmo que não tivesse a série como fundo de inspiração o livro sozinho não se garante.

A escrita é simples mas muito cansativa em certos momentos e um tanto preguiçosa. E a história é extremamente mirabolante, mesmo para X Files. Eu talvez não teria odiado tanto se o protagonista nesta história fosse Mulder.

Esse livro me fez ficar bastante temerosa quanto ao que supostamente conta as origens de Mulder, da mesma editora inclusive:

Mas ao mesmo tempo penso que justamente por ser uma história sobre Mulder eu consigo aceitar bem mais um plot mirabolante.

E não confundam mirabolante (no sentido de fantasioso) com aquilo que insulta a inteligência do leitor. X Files: Origens – Advogado do Diabo usa explicações bobas para um plot preguiçoso. Fujam desse livro!

 

 

Por hoje é só!
Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

 

LEITURAS / Hibisco Roxo


Autora: Chimamanda Ngozi Adichie
Título Original: Purple Hibiscus
Título Traduzido: Hibisco Roxo


Logo na contracapa do livro tem um diálogo entre dois personagens. Naquele momento eu decidi levar o livro na livraria. Além da capa lindíssima da Companhia das Letras.

A leitura começa lenta, muitas palavras em Igbo (a história se passa na Nigéria e Igbo é um grupo étnico da África e também o idioma falado por eles) e quase nenhuma com a tradução o que dificultou a leitura no começo. Mas lá pela página 50, mais ou menos, já ficamos acostumados com a família de Kambili (personagem principal da história) e o que os rodeia.

Kambili tem um pai extremamente abusivo, sério, um lixo de pessoa, que é um pouco obcecado pelo catolicismo e um homem bastante poderoso na cidade, além de rico. Mantem os filhos numa espécie de coleira, por 15 anos (se não me engano essa é a idade de Kambili) eles tem os passos programados pelo pai. Uma grade de horários fixos com pouco ou nenhum tempo de diversão e descanso. Muitas punições físicas todas as vezes que os filhos ‘pecam’.

Quando digo que Eugene (esse é o nome do pai) é um lixo de pessoa, eu não estou apenas bancando a revoltada de internet. Ele é o tipo de pai que a gente definitivamente não quer por perto e também um marido horrível. Ele mantém aquele efeito do “morde e assopra”. Espanca a esposa e os filhos e em algumas vezes quase os deixou na beira da morte mas depois parecia se arrepender e vinha com abraços e carinhos e “eu te amo” pra lá e pra cá.

Não me admira a atitude que a mãe de Kambili tem nas últimas páginas.

Mas curiosamente Eugene também parece ter um certo altruísmo. Em alguns momentos da história descobrimos que ele ajudava financeiramente certas pessoas da cidade e doava dinheiro para lugares que acreditava. Mas seu fanatismo religioso (e também o abuso sofrido na sua infância — que pode ou não ser verdade ¯_(ツ)_/¯) colaboram para uma personalidade perigosa.

E Kambili demora algum tempo para perceber que o mundo não era só rezar, estudar e obedecer regras sem questionar. E isso acontece depois de uma visita a tia Ifeoma (mulherão maravilhosa inclusive).

Durante essa visita na casa da tia o irmão de Kambili pega umas mudas de hibisco, que na história eles tem uma cor roxa por um motivo que não lembro agora (desculpa gente), e leva para a casa. Eu fiz uma estranha relação com isso. Por algum motivo passei a acreditar que o ato de levar os hibiscos para a casa deles seria uma linguagem metafórica para a rebelião. Afinal eles eram os filhos perfeitos que obedeciam todas as regras de cabeça baixa, e logo após o retorno para a casa deles o comportamento de ambos (Jaja e Kambili) se torna gradualmente diferente. E paralelo a isso as mudas de hibisco também começam a crescer vagarosamente. Será que faz algum sentido isso?

Sendo completamente honesta agora. Eu gostei muito da escrita de Chimamanda. Essa mulher é criativa demais. A história do livro foi tomando rumos que eu não consegui imaginar em nenhum momento. E definitivamente é um livro bem fora da minha zona de conforto. Apenas me decepcionei com um detalhe no final. Mas terminei o livro sentindo vontade de saber mais sobre a vida futura de Kambili, Jaja e Ifeoma.

No início do post eu fiz um elogio ao trabalho de capa da Companhia das Letras, e realmente ficou incrível. MAS, a edição no geral me deixou bem desconfortável por causa das palavras em igbo não traduzidas. Me incomoda os editores/revisores/tradutores não terem se esforçado um pouco mais para colocar um glossário ou pequenas observações no fim das páginas a respeito daquelas palavras daquele idioma cuja tradução no google fica imprecisa. Também achei uns dois errinhos bobos de digitação (o que não é tão ruim pra quem já leu livros da Intrínseca, por exemplo).

Algumas palavras do livro: Aku, Allamanda, Atilogwu, Boubou, Bournvita, Cassava, Chaplaincy, Chin Chin, Cocoyam, Dogonyaro, Enugu, Étagère, Fela, Garri… (o link acima vai para um glossário em inglês das palavras citadas aqui e de várias outras)


Por hoje é só!
Um beijo no queixo
Annie Bitencourt