LEITURAS / A Menina Que Roubava Livros


Autor: Markus Zusak
Titulo Original: The Book Thief
Título Brasileiro: A Menina Que Roubava Livros
Ficção/Romance/Drama
Onde Comprar:
Amazon

Sinopse: A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, porém surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente — a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los em troca de dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. Essa obra, que ela ainda não sabe ler, é seu único vínculo com a família. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a cumplicidade do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que a ensina a ler. Em tempos de livros incendiados, o gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. A vida na rua Himmel é a pseudorrealidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um jovem judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela história. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa desse duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto.


O início é bastante lento e pode ser confuso para alguns. Somos apresentados de cara a uma narradora pouco convencional: A Morte. E desde então já imaginamos que o final não é feliz. Então Liesel aparece, uma criança que recém tinha perdido o irmão e se vê obrigada a ir morar com uma família totalmente diferente sem sequer entender o motivo disso.

A edição que eu tenho é a com a capa do filme feita pela Intrínseca. Não lembro de ver nenhum erro de grafia ou digitação mas me incomodei pela quantidade de palavras escritas em alemão (embora com a tradução do lado) o que deixava o texto bastante confuso no início. Minha edição não tem orelhas e a diagramação pode incomodar alguns.

Liesel conhece um menino chamado Rudy que acaba virando seu amigo. E posteriormente ela acaba se apaixonando por ele mas já é tarde demais. Rudy é feliz e inocente como uma criança deveria ser. Também está bastante perdido com o que está acontecendo e não sabe o que deve ou não fazer nessa guerra. Ele apenas sabe que quer ser o homem mais rápido do mundo igual ao seu grande ídolo Jesse Owens (um homem negro).

Esse é o Jesse Owens

Mais ou menos na metade do livro Rudy se pinta, na tentativa de ficar mais parecido com seu ídolo, enquanto compete em uma corrida. O que acaba dando uma pequena confusão e a seguinte fala: “Você não quer ser preto não é?” e em seguida o mandam tomar banho.

Liesel começa a ler com a ajuda do seu novo pai e se vê apaixonada pelos livros. E podemos perceber seu incômodo, uma tristeza na verdade, ao ver uma fogueira repleta de livros enquanto os nazistas cantavam o hino e admiraram Hitler. Ela então rouba um dos livros e acredita que não está sendo vista por ninguém. Não poderia estar mais enganada.

E Liesel não rouba apenas um livro. Assim como acaba sendo observada em vários furtos posteriores. Roubar livro talvez não seja um pecado tão grande afinal. Ela queria ter conhecimento algo que a Alemanha nazista já não fazia tanta questão.

Rudy acaba acompanhando ela em alguns roubos e fica intrigado ao ver que a amiga não se preocupa em roubar alimentos, algo em falta no período da guerra. E embora isso pode ser facilmente julgável, podemos pensar também que uma criança de pouco mais de dez anos vivendo em um mundo onde pessoas eram torturadas e mortas por serem quem eram, precisava de um certo alívio mental. No caso os livros. Eu te perdoo Liesel, e acredito que todos que lerem A Menina Que Roubava Livros também a perdoará.

Os judeus começam a serem perseguidos e então Max aparece na porta da casa de Liesel. Um homem judeu passa então ser escondido no porão daquela família. Mas não vamos esquecer que é a morte que narra a história. E ela não tem coisas felizes para contar.

Esse livro é pura empatia. Após o término da leitura bate uma sensação de fraqueza e impotência. E se lembra que a Alemanha nazista realmente existiu. Se lembra de Anne Frank. Se lembra do quão cruel o ser humano pode ser. E isso é verdade. A própria morte tem medo dos humanos.

“Os seres humanos me assombram”

Ps.: A adaptação é muito boa, eu recomendo! 
Ps.: O Blog que vocês conheciam foi hackeado, então momentaneamente postarei por aqui. Não se preocupem, agora não tem mais propagandas.


LEITURAS / Quatro Vidas de Um Cachorro

Quatro Vidas de Um Cachorro

Autor: W. Bruce Cameron
Editora: Harper Collins
Título Original: A Dog’s Purpose
Ano: 2016
Páginas: 288
Página no Skoob: Quatro Vidas de Um Cachorro

Onde Comprar: Amazon

Sinopse: ”Em Quatro Vidas de Um Cachorro, você vai conhecer Bailey, um cachorrinho muito esperto, que vive em busca de um propósito para sua vida. Depois de vir ao mundo diversas vezes, ele se pergunta se algum dia encontrará sua verdadeira missão na terra. Muito mais do que apenas uma história apaixonante sobre animaizinhos de estimação, Quatros Vidas de Um Cachorro é um livro emocionante e, recheado de humor, que vai provar que o amor nunca morre, e, que o propósito de nossas vidas é mais simples do que imaginamos.

 

Eu normalmente demoro muito para ler um livro. Mesmo sendo algum que eu esteja gostando bastante da história. As vezes minha vista fica um pouco cansada de ler e as vezes eu acabo passando um tempo maior assistindo televisão ou jogando. Com Quatro Vidas de Um Cachorro isso foi um pouco diferente. Eu li o livro inteiro em 4 dias (o que pra mim é algo muito rápido) sendo que 100 páginas tinha sido em um único dia. Fiquei completamente fascinada com a história. Coisa que não aconteceu com Marley & Eu, por exemplo, que acabei até abandonando.

São apenas 288 páginas com um conteúdo fofo e até mesmo filosófico. Afinal o doguinho da história passa o tempo inteiro pensando qual seria o propósito dele. Uma questão que nós humanos estamos muito acostumados a fazer.

Eu achei incrível que a cada encarnação vinha uma vida completamente diferente. Uma hora era sobre um K9, outra hora um cachorrinho de fazenda, o nosso protagonista principal mantinha sua personalidade claro, mas cada dono era totalmente diferente um do outro. E a sensação que eu fiquei era que tinha lido 4 livros diferentes mas com uma história que se fechava no final.

O livro é narrado pelo próprio cachorro (que eu não vou colocar nome pois ele assume vários no decorrer da história) e podemos observar a visão dele sobre coisas normais para os humanos. Na maior parte ele só pensava em ganhar comida, carinho e diversão e talvez por causa disso mantinha uma visão bastante otimista sobre tudo, inclusive na hora das suas mortes (uma lição para quem está lendo).

Em uma das vidas ele assume a identidade de Bailey, filhotinho resgatado por Ethan, e desde então acredita que sua missão de vida é ficar perto do “menino” (maneira pelo qual o cachorro chama Ethan em alguns momentos). E achei muito bonitinha a mensagem no final quando ele percebe que seu verdadeiro propósito seria encontrar e salvar Ethan. O que mostra que realmente um cachorro (um animalzinho no geral) é capaz de nos resgatar as vezes de nossas angústias e próprios medos.

Infelizmente essa não é a mesma opinião que eu tenho da adaptação do livro (que se eu não me engano foi lançado no ano passado e não farei post sobre ele aqui) que acabou até ignorando um pouco a mensagem bacana que o W. Bruce Cameron passou no decorrer das 288 páginas.

Como eu tinha recém terminado A Menina Que Roubava Livros (com resenha em breve) precisava ler algo que fosse leve e rápido e Quatro Vidas de Um Cachorro cumpre bem esse propósito. Fiquei um pouco decepcionada com o final, o que me impede de favoritar o livro, mas no geral foi uma leitura muito válida e recomendo demais para todos que gostam de cachorros.

 

Por hoje é só
Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

 

Ps.: Se você chegou até aqui dá uma passadinha no meu perfil do Recanto das Letras e leia minha nova história: Perfurado (NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS)

FILMES / Com Amor, Van Gogh

Com Amor, Van Gogh (Loving Vincent)

Não recomendado para menores de 14 anos

Elenco: Chris O’Dowd, Aidan Turner, Douglas Booth, Eleanor Tomlinson e Saoirse Ronan
Direção: Dorota Kobiela e Hugh Welchman
Roteiro: Dorota Kobiela, Hugh Welchman e Jacek Von Dehnel
Título Original: Loving Vincent

Sinopse: Investigação aprofundada sobre a vida e a misteriosa morte de Vincent Van Gogh através das suas pinturas e dos personagens que habitam suas telas. Animado com a técnica de pintura a óleo do pintor holandês, os personagens mais próximos são entrevistados e há reconstruções dos acontecimentos que precederam sua morte. (fonte: FILMOW)

Gente eu nem sei por onde começar! Que filme maravilhoso!
Não sei se já falei aqui antes mas eu sou super apaixonadinha pela pinturas de Van Gogh…

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Vi que esse filme estava na lista dos indicados ao Oscar e decidi assistir. Fiquei apaixonada de cara mas ainda sim teve uma coisinha que me incomodou no filme.

De início assumo que o filme é extremamente criativo. E deve ter dado uma trabalheira enorme pra fazer. Esse é o maior mérito de Loving Vincent.

Alguns personagens são cativantes e o protagonista achei muito chato, cada cena com ele era uma tortura pra mim não sei se por culpa do roteiro ou do ator. A história se passa depois da morte de Vincent e em alguns flashbacks da vida do pintor no filme tem o retrato exato de suas pinturas

Como por exemplo nessa cena do gif acima. É possível reconhecer cada trabalho dele em algumas cenas.
O filme questiona se de fato Van Gogh se suicidou ou se talvez não teria sido vítima de algum outro pintor frustrado mas não nos oferece uma solução no final. E talvez por isso eu tenha achado o roteiro tão fraco.
Algumas pessoas provavelmente irão achar o filme um pouco cansativo, mas eu recomendo de verdade que deem uma chance maior, um trabalho visual tão bem feito como esse merece nosso tempo.

Com Amor, Van Gogh tem apenas 98 minutos de duração mas eu senti que tinha só meia hora. Não vi o tempo passar enquanto assistia ao filme e pra mim isso é um ponto extremamente positivo.

 

No geral como fã de Van Gogh o filme me agradou muito e é uma boa pedida para quem é fã do artista e curte animações diferentes.

Loving Vincent é triste, mas muito inspirador e motivador. Aprendemos um pouco mais sobre como era Vincent Van Gogh, irritante para alguns e a pessoa mais amável de todas para outros. Um artista que infelizmente não teve a chance de ver as pessoas gostando dos seus trabalhos.

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Espero que gostem do filme assim como eu gostei!

No site: Vincent Van Gogh – The Complete Works vocês podem conferir mais sobre o incrível trabalho dele.

Curiosidades: A série Doctor Who fez um episódio também homenageando Van Gogh, sou suspeita a falar mas acho esse o melhor episódio da era moderna. Quem quiser conferir é o episódio 10 da 5ª temporada chamado Vincent And The Doctor.

Deixe nos comentários suas sugestões de filmes para os próximos Pipoquinhas. Lembrando que o Pipoquinha Animação é diferente do Vai Uma Pipoquinha Aí?
Nessa categoria serão APENAS animações, não necessariamente infantis. 😉

 

Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

LEITURAS / The Underground Railroad – Os Caminhos Para a Liberdade

 

Autor: Colson Whitehead
Editora: Harper Collins
Ano de lançamento: 2017

Sinopse: Cora é uma jovem escrava em uma plantação de algodão na Georgia. A vida é infernal para todos os escravos, mas especialmente terrível para Cora. Uma pária até entre outros africanos, ela está chegando à maturidade, que a tornará vítima de dores ainda maiores. Quando um recém-chegado da Virgínia, Caesar, revela uma rota de fuga chamada, a ferrovia subterrânea, ambos decidem escapar de seus algozes. Mas nada sai como planejado. Cora e Caesar sabem que estão sendo caçados: a qualquer momento podem ser levados de volta a uma existência terrível sem liberdade.

 

The Underground Railroad ganhou o prêmio Pullitzer do ano passado, então óbvio que criei uma expectativa monstro. Não tinha lido nenhuma resenha a respeito do livro pois queria ter apenas a minha própria leitura como base.

Demorei alguns capítulos até conseguir entender realmente o que estava acontecendo. Achei o começo extremamente confuso. O autor nos apresenta 3 personagens: Ajarry, Mabel e Cora. E até eu entender quem era quem e suas relações com os outros personagens (inclusive entre elas mesmas) levou um bom tempo.
Não consegui me apegar aos personagens e fiquei extremamente incomodada quando o autor “esqueceu” a existência de Caesar, vindo a justificar o que aconteceu com ele bem depois e de uma maneira bem superficial. Pra mim foi praticamente isso: “Ei fulana o que houve com o fulano?” “Ah ele morreu”. Senti falta de mais detalhes, realmente parecia que o autor pouco se importava com a existência de Caesar.
Então temos Ridgeway, que é um verdadeiro pé no saco com a protagonista. Um cara violento (até porque naquela época os negros eram tratados com bastante violência) e insuportável.
Embora o foco da história seja Cora existem alguns capítulos focados no próprio Ridgeway, também em Mabel (mãe de Cora), Ethel (uma simpatizante da causa abolicionista) e Caesar (o injustiçado abandonado pelo autor).
Em um certo momento da história Caesar e Cora conseguem fugir da fazenda de onde são escravos e então tem-se alguns capítulos focados na liberdade deles. Ambos morando em outra cidade e até trabalhando. Enquanto isso Ridgeway focado em encontrar Cora custe o que custar (por puro rancor pois não conseguiu capturar a mãe de Cora quando a mesma fugiu). Quando comecei a me acostumar com a rotina dos personagens na vida nova fui surpreendida com uma nova necessidade de fuga, e nesse momento Caesar fica “sumido” e temos notícias apenas de Cora.
No geral posso dizer que gostei da história. Embora esperasse que fosse virar meu favorito que nem O Sol é Para Todos, por exemplo. Tive pequenas decepções mas caso Colson Whitehead venha a lançar algum livro novo com certeza irei ler. Não vou comentar sobre a edição, tradição e diagramação pois realmente não entendo dessa parte editorial e aqui quero apenas trazer uma opinião de leitora para vocês.
Algumas pessoas poderão se frustrar com o livro pois o final não tem exatamente um final. E parando pra pensar The Underground Railroad não é um livro sobre um escravo mas sobre liberdade. Tanto é que a própria mãe de Cora ao fugir pretendia retornar para a fazenda apenas para dizer a sua filha que havia experimentado um pouco da liberdade e o quanto aquilo era bom. Um livro cru, com a realidade do preconceito exposto.

 

Você pode adquirir The Underground Railroad nos links abaixo:

SUBMARINO
SARAIVA
AMAZON

Por hoje é só!
Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

FILMES / Raw

 

Raw

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 18 ANOS

Elenco: Garance Marillier, Ella Rumpf, Rabah Nait Oufella
Direção: Julia Ducournau

Sinopse: Na família de Justine, todos os integrantes trabalham com a área veterinária e são vegetarianos. No entanto, assim que Justine pisa na escola de veterinária, ela acaba comendo carne. As consequência deste ano logo serão sentidas e chocarão toda a família.

 

Esse foi o filme bom mais nojento que eu já vi em toda a minha vida (o outro filme foi O Albergue, mas esse não é bom).
Eu fiquei completamente chocada com tudo que eu assisti. Na sinopse sugere que a protagonista seja canibal e até ai tudo bem afinal depois de tantos anos assistindo filmes de terror canibalismo não me choca mais.
Mas existe uma diferença gritante entre um filme americano abordando a temática de canibalismo, onde tudo já é exagerado e o terror está explícito na tela o tempo inteiro e um filme com alta carga dramática em muitas cenas e aquelas pinceladas borradas de gore.

Para vocês terem uma ideia em uma das cenas a protagonista come um dedo, o que não deveria causar impacto em quem passou um bom tempo assistindo Jogos Mortais, por exemplo, mas o modo que a cena de fato acontece dá um arrepio na espinha.

A atuação da Garance Marillier tá incrível, ela começa com uma expressão facial dócil, de uma menina inocente, aparentemente estudiosa, obediente e lentamente vemos a transformação, o olhar começa a ficar assustador (o legítimo olhar de predador para uma presa, aquela coisa fixa sem piscar nenhuma vez), os movimentos outrora sutis começam a ficar mais violentos e pesados. E arrisco a dizer que tenha um pouco de frieza também.

Mas ela não é uma psicopata, o filme não se trata de psicopatas canibais. Pelo que notei o canibalismo dela é tratado como uma diferença apenas. Algo fora do padrão no DNA da família (sim, a mãe e a irmã também gostam de comer gente) como se fosse uma coisa ‘normal’.

O filme incomoda quem tem uma sensibilidade maior e não satisfaz a fome dos que gostam de muito gore. Além de ter alguns detalhes (talvez falhas) no roteiro que me fizeram questionar certas cenas.

No geral é um filme bom. Com uma fotografia boa, uma direção mediana, um roteiro igualmente mediano e uma atuação acima da média.

O filme está disponível na Netflix

Trailer

Por hoje é só
Um beijo no Queixo
Annie Bitencourt

FILMES / A Forma da Água

 

A Forma da Água

Elenco: Sally Hawkins, Doug Jones, Octavia Spencer, Michael Shannon
Gênero: Romance/Fantasia
Direção e Roteiro: Guillhermo Del Toro

Sinopse: Uma história de amor num mundo mágico e misterioso na América em 1963. Elisa é uma zeladora muda que trabalha em um laboratório onde um homem anfíbio está sendo mantido em cativeiro. Quando Elisa se apaixona pela criatura, ela elabora um plano para ajudá-lo a escapar com a ajuda de seu vizinho. O mundo exterior do laboratório, no entanto, pode revelar-se mais perigoso para o homem anfíbio do que Elisa poderia ter previsto.

 

De início posso dizer que gostei bastante da fotografia que mantém o filme em um tom um pouco esverdeado (ou azulado?) que remete justamente a água. E que ajuda bastante a contar a história.
Não é todo mundo que conseguirá apreciar a beleza de The Shape Of Water, que vai um pouco além da simples história de amor. O filme também passa uma mensagem boa sobre aceitação do próximo.

Elisa é muda e por causa disso acaba sofrendo certos preconceitos (e não precisa ter nada explícito no filme para sabermos disso certo?) e acaba se sentindo bastante solitária, isolada justamente por não conhecer ninguém que seja exatamente igual a ela.
Giles é homossexual e assim como Elisa também se sente meio perdido nesse mundo, principamente nos anos 60 quando a homofobia falava aos berros.
Zelda, uma mulher negra em uma época extremamente racista.

Todos os três personagens passam uma imagem rápida de seres invisíveis no filme. Mas eles, no caso, são os verdadeiros protagonistas.

No primeiros 30 minutos Elisa tem o contato com a ‘criatura’ do filme. Um homem anfíbio que foi encontrado na floresta amazônica (acredito que seja na parte do Brasil) e é mantido em cativeiro em um laboratório. A tal criatura é fruto de interesse dos russos e dos americanos (aquela treta pesada que teve sabem) e creio eu que ambos o queriam como uma possível arma então estavam estudando tudo a respeito dele.
O responsável pela criatura é o Coronel Strickland, um homem nada amigável, bastante preconceituoso em todos os sentidos e que até assedia Elisa justamente por ela ser muda em um certo momento do filme. Só que esse moço simplesmente via o homem peixe como algo repugnante e no início do filme até cheguei a pensar que o tal peixão era um vilão em potencial.

Elisa então começa a se aproximar o peixão, e pela primeira vez se sente compreendida e aceita por ser quem ela é.

“O filme é bom?”

Essa é a pergunta difícil pra mim. A Forma da Água não é um filme ruim mas também não achei ele digno de uma nota máxima. A estética do filme é maravilhosa, as atuações estão muito boas, a maquiagem então nem se fala. O filme peca pelo roteiro. Que ao meu ver foi muito superficial, e por mais que o filme tenha 2 horas de duração eu terminei de assistir com a sensação de que faltava algo a mais.
Talvez mais detalhes da vida da Elisa ou de Giles ou Zelda. Não sei dizer, mas acabei ficando um pouco decepcionada.

Como se eu estivesse comendo uma comida muito boa mas em uma porção minúscula ou com um garfo ruim.

Vale a pena sim dar uma conferida em A Forma da Água nas telonas do cinema mas é preciso uma sensibilidade muito grande para captar de uma maneira mais completa o que Guillermo Del Toro quis passar.

Trailer

FILMES / As Sufragistas

 

As Sufragistas

Não recomendado para menores de 14 anos

Elenco: Carey Mulligan, Helena Bonham Carter, Meryl Streep
Direção: Sarah Gavron
Roteiro: Abi Morgan
Título Original: Suffragette

Sinopse: No início do século XX, após décadas de manifestações pacíficas, as mulheres ainda não possuem o direito de voto no Reino Unido. Um grupo militante decide coordenar atos de insubordinação, quebrando vidraças e explodindo caixas de correio, para chamar a atenção dos políticos locais à causa. Maud Watts, sem formação política, descobre o movimento e passa a cooperar com as novas feministas. Ela enfrenta grande pressão da polícia e dos familiares para voltar ao lar e se sujeitar à opressão masculina, mas decide que o combate pela igualdade de direitos merece alguns sacrifícios. 

 

 

Sufrágio Feminino

O movimento pelo sufrágio feminino é um movimento social, político e econômico de reforma, com o objetivo de estender o sufrágio (o direito de votar) às mulheres.

Em 1893, a Nova Zelândia se tornou o primeiro país a garantir o sufrágio feminino, graças ao movimento liderado por Kate Sheppard.

As “suffragettes” (em português, sufragistas), primeiras ativistas do feminismo no século XIX, eram assim conhecidas justamente por terem iniciado um movimento no Reino Unido a favor da concessão, às mulheres, do direito ao voto. O seu início deu-se em 1897, com a fundação da União Nacional pelo Sufrágio Feminino por Millicent Fawcett (1847-1929), uma educadora britânica. O movimento das sufragistas, que inicialmente era pacífico, questionava o fato de as mulheres do final daquele século serem consideradas capazes de assumir postos de importância na sociedade inglesa como, por exemplo, o corpo diretivo das escolas e o trabalho de educadoras em geral, mas serem vistas com desconfiança como possíveis eleitoras. As leis do Reino Unido eram, afinal, aplicáveis às mulheres, mas elas não eram consultadas ou convidadas a participar de seu processo de elaboração.

O movimento feminino ganhou, então, as ruas e suas ativistas passaram então a ser conhecidas pela sociedade em geral pelo (à época, ofensivo) epíteto de “sufragistas“, sobretudo aquelas vinculadas à União Social e Política das Mulheres (Women’s Social and Political Union – WSPU) movimento que pretendeu revelar o sexismo institucional na sociedade britânica, fundado por Emmeline Pankhurst (18581928).

(Fonte: Wikipédia)

Emmeline Pankhurst

 

Na foto acima é mostrado o direito de voto conquistado pelas mulheres em cada país no mundo.

Imagem: Web

 

No Brasil

No Brasil as mulheres tiveram direito ao voto no dia 24 de Fevereiro de 1932. O presidente da época, Getúlio Vargas, assinou a lei que garantia esse direito para as mulheres.

“O decreto foi sancionado depois de muita luta e apelo político, mas veio dividido por partes. O voto permitido no decreto de 1932 restringia-se às mulheres casadas, com autorização dos maridos, e às viúvas e solteiras com renda própria. As barreiras foram totalmente eliminadas somente em 1934. Em 1946, uma nova lei passou a prever a obrigatoriedade do voto também para as mulheres, que até então era um direito, mas não um dever.

A discussão sobre o voto só chegou ao Congresso brasileiro em 1891, mas foi completamente rechaçada: a maioria dos deputados, alegando a inferioridade da mulher, alertou para um suposto perigo que o voto feminino acarretaria à preservação da família brasileira.

A bióloga Bertha Lutz, um dos maiores nomes na defesa dos direitos políticos das mulheres brasileiras, fundou a Liga pela emancipação Intelectual da Mulher, na década de 1920, com a anarquista Maria Lacerda de Moura. Além dela, Eugenia Moreyra, a primeira jornalista mulher de que se tem notícia no Brasil, era uma sufragista declarada em seus artigos, que continham frases como: “A mulher será livre somente no dia em que passar a escolher seus representantes”.” (Fonte: http://www.phbemnota.com/2016/03/por-daniele-neves-sufragio-feminino-um.html)

Eugenia Alvaro Moreyra (Fonte: Wikipedia)
Bertha Lutz

 

Eu decidi colocar um pouco de história aqui pois é fundamental ter conhecimento básico nesse assunto para compreender melhor o que o filme As Sufragistas quis passar.
É impossível não se emocionar com o que se vê em tela. Primeiro porque as mulheres sofriam muito no passado e precisavam fazer um verdadeiro estardalhaço para serem ouvidas. E segundo porque mesmo em 2018 ainda somos deixadas para trás por muitos homens. É incrível ver o quanto evoluímos desde a época que o filme se passa (se não me engano é 1912) até os dias atuais.
No filme a personagem da Carey Mulligan se vê obrigada em escolher entre o seu filho e seus direitos. Pois a partir do momento que ela se entende como sufragista o próprio marido a acusa de tê-lo envergonhado e não permite que ela veja o filho. Piora depois quando o mesmo afirma que não consegue dar conta de trabalhar e cuidar da criança e o leva para adoção.
E é aí, nesse momento, que a personagem de Mulligan abraça a causa e faz todo o possível para que ela e outras mulheres tenham o direito de voto.

Quando mencionei que seria mais fácil entender o filme com um pouco de história é justamente por causa da personagem de Meryl Streep, uma mulher chamada Emmeline Pankhurst, que como vocês puderam ver acima ela existiu e foi uma figura importante.

Quanto ao roteiro geral do filme eu achei bem ok. Mas me deu a sensação de que faltava alguma coisa. Não sei dizer se talvez poderiam ser mais informações reais ou outra coisa. Mas é bem válido dar uma pesquisada no assunto depois do filme.

Carey Mulligan atua muito bem e transmite emoções muitas vezes apenas com o olhar.

As Sufragistas está disponível na Netflix. Confira o trailer:

 

Anastasia / Resenha (FILMES)

O filme da semana é Anastasia

Sinopse: Depois do feitiço do maldoso Rasputin, a jovem Anastasia desaparece do palácio. Anos depois, sua avó, a grã-duquesa imperial que vive em Paris, oferece uma recompensa para quem trouxer sua neta de volta. De olho no dinheiro, dois russos fazem testes para encontrar uma menina parecida com a princesa, e encontram Anya, uma jovem órfã, que tem tudo para se fazer passar por Anastasia.

Elenco:  Meg Ryan, John Cusack, Christopher Lloyd
Direção: Don Bluth, Gary Goldman

 

 

Anastasia, lançado em 1997, é um dos filmes mais bacanas no gênero de animação com princesas. Mas antes de eu começar a falar sobre o filme preciso contar uma curiosidade a respeito dele.

A princesa Anastasia realmente existiu! (Outra princesa que existiu foi Pocahontas, mas fica para outro post)

Anastásia Nikolaevna da Rússia (em russo Великая Княжна Анастасия Николаевна Романова; São Petersburgo, 18 de junho de 1901 – Ecaterimburgo, 17 de julho de 1918) foi a quarta filha e segunda mais nova do czar Nicolau II da Rússia e da czarina Alexandra Feodorovna, os últimos governantes autocráticos da Rússia Imperial. Era irmã mais nova das grã-duquesas Olga, Tatiana e Maria, e irmã mais velha de Alexei, Czarevich da Rússia, o mais novo. Morreu assassinada por soldados bolcheviques aos 17 anos, junto com os demais membros da família imperial russa.” (fonte: Wikipédia)

Existia toda uma lenda a respeito dela. Muitos acreditavam que ela tinha conseguido sobreviver ao assassinato da família. No filme de 1997 apresenta justamente uma história onde a princesa teria conseguido escapar. Rasputin (que no filme é o grande vilão que joga uma maldição na família Romanov) também existiu.

Grigoriy Yefimovich Rasputin (em russo: Григо́рий Ефи́мович Распу́тин; Pokrovskoie, 22 de janeiro de 1869 – Petrogrado, atual São Petersburgo, 30 de dezembro de 1916) foi um místico russo, e auto proclamado homem santo que se aproximou da família do czar Nicolau II e se tornou uma figura politicamente influente no final do período czarista.” (Fonte: Wikipédia)

A princesa Anastasia tinha um irmão chamado Alexei que sofria de hemofilia¹ , herdeiro do trono russo, único filho homem do imperador Nicolau II, o pequeno Alexei herdou a doença da rainha Vitória do Reino Unido (ela era portadora da doença e por causa do parentesco com Alexei acabou passando a doença pro menino), a mãe de Alexei (a imperatriz Alexandra Feodorovna) confiava plenamente em um homem que era um monge siberiano e supostamente curava Alexei durante as crises da doença, esse homem era justamente Rasputin. E segundo alguns sites que li as pessoas odiavam demais o Rasputin e nunca entenderam o motivo da família real o manter sempre por perto. O que meio que acabou criando a lenda dele ser um bruxo malvado (enfim, o que é mostrado no filme tirando o rato falante – ou não).

Claro que toda criança que assistir Anastasia não vai fazer uma pesquisa para saber se a princesa existiu, talvez sequer entendam o que acontece no filme (como por exemplo a cena que os bolcheviques² entram para pegar os Romanov). É justamente essa história complexa da real princesa que faz o filme da fox ser tão interessante. E o fato de ser uma história passada na Rússia nos tempos da Revolução Russa ³.

É óbvio que o filme, mesmo não sendo da Disney mas agora é, segue aquele padrão Disney de animação. 1º Princesas, 2º Princesas sofrendo com maldição de algum bruxo bizarro, 3º Crush da princesa que em algum momento entra na história e salva ela, 4º Músicas e mais músicas e 5º Alguma cena de baile real e povo dançando.

O mais bacana na princesa é que ela não leva desaforo pra casa. Não fica calada e achando tudo maravilhoso, ela até que implica bastante e questiona. Acho que ela e Bela seriam ótimas amigas.

Filme recomendadíssimo para assistir com toda a família reunida.

Trailer

 

Acompanhe no twitter (@BlogdaAnnie) as votações para os próximos filmes do Pipoquinha. Nesse mês serão 3 filmes de animação (sendo Anastasia o primeiro) não necessariamente com tema natalino. Ou até mesmo infantil.

Deixe nos comentários suas sugestões de posts, filmes e etc.

Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

 

A Morte Te Dá Parabéns – Happy Death Day / Resenha (FILMES)

A Morte Te Dá Parabéns

Elenco: Jessica Rothe, Israel Broussard, Charles Aitken
Direção: Christopher Landon
Roteiro: Christopher B. Landon, Scott Lobdell

Sinopse: Tree (Jessica Rothe) é uma jovem estudante que trata mal os meninos, desdenha das amigas e não parece estar muito disposta a atender as ligações do pai no dia do aniversário dela. No fim do mesmo dia, no entanto, ela é brutalmente assassinada por um mascarado. Acontece que ela “sobrevive”, ou melhor, acorda no mesmo e fatídico dia, numa espécie de looping macabro, que termina sempre com a morte da garota. Repetir, seguidamente, o mesmo dia, por outro lado, dá a Tree a chance de investigar quem a está querendo morta e o porquê. 

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 anos

 

*****

Já adianto que A Morte Te Dá Parabéns entrou para a lista de meus filmes queridinhos de terror. Desde que eu vi o trailer já tinha ficado com bastante vontade de assistir ao filme.

Com uma mistura agradável de terror, suspense e comédia o filme não decepciona nem um pouco. Pelo contrário, arrisco a dizer que é um dos melhores do gênero que foi lançado esse ano.
Jessica Rothe está excelente no papel de “bitch” e cumpre muito bem a função de “scream queen”, inclusive quero mais filmes de terror com ela.

O filme tem alguns errinhos bobos e momentos onde o que foi mostrado na tela não teve um objetivo real, no caso uma explicação para existir. Apesar de descobrirmos quem está querendo matar Tree não obtemos resposta do que fez ela viver o mesmo dia várias vezes. Seria um simples acaso?

Olha pra trás!!!

 

Gostei muito da mensagem que o filme quis passar, aquela coisa do viva o hoje como se não houvesse amanhã e não aja como um completo imbecil com as outras pessoas afinal você não sabe se passará do dia de hoje.

Achei interessante também a máscara do assassino. E acredito que sua intenção seja justamente não causar medo e então acabar sendo surpreendido por um psicopata. O mais bacana é que conforme a protagonista vai morrendo ela também vai aprendendo coisas óbvias do tipo “não vá sozinha em uma rua escura”.

 

Vale a Pena Assistir?

Sim!! O filme cumpre sua proposta de divertir, e embora eu não seja muito fã de comédia gostei bastante no jeito humorado que o filme tem (já falei que a Jessica Rothe tá excelente?). Apesar de A Morte Te Dá Parabéns ser um filme de terror/suspense/comédia com várias mortes eu terminei de assisti-lo com um sorrisinho no rosto. Super recomendo!

 

TRAILER

 

Nota: 8,5

Por hoje é só!
Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

Jogo Perigoso – Original Netflix / Resenha (FILMES)

O filme da semana é Jogo Perigoso (Gerald’s Game)

 

NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS

Elenco: Bruce Greenwood, Carel Struychen e Carla Gugino.
Direção: Mika Flanagan (Hush – A Morte Ouve)
Lançamento: 2017
Disponível na Netflix

Sinopse: Um casal viaja pra uma casa de campo para aproveitar um momento romântico que envolve jogos adultos. Depois de ser algemada na cama, Jessie participa dos jogos do marido Gerald, até que a situação tem uma mudança trágica. Ela é deixada amarrada e sozinha com suas memórias dolorosas de infância, um cachorro de rua faminto e, possivelmente, alguém que a observa do canto escuro do quarto.

 

É BOM?

Antes de tudo devo dizer que o filme é uma adaptação de um livro do Stephen King (que deve ter faturado um monte esse ano) que eu nunca li então não vou fazer comparações nem nada do tipo.
Dias atrás tinha visto um crítico de cinema que acompanho falar a respeito desse filme e tinha ficado interessada por praticamente não saber nada do filme. O que eu sabia era o básico da sinopse.
Ontem decidi ver o filme depois de enrolar bastante pois achava que era algo completamente erótico (assunto que eu não gosto nem um pouco) e o que aconteceu é que eu fiquei completamente chocada, no bom sentido.
O filme tem umas revelações nada previsíveis (pelo menos não pra mim) e uma das cenas mais bonitas do filme é também a cena mais pesada.

O filme também aborda assuntos importantes de uma maneira bem inteligente. Mesclando o terror físico, no sentido da dor e também o terror psicológico com traumas de infância. Com uso de alucinações em algumas cenas e também flashbacks.
Cada detalhe inicial do filme é importante para o resto da história e de explicações futuras. Confesso que passei o filme inteiro boquiaberta.
Quem é um pouco mais sensível com cenas de violência e sangue provavelmente não vai curtir muito o filme. Afinal ele parece existir para deixar o espectador, no melhor sentido, horrorizado.
Eu não curti muito o final. Acredito que acabaram se estendendo demais sem necessidade. Aquela coisa de jogarem informações que você não quer ou não precisa saber.

Acreditem em mim quando eu falo que o filme é terror. Jogo Perigoso usa elementos que causam muito desconforto. Assunto delicados que também podem ser muito desagradáveis. O filme cumpre o que promete. Que surpreende na medida certa. E no meu caso até fez eu querer ler o livro.

TRAILER

 

Com Jogo Perigoso encerro o Mês do Terror. Espero que tenham gostado dos posts especiais. Agora para o mês de novembro o pipoquinha será todo voltado para filmes do Leonardo DiCaprio. E em breve terá o Pipoquinha Animado com filmes de animação (não necessariamente infantis).

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Por hoje é só
Um beijo no queixo
Annie Bitencourt