Uma Face Eternizada

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Galera, antes de mais nada gostaria de anunciar aqui pra vocês que meu blog, este blog, está concorrendo ao Prêmio Top Blog. Quase no final da página você vai encontrar essa imagem:

Sem título

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Não existe maneira perfeita de começar alguma coisa. O início é sempre a parte mais difícil. Então, realmente não sei como começar esse post.
Primeiro vou falar rapidamente que minha saúde anda numa verdadeira montanha russa. Não sei se é culpa da minha ansiedade, que embora agora consiga controlar mais ainda existe dentro de mim. Ou se é outra coisa. De vez em quando me dá uma dor no estômago aqui e ali, ou eu durmo mal numa noite e acordo toda quebrada no outro dia. Mas hoje foi diferente. Ontem, um pouco antes de dormir, senti uma leve dor no pescoço. No começo achei que tinha me engasgado com a comida e fiquei um bom tempo tentando tossir e colocar aquela coisa que me incomodava tanto na garganta. E então fui dormir. Acordei hoje com uma sensação horrível. Continuo sentindo que tem algo preso na minha garganta. Fui no banheiro, e tentei ver se minhas amigdalas estavam inflamadas mas não consegui ver nada fora do normal. E esse incomodo continua. Acabei tomando uma azitromicina pra ver se melhora. Não sei dizer se é exatamente uma dor que eu estou sentindo, parece realmente um incômodo. Como se tivesse um carocinho no pescoço. Mas só do lado esquerdo. Por causa disso hoje estou um pouco mais lenta que o normal. Tinha prometido para mim mesma que lavaria toda a louça hoje, mas meu corpo tá tão pesado que já me canso só de ir até a geladeira tomar um pouco de água.
Eu tenho uma coisa que toda vez que fico dias com tristeza eu acabo ficando doente. Isso se chama baixa imunidade. Geralmente um copo enorme de açaí, ou um ômega 3 resolveria. Porém fui pega totalmente de surpresa. Minha imunidade baixou e pronto, já fiquei doente.
A verdade é que os últimos dias me foram muito estressantes. Tive prova e fiquei bastante ansiosa para saber se tinha passado ou não. E quem me conhece sabe como eu fico quando ataca a ansiedade. Minhas unhas já quase não existem mais, vou ter que pintar elas qualquer dia desses pra ver se aguento alguns dias sem roer.
Então enquanto estou ficando doente aproveito pra relaxar bastante. E depois de 3 dias sem tomar no livro que atualmente estou lendo hoje resolvi ler algumas páginas. Pra quem ainda não sabe estou lendo A Menina Submersa, e é uma leitura bem lenta que nem Morro dos Ventos Uivantes. Mas não posso negar que o livro tem muita coisa interessante.
Li 60 páginas até agora e já tive um aumento considerável de cultura. E sobre isso que esse post vai tratar.

Em uma das partes do livro a autora, ou melhor, a narradora da história fala sobre L’Inconnue De La Seine que falando resumidamente foi uma mulher não identificada que teve seu rosto eternizado numa máscara mortuária.

No final da década de 1880, em Paris, o corpo de uma mulher jovem foi encontrado nas margens do rio Sena. Chegaram a conclusão que a tal jovem teria cometido suicídio. Afinal não foi encontrado marcas de violência no corpo dela. O legista na época ficou fascinado pois mesmo depois de ter ficado dias no rio a jovem ainda mantinha beleza.
Sua expressão facial passa uma sensação de paz e até mesmo tranquilidade de espírito. Então o legista decidiu imortalizar esse rosto. Ao mesmo tempo belo e sereno. E foi então que ele encomendou a máscara mortuária para um artista de moldes. Toda em gesso.

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Nessa época as pessoas tinham o costume de comprar máscaras mortuárias de pessoas famosas e colocá-las como enfeite em suas residências.
No ano de 1958, um fabricante de brinquedos norueguês obcecado em salvamentos e primeiros-socorros, devido à morte da sua filha de 2 anos por afogamento, decidiu fazer um boneco com a forma humana e tamanho real, para que os nadadores-salvadores e os socorristas pudessem praticar as técnicas de salvamento. A máscara mortuária da Desconhecida do Sena serviu-lhe de rosto, alterando apenas o sorriso. A este boneco foi dado o nome de Resusci Anne e até hoje é usado para treinamento de salva-vidas.

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Bom, por hoje é só pessoal. Espero que tenham gostado.

Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

Ps.: esse incômodo na garganta está me incomodando.

Resenha: Melodia do Mal de John Ajvide Lindqvist

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Devo começar dizendo que nunca havia lido nada de Lindqvist antes. Nem mesmo tinha escutado falar em seu nome. Apenas depois que comecei a ler Melodia do Mal que descobri que ele também escrevera Deixa Ela Entrar.

Melodia do Mal é um livro de terror de 488 páginas. No começo somos apresentados a Lennart (um músico frustrado) que encontra um bebê dentro de um saco plástico quase morrendo. Resolve adotar essa criança.
Passa a treiná-la dia e noite com músicas pois percebera que a criança tinha um dom enorme para cantar. E com medo de que outras pessoas viessem levá-la embora passou a deixá-la trancada em um porão. Alimentando-a com papinha de bebê (que depois que a menina cresce continua sendo a única coisa que ela gosta de comer) e incentivando-a a cantar cada vez mais.

O livro começa lento, que embora fique chato as vezes por causa de tanto detalhe isso acaba sendo importante para conhecermos mais sobre os personagens. E até mesmo em reparar suas mudanças no decorrer do livro. É uma leitura fácil, não tem palavras difíceis. Exceto algumas frases em inglês mas com a tradução no final do livro. Uma edição competente. Não encontrei nenhum erro de edição. Achei o trabalho de capa lindo, mas que não capta nada da grandiosidade da obra. Não conhecia a editora que foi responsável pelo livro no Brasil. Então pouco tenho a falar sobre ela. Em resumo digo que o livro é muito bom. Tem uma história muito boa, bem escrita. Minha única reclamação é o final em si. Achei um pouco vago com margem pra continuações.
Recomendo para todos os fãs de terror.