Resenha: Psicose de Robert Bloch

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Essa resenha era pra ter saído na semana do Halloween, mas por causa de uns problemas pessoais não consegui fazer a resenha. Mas hoje sai!

Pra começar a fotinho da edição que eu tenho, que é simplesmente linda!

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O livro é da editora DarkSide, que pra quem não conhece é a responsável por investir em livros no gênero de terror e fantasia. O trabalho deles é simplesmente maravilhoso, e isso vai desde o cuidado para a escolha da capa, do papel e até o cheirinho de livro novo deles é diferente. Enfim, tudo maravilhoso!

Sem título

Quem quiser saber um pouco mais só clicar na imagem ok?

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Voltando a Psicose, essa editora fez duas edições para o livro. Uma em capa dura e a outra ‘normal’. Eu comprei a edição normal, a simples, porque achei a capa dela muito mais bonita que a de capa dura. E também porque era mais em conta pra mim.

Edição Capa Dura: R$ 41,70 (submarino)
Edição normal: R$ 29,92 (submarino)

Esse livro me despertou muito interesse depois que fiquei sabendo que Hitchcock tinha comprado todas as edições disponíveis do livro na época que ele lançou o filme. Eu fiquei pensando “como assim tem livro?”

Ele não é um livro grande, li em mais ou menos 3 dias. Tem umas 240 páginas, e a história é tão incrível que essas 240 páginas parecem 20.

Não preciso falar que se tornou meu livro favorito (que antes era só Moby Dick). Eu já era apaixonada pelo filme, tanto o de Hitchcock quanto o remake, amo demais a série Bates Motel então óbvio que o livro não seria diferente.

A história todo mundo já conhece, mas quem nunca ouviu falar em Psicose é assim: conta a história de Mary Crane, que foge após roubar o dinheiro que foi confiado a ela depositar num banco. Ela então vai parar no Bates Motel, cujo proprietário é Norman Bates, um homem atormentado por sua mãe controladora.

O suspense dele te prende de uma maneira que eu não sei explicar. Antes de ler o livro pensei: “ah, não vai ter tanta graça até porque já vi o filme várias vezes, já sei da história”. E confesso pra vocês, consegui me surpreender mesmo sabendo de tudo que ia acontecer.
Em comparação com o filme tem umas diferenças sutis. Como a aparência de alguns personagens e até mesmo a parte psicológica, que no livro achei mais detalhado.

Gostaria de parabenizar a Anabela Paiva por ter feito uma tradução excelente do livro.

Não sei se é spoiler ou não mas parece que a história foi levemente baseada em um serial killer real. Que não colocarei o nome aqui pois acredito que isso sim seria um baita spoiler.

Apesar de amar o filme de Hitchcock devo reconhecer que o verdadeiro talento por trás é Robert Bloch, afinal se não fosse pela história maravilhosa que ele escreveu o filme não existiria. Acho até injusto que muitos conheçam bem mais o nome do diretor do filme que aquele por trás de toda a história.
O livro teve dois lançamentos no Brasil, em 1959 e 1964. Devemos agradecer a DarkSide orgulhosamente ter tido o prazer de , em julho de 2013, lançar Psicose para a galerinha dos tempos atuais que não tiveram a chance de ler as edições antigas.

Norman Bates é um personagem extremamente cativante e os capítulos voltados a ele, na minha opinião, são os melhores.
Eu diria que a história é completamente moderna. Achei que teria uma linguagem bem difícil e provavelmente uma leitura massante cheia de pausas para o dicionário porém foi totalmente o contrário. A escrita é de fácil compreensão, o que faz o livro ser um ótimo entretenimento.

Cá entre nós, eu adoraria que um diretor visionário de atualmente, fizesse uma versão tão boa quanto a de Hitchcock, embora já exista o remake de 98 (se eu não me engano) e a série, acho que o filme repaginado com outros atores e com a tecnologia do cinema de agora seria muito bem vindo. Pelo menos pra mim.

Bom, é isso. Eu me apaixonei pelo livro e fiquei mais apaixonada ainda pelo ‘universo’ de Psicose e toda a questão psicológica abordada. Recomendo pra todo mundo que gosta de um bom suspense com toques de terror.

Nota 10!

Por hoje é só!

Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

Ps.: Leiam o livro, assistam aos filmes e a série ok?

Resenha – Inferno de Dan Brown

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Tudo mundo tem um pé atrás quando se fala em Dan Brown. Alguns dizem que ele escreve a mesma história apenas mudando personagens e lugares (tipo a lenda do AC/DC fazer a mesma música a anos sabe?). Eu reconheço que não tem tanta diferença em Código da Vinci para Anjos e Demônios, mas eu acho o personagem Robert Langdon tão fascinante que ignoro esses ‘erros’ do autor.

O primeiro livro que li desse autor foi O Código da Vinci, mais ou menos na mesma época que o filme foi lançado. O livro era do meu pai e estava no armário juntando poeira então decidi ler. E confesso que gostei demais, era o primeiro livro, fora do estilo ‘literatura obrigatória de escola’ que eu lia.
Mas acabei vendo o filme antes de terminar o livro.
Então veio Anjos & Demônios, que comprei quando já estava em Quaraí, em 2012/2013 se não me engano. E achei esse muito superior a Código da Vinci, porém o filme…ai o filme. Melhor deixar quieto.
Em seguida veio O Símbolo Perdido (que dos que tem Robert Langdon é o pior) com uma história massante, mas vocês terão mais detalhes na resenha que eu fiz e publicarei aqui no blog.
E então Inferno!

Pra vocês terem ideia, me apaixonei tanto pelo tema abordado em Inferno que comprei Divina Comédia, que é um livro muito mencionado em Inferno. Claro que ele não é tão diferente dos seus antecessores, mas de uma maneira estranha achei esse o melhor livro que já li do Dan Brown (Só pra informar que ainda não li Fortaleza Digital e nem Ponto de Impacto). E é sobre esse livro que irei falar nesse post.

A resenha dele é antiga. Escrevi em julho de 2013.

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Para quem não conhece nada da obra de Dan vou dar uma resumida: Imagina uma cidade italiana ou francesa + alguma obra de alguém famoso no período renascentista nas artes podendo ser um pintor, escultor, escritor e afins + um protagonista no estilo “herói quase por acidente” + sociedades secretas e seus segredos = Algum romance do Dan Brown.

POSSÍVEIS SPOILERS

Inferno, o 4º livro da saga com Robert Langdon, é mais um livro padrão Dan Brown. Calma lá, vou explicar!
Na história Robert Langdon agora em um hospital sem lembrar dos últimos acontecimentos de sua vida (ultimas 72 horas digamos). Conhece Siena Brooks, que é a médica que está nesse hospital cuidando de Langdon. E vai logo explicando que ele levou um tiro na cabeça, que alguém provavelmente estava tentando matá-lo e etc. Paralelo a isso, vimos Vayentha, que aparentemente é uma assassina profissional contratada pelo Consórcio. História vai história vem, descobrimos que dentro do paletó tweed do Langdon tinha uma réplica alterada do Mapa do Inferno (desenho feito por Boticelli sobre Inferno de Dante Alighieri). Depois disso vemos um Langdon correndo contra o tempo (pois como um bom suspense o personagem principal tem que resolver um grande problema, quiçá uma catástrofe em pouquíssimo tempo) e sem seu relógio Mickey, seguindo todas as pistas deixadas pelo “causador do transtorno” até um desfecho digamos..inesperado.
O livro é repleto de referências a Divina Comédia do Dante Alighieri, algumas obras de arte (clichê maravilhoso que o Brown adora colocar nos livros), e umas “mini aulas” sobre história da arte.
Na minha opinião, esse livro é o MELHOR que o Dan Brown fez. Pois comparado aos outros livros, li esse em 5 dias. Porque querendo ou não Inferno te prende a atenção até você descobri realmente qual é a real da história toda.

Voltando para o presente

Acho que gostei mais desse livro justamente por não ter coisas como maçonaria ou Maria Madalena por exemplo. Mas vai do gosto de cada um!

Ps.: acho a capa desse livro linda demais!

Por hoje é só!

Um beijo no Queixo
Annie Bitencourt