Anastasia / Resenha (FILMES)

O filme da semana é Anastasia

Sinopse: Depois do feitiço do maldoso Rasputin, a jovem Anastasia desaparece do palácio. Anos depois, sua avó, a grã-duquesa imperial que vive em Paris, oferece uma recompensa para quem trouxer sua neta de volta. De olho no dinheiro, dois russos fazem testes para encontrar uma menina parecida com a princesa, e encontram Anya, uma jovem órfã, que tem tudo para se fazer passar por Anastasia.

Elenco:  Meg Ryan, John Cusack, Christopher Lloyd
Direção: Don Bluth, Gary Goldman

 

 

Anastasia, lançado em 1997, é um dos filmes mais bacanas no gênero de animação com princesas. Mas antes de eu começar a falar sobre o filme preciso contar uma curiosidade a respeito dele.

A princesa Anastasia realmente existiu! (Outra princesa que existiu foi Pocahontas, mas fica para outro post)

Anastásia Nikolaevna da Rússia (em russo Великая Княжна Анастасия Николаевна Романова; São Petersburgo, 18 de junho de 1901 – Ecaterimburgo, 17 de julho de 1918) foi a quarta filha e segunda mais nova do czar Nicolau II da Rússia e da czarina Alexandra Feodorovna, os últimos governantes autocráticos da Rússia Imperial. Era irmã mais nova das grã-duquesas Olga, Tatiana e Maria, e irmã mais velha de Alexei, Czarevich da Rússia, o mais novo. Morreu assassinada por soldados bolcheviques aos 17 anos, junto com os demais membros da família imperial russa.” (fonte: Wikipédia)

Existia toda uma lenda a respeito dela. Muitos acreditavam que ela tinha conseguido sobreviver ao assassinato da família. No filme de 1997 apresenta justamente uma história onde a princesa teria conseguido escapar. Rasputin (que no filme é o grande vilão que joga uma maldição na família Romanov) também existiu.

Grigoriy Yefimovich Rasputin (em russo: Григо́рий Ефи́мович Распу́тин; Pokrovskoie, 22 de janeiro de 1869 – Petrogrado, atual São Petersburgo, 30 de dezembro de 1916) foi um místico russo, e auto proclamado homem santo que se aproximou da família do czar Nicolau II e se tornou uma figura politicamente influente no final do período czarista.” (Fonte: Wikipédia)

A princesa Anastasia tinha um irmão chamado Alexei que sofria de hemofilia¹ , herdeiro do trono russo, único filho homem do imperador Nicolau II, o pequeno Alexei herdou a doença da rainha Vitória do Reino Unido (ela era portadora da doença e por causa do parentesco com Alexei acabou passando a doença pro menino), a mãe de Alexei (a imperatriz Alexandra Feodorovna) confiava plenamente em um homem que era um monge siberiano e supostamente curava Alexei durante as crises da doença, esse homem era justamente Rasputin. E segundo alguns sites que li as pessoas odiavam demais o Rasputin e nunca entenderam o motivo da família real o manter sempre por perto. O que meio que acabou criando a lenda dele ser um bruxo malvado (enfim, o que é mostrado no filme tirando o rato falante – ou não).

Claro que toda criança que assistir Anastasia não vai fazer uma pesquisa para saber se a princesa existiu, talvez sequer entendam o que acontece no filme (como por exemplo a cena que os bolcheviques² entram para pegar os Romanov). É justamente essa história complexa da real princesa que faz o filme da fox ser tão interessante. E o fato de ser uma história passada na Rússia nos tempos da Revolução Russa ³.

É óbvio que o filme, mesmo não sendo da Disney mas agora é, segue aquele padrão Disney de animação. 1º Princesas, 2º Princesas sofrendo com maldição de algum bruxo bizarro, 3º Crush da princesa que em algum momento entra na história e salva ela, 4º Músicas e mais músicas e 5º Alguma cena de baile real e povo dançando.

O mais bacana na princesa é que ela não leva desaforo pra casa. Não fica calada e achando tudo maravilhoso, ela até que implica bastante e questiona. Acho que ela e Bela seriam ótimas amigas.

Filme recomendadíssimo para assistir com toda a família reunida.

Trailer

 

Acompanhe no twitter (@BlogdaAnnie) as votações para os próximos filmes do Pipoquinha. Nesse mês serão 3 filmes de animação (sendo Anastasia o primeiro) não necessariamente com tema natalino. Ou até mesmo infantil.

Deixe nos comentários suas sugestões de posts, filmes e etc.

Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

 

A Morte Te Dá Parabéns – Happy Death Day / Resenha (FILMES)

A Morte Te Dá Parabéns

Elenco: Jessica Rothe, Israel Broussard, Charles Aitken
Direção: Christopher Landon
Roteiro: Christopher B. Landon, Scott Lobdell

Sinopse: Tree (Jessica Rothe) é uma jovem estudante que trata mal os meninos, desdenha das amigas e não parece estar muito disposta a atender as ligações do pai no dia do aniversário dela. No fim do mesmo dia, no entanto, ela é brutalmente assassinada por um mascarado. Acontece que ela “sobrevive”, ou melhor, acorda no mesmo e fatídico dia, numa espécie de looping macabro, que termina sempre com a morte da garota. Repetir, seguidamente, o mesmo dia, por outro lado, dá a Tree a chance de investigar quem a está querendo morta e o porquê. 

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 anos

 

*****

Já adianto que A Morte Te Dá Parabéns entrou para a lista de meus filmes queridinhos de terror. Desde que eu vi o trailer já tinha ficado com bastante vontade de assistir ao filme.

Com uma mistura agradável de terror, suspense e comédia o filme não decepciona nem um pouco. Pelo contrário, arrisco a dizer que é um dos melhores do gênero que foi lançado esse ano.
Jessica Rothe está excelente no papel de “bitch” e cumpre muito bem a função de “scream queen”, inclusive quero mais filmes de terror com ela.

O filme tem alguns errinhos bobos e momentos onde o que foi mostrado na tela não teve um objetivo real, no caso uma explicação para existir. Apesar de descobrirmos quem está querendo matar Tree não obtemos resposta do que fez ela viver o mesmo dia várias vezes. Seria um simples acaso?

Olha pra trás!!!

 

Gostei muito da mensagem que o filme quis passar, aquela coisa do viva o hoje como se não houvesse amanhã e não aja como um completo imbecil com as outras pessoas afinal você não sabe se passará do dia de hoje.

Achei interessante também a máscara do assassino. E acredito que sua intenção seja justamente não causar medo e então acabar sendo surpreendido por um psicopata. O mais bacana é que conforme a protagonista vai morrendo ela também vai aprendendo coisas óbvias do tipo “não vá sozinha em uma rua escura”.

 

Vale a Pena Assistir?

Sim!! O filme cumpre sua proposta de divertir, e embora eu não seja muito fã de comédia gostei bastante no jeito humorado que o filme tem (já falei que a Jessica Rothe tá excelente?). Apesar de A Morte Te Dá Parabéns ser um filme de terror/suspense/comédia com várias mortes eu terminei de assisti-lo com um sorrisinho no rosto. Super recomendo!

 

TRAILER

 

Nota: 8,5

Por hoje é só!
Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

Jogo Perigoso – Original Netflix / Resenha (FILMES)

O filme da semana é Jogo Perigoso (Gerald’s Game)

 

NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS

Elenco: Bruce Greenwood, Carel Struychen e Carla Gugino.
Direção: Mika Flanagan (Hush – A Morte Ouve)
Lançamento: 2017
Disponível na Netflix

Sinopse: Um casal viaja pra uma casa de campo para aproveitar um momento romântico que envolve jogos adultos. Depois de ser algemada na cama, Jessie participa dos jogos do marido Gerald, até que a situação tem uma mudança trágica. Ela é deixada amarrada e sozinha com suas memórias dolorosas de infância, um cachorro de rua faminto e, possivelmente, alguém que a observa do canto escuro do quarto.

 

É BOM?

Antes de tudo devo dizer que o filme é uma adaptação de um livro do Stephen King (que deve ter faturado um monte esse ano) que eu nunca li então não vou fazer comparações nem nada do tipo.
Dias atrás tinha visto um crítico de cinema que acompanho falar a respeito desse filme e tinha ficado interessada por praticamente não saber nada do filme. O que eu sabia era o básico da sinopse.
Ontem decidi ver o filme depois de enrolar bastante pois achava que era algo completamente erótico (assunto que eu não gosto nem um pouco) e o que aconteceu é que eu fiquei completamente chocada, no bom sentido.
O filme tem umas revelações nada previsíveis (pelo menos não pra mim) e uma das cenas mais bonitas do filme é também a cena mais pesada.

O filme também aborda assuntos importantes de uma maneira bem inteligente. Mesclando o terror físico, no sentido da dor e também o terror psicológico com traumas de infância. Com uso de alucinações em algumas cenas e também flashbacks.
Cada detalhe inicial do filme é importante para o resto da história e de explicações futuras. Confesso que passei o filme inteiro boquiaberta.
Quem é um pouco mais sensível com cenas de violência e sangue provavelmente não vai curtir muito o filme. Afinal ele parece existir para deixar o espectador, no melhor sentido, horrorizado.
Eu não curti muito o final. Acredito que acabaram se estendendo demais sem necessidade. Aquela coisa de jogarem informações que você não quer ou não precisa saber.

Acreditem em mim quando eu falo que o filme é terror. Jogo Perigoso usa elementos que causam muito desconforto. Assunto delicados que também podem ser muito desagradáveis. O filme cumpre o que promete. Que surpreende na medida certa. E no meu caso até fez eu querer ler o livro.

TRAILER

 

Com Jogo Perigoso encerro o Mês do Terror. Espero que tenham gostado dos posts especiais. Agora para o mês de novembro o pipoquinha será todo voltado para filmes do Leonardo DiCaprio. E em breve terá o Pipoquinha Animado com filmes de animação (não necessariamente infantis).

Deixe nos comentários suas opiniões e sugestões. Me siga nas redes sociais para ficar sempre por dentro das novidades aqui no blog. E não deixe de compartilhar aquele post que mais gostou. 😉

 

Por hoje é só
Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

Abracadabra / Resenha (FILMES)

O filme da semana é Abracadabra (Hocus Pocus)

CLASSIFICAÇÃO LIVRE

Lançamento: 1993
Direção: Kenny Ortega (High School Musical)
Elenco: Bette Midler, Kathy Najimy, Sarah Jessica Parker, Doug Jones, Omri Katz e Thora Birch
Sinopse: Winnie , Sarah e Mary são três bruxas do século XVII, que chegam ao século XX após seus espíritos serem evocados no Dia das Bruxas. Banidas há 300 anos devido à prática de feitiçaria, elas estão dispostas a tudo para garantir sua juventude e imortalidade. Porém precisarão enfrentar três crianças e um gato falante, que podem atrapalhar seus planos.

 

Apesar do alerta de spoiler tenho quase certeza que quase todo mundo já assistiu esse filme na sessão da tarde, é praticamente um clássico junto de Jumanji e Lagoa Azul.
Eu sei que estamos em outubro e o blog está no clima do Halloween com filmes de horror, terror e suspense. Abracabra não foge totalmente da temática, afinal o filme tem muito de halloween, ele apenas é para galerinha mais jovem. É aquele filme divertido para assistir junto da mãe, do pai, dos irmãos, enfim, de toda a família.

O filme é bastante divertido e é possível sim gente adulta dar risadas com algumas cenas. Abracadabra é um dos filmes favoritos desde que me entendo como pessoa, e pelo menos 1 vez no ano eu assisto o filme para relembrar da história.
A pequena Thora Birch também fez um outro filme que fez parte da minha infância: Meu Pequeno Ladrão (outro que passava direto na sessão da tarde) onde tinha uma menina, um macaco e uns caras maus.
Basicamente Hocus Pocus é uma menina, dois adolescentes e umas bruxas más. E também um gato falante e um zumbi, que de longe é meu personagem favorito.

Abracadabra tem algumas piadinhas infantis e também algumas que a galerinha mais adultinha vai achar engraçado.
Super nostálgico é uma boa pedida para assistir no mês do Halloween. Além do filme ter uma mensagem fofa a respeito da valorização da família (no caso das irmãs caçulas).

 

“I put a spell on you
and now you’re mine.
You can’t stop the things I do.
I ain’t lyyyyyin’.

It’s been 300 years
right down to the day,
now the witch is back
and there’s hell to pay.

I put a spell on you
and now you’re miiiiiine!”

 

Trailer

 

CURIOSIDADES

Doug Jones, que interpreta o zumbi Billy, é famosinho por interpretar personagens bizarros com bastante maquiagem

 

Bette Midler já declarou diversas vezes que Abracadabra é seu filme favorito entre todos que ela fez.

 

Leonardo DiCaprio e Rose O’Donell foram cotados para os papeis de Max e Mary.

 

Sarah Jessica Parker é descendente de Esther Elwell, uma mulher que foi levada a julgamento por ser considerada uma bruxa em Salem no final de 1600.

 

Por hoje é só!

Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

Livrai-nos Do Mal / Resenha (FILMES)

O filme da semana é Livrai-nos Do Mal (Deliver Us From Evil)

 

NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS

Ano de Lançamento: 2014
Direção: Scott Derrickson (O Exorcismo de Emily Rose, A Entidade)
Elenco: Eric Bana, Edgar Ramirez, Olivia Munn

Sinopse: O policial Ralph Sarchie (Eric Bana) tem uma intuição especial, que sempre o leva a combater casos extremos e perigosos. Em uma mesma semana ele se depara com um bebê jogado no lixo e uma mãe que atira seu filho na jaula dos leões em um zoológico. Intrigado pelos acontecimentos, ele começa a investigar as pessoas responsáveis, suspeitando que alguma força sobrenatural esteja por trás das histórias. Com a ajuda de um padre especializado em demonologia (Edgar Ramírez), Sarchie descobre uma verdade assustadora, muito além do seu mundo cético e racional. 

 

Trailer

Quando o filme lançou via muita gente falando mal (muita gente mesmo) e muita gente dizendo que esse seria mais um filme injustiçado. Na época (2014) não quis assistir ao filme, é até raro eu assistir filmes com temática de exorcismo. Esse ano decidi dar uma chance e sendo bem honesta com vocês o filme não me decepcionou.

O filme é de exorcismo, embora o mesmo só ocorra praticamente no final do filme. A pessoa possuída da vez é um homem e o filme se passa numa área urbana, aparentemente em um bairro humilde.  Só por isso o filme já me ganhou. Tem também um padre nada convencional. Na verdade me fez me perguntar como ele conseguiu ser padre. E um policial (que depois vira um demonologista).

O interessante do filme é que, pelo menos da minha parte, a história fugiu daquele convencional: mocinha super religiosa, provavelmente virgem, ingênua que mora nos cafundós das cidades e que desconfiam da possessão demoníaca quando a pessoa em questão começa a falar palavrão. Outro ponto interessante é todo o clima de investigação policial e o inicial ceticismo do personagem de Eric Bana.

Tem umas cenas envolvendo People Are Strange do The Doors que eu achei que faltou uma explicação bacana a respeito da existência ou relação da música com a história geral.

O filme é bacana, pelo menos pra mim foi uma boa surpresa, levei alguns sustinhos e fiquei bastante interessada na história quando vi que foi inspirada na vida real do Ralph Sarchie. Inclusive, após assistir ao filme recomendo a pesquisa da história do cara.

 

Recomendo!

Nota: 6,8

 

Pequeno Demônio – Original Netflix / Resenha (FILMES)

O filme da semana é Pequeno Demônio da Netflix

 

Elenco: Adam Scott, Evangeline Lilly, Owen Atlas, Bridget Everett
Direção: Eli Craig
Data de Lançamento: 01 de Setembro de 2017
Sinopse: Gary (Adam Scott) é um homem que consegue se casar com a mulher de seus sonhos. Ainda por cima, ele tem a sorte de se tornar padrasto de um adorável menino de seis anos (Owen Atlas). O problema é que Gary descobre que o filho de Samantha (Evangeline Lily) pode ser o anticristo.

 

RISCO DE SPOILERS

 

O filme tem uma premissa muito bacana, a primeira vista ele parece ser um filme de pura comédia sátira tipo Todo Mundo em Pânico, por exemplo. Porém, ele passa longe disso.
Eu gostei bastante do filme justamente por ele não ter sido essa comédia toda que eu esperava. Não vou falar aqui sobre a parte estética do filme pois não é pra isso que ele serve. Na verdade o filme não tem intenção nenhuma de ser bem feito (é um filme bobo de sessão da tarde).
Dá pra se divertir e dar risadinhas baixas principalmente se você pega as referências de outros filmes que eles jogam na tela. E no final vem a surpresa. Ele larga um pouco as referências e tenta caminhar com as próprias pernas ao fazer uma espécie homenagem a paternidade.

 

Pra mim o filme funcionou bem, dei umas risadinhas e fiquei feliz no final de ver aquele padrasto fazendo de tudo para salvar a vida do garoto e abraçando de vez a paternidade. Um destaque bacana no filme é o grupo de padrastos, principalmente Al (com interpretação de Bridget Everett) que tem duas menina gêmeas (fazendo aquela referência as gêmeas de O Iluminado) e uma cabeça bem maluca haha

Recomendo para quem quer se distrair um pouco de um dia difícil e que esteja a fim de não matutar muito sobre roteiro ou fotografia, direção e etc.

 

Nota: 6.0

 

It, A Coisa / Resenha (FILMES)

Semana passada assisti a It – A Coisa. Ainda não li o livro e não assisti o filme antigo (não aguentei assistir na verdade) então esse post será apenas a minha opinião, não técnica ou profissional,  como cinéfila. Vamos lá?

 

ATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS

Assisti o filme sem nenhuma expectativa, embora esperasse ser um filme de terror muito bom (considerando todos os comentários a respeito do livro no qual o filme fora baseado). Fui no cinema daqui de Novo Hamburgo mesmo em uma sessão (com horário maravilhoso diga-se de passagem) legendada.

Tinha tentado assistir no dia da estreia mas o cinema lotou e os ingressos venderam que nem água. Depois de uma semana consegui ingresso tranquilamente. A sala tinha um número considerável de pessoas, em sua maior parte adultos.

Eu não tinha conhecimento a respeito da mitologia criada por Stephen King em seus livros. Pelo que soube recentemente alguns deles parecem ter conexão com a história de IT. Tinha sido informada que Stranger Things tinha bebido bastante da fonte de It – A Coisa (com todo esse estilo de crianças investigando coisas bizarras e toda aquela coisa de amizade fofinha).

O filme tem uma duração bem respeitável e um desenvolvimento em certos momentos repetitivos. Explicando melhor: It sente a necessidade constante de mostrar o que causa medo nos personagens principais – que são 7 – então acaba mostrando 7 vezes a mesma fórmula “criança sozinha + coisa estranha acontecendo + criança vai ver o que diabos tá acontecendo + Pennywise aparece + criança traumatizada que provavelmente precisará de terapia“. Na 3ª criança já começa a ficar enjoativo ver essa mesma fórmula. Infelizmente acaba sendo de certa forma importante para a outra metade do filme e o desfecho.

Precisávamos saber exatamente o que cada um temia para podermos ter aquela satisfação na cena final quando todos eles enfrentam Pennywise.

Quanto a mitologia em si, achei bastante confusa (lembrando que não li o livro – nenhum livro do Stephen King para falar a verdade – e não vi o filme dos anos 90) e certas coisas apenas se conectaram no final após eu ler alguns ‘spoilers’ a respeito da história na internet. O filme fala que Pennywise aparece a cada 27 anos para se alimentar. E que sim, é uma COISA. Não sabemos ainda o que é. Tem várias formas e trejeitos completamente diferentes. Depois descobrimos onde fica sua toca, seu esconderijo e também é o mesmo lugar para onde todas as crianças tinham sido levadas.

Menos Georgie. Esse morre no começo e dói ver que ele não era um dos que estavam vivos flutuando no final.

O filme é bom? sim, é muito bom. Pelo menos pra mim é algo totalmente diferente. Levei alguns sustos e realmente senti alguns medos meus representados em tela, o que colaborou legal para mais sustos. Realmente o fato dos adultos não darem a mínima para os desaparecimentos das crianças incomoda o filme inteiro, e eu só fui entender o motivo depois de pesquisar na internet.

Fiquei também um pouco incomodada ao ver uma das crianças falando constantemente piadas relacionadas a sexo (que seriam totalmente normais vindas de adolescentes, por exemplo)  e com teor machista. Ok, é um filme passado nos tempos malucos dos anos 80. Depois de descobrir que o livro tem cenas muito piores que um guri de pouco mais de 10 anos falando putaria acabei perdoando um pouco isso no filme.

Pennywise vendo você pagar de corajoso sendo um baita cagão, ele não gostou disso.

A história no geral me prendeu a atenção e com certeza estarei no cinema no dia que sair a 2ª parte do filme, que pelo que entendi se passará nos dias de hoje com os protagonistas já adultos. É um bom filme para assistir principalmente se você se permitir voltar aos seus medos infantis e o que sentia quando parecia que algum monstro estava te observando quando seus pais estavam longe de você.

IT – A Coisa funciona bem. Ou melhor, funcionou bem para mim. Causou desconforto e me assustou divertidamente. Também me fez rir em seus momentos de alívio cômico.

Nota 9.0

Trailer

 

Por hoje é só
Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

 

Ps.: Vocês não tem ideia do quanto eu quero ler It – A Coisa apenas para fazer um post de resenha depois haha

Sociedade dos Poetas Mortos / Resenha (FILMES)

O filme da semana é Sociedade dos Poetas Mortos (Dead Poets Society)

 

“O Captain! My Captain!”

Ficha Técnica

Direção: Peter Weir
Roteiro: Tom Schulman
Elenco: Robin Williams, Robert Sean Leonard, Ethan Hawke, John Charles…
Ano de lançamento: 1989/1990 (no Brasil)

Sinopse: Em 1959, John Keating (Robin Williams) volta ao tradicionalíssimo internato Welton Academy, onde foi um aluno brilhante, para ser o novo professor de Inglês. No ambiente soturno da respeitada escola, Keating torna-se uma figura polêmica e mal vista, pois acende nos alunos a paixão pela poesia e pela arte e a rebeldia contra as convenções sociais. Os estudantes, empolgados, ressuscitam a Sociedade dos Poetas Mortos, fundada por Keating em seu tempo de colegial e dedicada ao culto da poesia, do mistério e da amizade. A tensão entre disciplina e liberdade vai aumentando, os pais dos alunos são contra os novos ideais que seus filhos descobriram, e o conflito leva à tragédia.

Continue reading “Sociedade dos Poetas Mortos / Resenha (FILMES)”

Corrente do Mal – It Follows / Resenha (FILMES)

Filme da semana: Corrente do Mal (It Follows)

Informações

Direção: David Robert Mitchell
Elenco: Maika Monroe, Keir Gilchrist, Daniel Zovatto
Gênero: Terror
Data de Lançamento: 27 de Agosto de 2015

Sinopse: A jovem Jay (Maika Monroe) leva uma vida tranquila entre escola, paqueras e passeios no lago. Após uma transa, o garoto com quem passou a noite explica que ele carregava no corpo uma força maligna, transmissível às pessoas apenas pelo sexo. Enquanto vive o dilema de carregar a sina ou passá-la adiante, a jovem começa a ser perseguida por figuras estranhas que tentam matá-la e não são vistas por mais ninguém. 

 

 

Quando assisti esse filme pela primeira vez, lá em 2015, eu simplesmente odiei. E o motivo é o mais simples de todo: não entendi o filme.

Assisti ele junto do meu namorado e lembro de ambos termos ficados com uma expressão muito confusa no rosto e uma sensação de tempo perdido. Isso pode servir como um alerta para algumas pessoas que talvez queiram assistir o filme.

RISCO DE SPOILER

“Então o filme é ruim?”
Não!

O maior problema de It Follows é o que esperamos dele. Muitos de nós estamos acostumados com aquele típico terror “O Grito” com cenas bem gráficas de monstrinhos do mal. E sempre precisamos daquele filme fechado. Com tudo explicadinho nos mínimos detalhes.

It Follows não é assim. Você não vai ter a origem do monstrinho explicada e muito do entendimento vai depender da sua imaginação. Basicamente é um filme que te faz pensar no final mais provável para sua própria felicidade.

O legal de filmes que não explicam origens das criaturas malignas ou até mesmo deixam aquele final super aberto é justamente isso. Te fazer imaginar então qual seria a origem, ou montar seu próprio final.

Às vezes o próprio roteirista quer que você termine o filme fazendo mil perguntas. É a maneira que ele ou ela espera que você interaja com o foi escrito e mostrado.

It Follows também passa uma mensagem interessante. Afinal a criatura maligna do filme só aparece para quem foi para rumos safadinhos da vida. E você só livra disso passando para o crush mais próximo. É ótimo para ajudar a mente adolescente a se prevenir de DSTs por exemplo.

Visualmente falando esse filme é um espetáculo, as cores funcionam de uma maneira lindíssima. Tem uma pegada meio anos 80 com uma trilha sonora cheia de sintetizadores. Apenas perfeito!

Essa cena eu achei maravilhosa! Olhem as cores!

Também achei super bacana essa cena no filme, a posição dos atores espalhados pelo cenário e todos vestindo alguma coisa com azul.

Novamente um grande destaque de cores com vermelho e azul.

 

Os gifs foram tirados desse post: 6 Motivos que Fazem de “Corrente do Mal” um dos melhores e mais assustadores filmes de 2015

 

No spotify é possível encontrar a trilha sonora completa. Mas para vocês terem uma ideia geral da lindeza desse soundtrack vou colocar aqui uma das músicas tocadas.

Compositor: Disasterpeace

 

Quem curtiu Stranger Things vai curtir bastante It Follows (Corrente do Mal)

Trailer

*O filme está disponível na Netflix

Por hoje é só!

Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

Nunca Diga Seu Nome / Resenha (FILMES)

O filme escolhido essa semana foi Nunca Diga Seu Nome (The Bye Bye Man)

Informações sobre o filme

Direção: Stacy Title
Elenco: Douglas Smith, Lucien Laviscount, Doug Jones, Michael Trucco, Leigh Whannel
Roteiro: Jonathan Penner
Gênero(s): Terror, Suspense
Sinopse: Três estudantes universitários decidem sair para acampar no tranquilo estado do Wisconsin, nos Estados Unidos. Mas os planos de terem alguns dias e diversão e descanso são interrompidos quando suas vidas se cruzam com o temido “The Bye Bye Man”, uma criatura mística e sobrenatural que acaba perseguindo-os. Agora eles vão ter que lutar para sobreviver, contra este que é a raiz de todos os atos maus do homem¹.

 

*****

O filme aparentemente foi baseado em fatos reais. Pegaram como base o livro The Bridge to Body Island escrito por Robert Schneck (ele é conhecido por escrever coisas relacionadas ao paranormal e fenômenos sobrenaturais). No site Terrorama encontrei algumas informações a respeito da suposta real história por trás do filme. Mas não vou revelar aqui por causa de spoilers, quem estiver curioso é clicar em cima do nome do site que já vai ir certinho pro link da história.
Eu tenho uma certa fascinação por filmes que tenham cores bacanas no cenário ou então posição de certos objetos. Tipo nessa cena aqui da foto

Uma criança com uma roupa com um rosa bem forte que se destaca do resto das cores que são mais apagadas e sombrias. E percebam que ela está entre as duas janelas com cortinas amarelas? Também achei super interessante o teto do quarto que tem esse formato diferente e não é reto como poderia ser normalmente. O piso de madeira com aparência velha e o papel de parede que me faz associar a casas antigas.

Risco de Spoiler

A história do filme de alguma maneira me lembrou a do filme Babadook.

Também nesse clima de “se você acreditar então existe” ou “se falar x vezes o nome y o monstro aparece”. O ruim é que Babadook (um dia aparece aqui no pipoquinha também), não pelo fato de ter vindo primeiro, soube explorar de uma maneira muito interessante essa coisa do monstro existir ou não existir dependendo do quanto você acredita nele. E também criou uma história por trás que fez de fato o filme ficar muito bom e funcionar.
The Bye Bye Man não é um filme ruim. Mas devo avisar com antecedência que é um filme de baixo orçamento. Com atores medianos e uma direção bem ok. Dou os créditos para o monstro do filme, que embora não seja algo que te faça ficar noites sem dormir é uma figura de certa forma misteriosa e que passa uma coisa estranha quando aparece na tela.

 

 

Achei que faltou o filme explorar mais a origem do Bye Bye Man. Não sei dizer se o filme tem alguma chance de continuação. É bacana de se assistir com expectivas baixar e depois dar uma pesquisada a respeito da lenda no qual o filme se baseou.

 

Tá disponível na Netflix e também no Google Play Filmes .

 

Trailer

 

Uma boa pipoca para todos vocês!

Até a próxima semana!
Annie Bitencourt