FILMES / Black Mirror: Bandersnatch

Black Mirror: Bandersnatch

Direção: David Slade
Elenco: Fionn Whitehead, Will Poulter, Alice Lowe

Sinopse: 1984. Um jovem programador (Fionn Whitehead) começa a questionar a realidade enquanto adapta um romance de fantasia em um jogo. Uma história alucinante com múltiplos finais

Todo mundo adora fazer a brincadeira do “isso é muito black mirror” pra lá e pra cá. Eu mesma já tinha assistido alguns episódios aleatórios das primeiras temporadas, e um das novas temporadas. E sempre achei uma série bem ok, confesso que não entendo direito esse hype todo que fazem.

Mas então pensei: estão falando tanto de Bandersnatch, e de fato parece algo bem interessante, vou dar uma chance. Chamei até meu namorado, que é um descrente total quando se fala de Black Mirror, para assistir junto pois acreditei que esse episódio/filme seria algo incrível.

Mero engano.

Os anúncios de Bandersnatch me fizeram acreditar que seria um filme totalmente interativo. Que teriam diversos finais sim, mas que seriam na base da minha escolha. Mas quando eu dei o play e meu namorado, empolgado, se propôs a fazer as escolhas acabamos ficando extremamente decepcionados. Ele muito mais pois já tinha um pé atrás com black mirror.

Não só a série te faz voltar nas escolhas que consideram ‘erradas’ como dependendo de algumas escolhas específicas o final acaba sendo terrível. Eu posso ter dado muito azar de o final que apareceu tenha sido o único terrível dos 5 possíveis. Mas de qualquer forma foi o suficiente para fazer meu namorado manter ou piorar a opinião que ele já tinha a respeito de Black Mirror, e também me fez ter um pouco mais de desdém com a série.

Após Bandersnatch chego a conclusão de que Black Mirror não consegue me impressionar. Ou eu realmente tenho um gosto muito peculiar ou a série que é totalmente superestimada. Em ambas opções minha decepção é garantida.

“É tão terrível assim?”

De fato não é a pior coisa que meus olhos já presenciaram quando o assunto é entretenimento. A mensagem que Bandersnatch quer passar acaba sendo tão óbvia que subestima a inteligência do público.

Ok, eu entendo que tem uma espécie de filosofia por trás do roteiro insinuando e nos fazendo questionar se realmente estamos escolhendo, se estamos sendo manipulados e etc tal qual o personagem. E isso para algumas pessoas, que não foi meu caso, pode funcionar. E com “pode funcionar” eu quero dizer na verdade: Impressionar.

Alguns se impressionam com os episódios de Black Mirror por não estarem acostumados com esse tipo de narrativa ou por realmente se impressionarem fácil. Acho até comum a existência de certos filmes, de fato ruins, mas que causam uma explosão no cérebro. E acabam arrancando um enorme “UAU” do telespectador.

Então para essas pessoas Bandersnatch não vai ser ruim. Vai ser UAU. Vai ser incrível. E vai explodir a mente. Mas uma coisa eu devo elogiar: a ousadia.

Fazer um episódio/filme com essa proposta de interação acaba cativando a audiência. Gente que nunca viu a série com certeza vai correr atrás de assistir pelo menos esse episódio. Os aficionados por Black Mirror não irão achar um defeito sequer, e mais um ponto para Bandersnatch.

A ousadia de fazer um trabalho, e põe trabalho, desses é admirável. Eu realmente espero que a Netflix incentive mais séries ou filmes, ou até mesmo Black Mirror a lançar mais conteúdo interativo. Com um bom roteiro de fato, e uma verdadeira interação. Precisamos de mais ousadia no entretenimento. Mas hoje Bandersnatch não me conquistou.

Por hoje é só!
Annie Bitencourt

FILMES / Bird Box

BIRD BOX / CAIXA DE PÁSSAROS

Direção: Susanne Bier
Elenco: Sandra Bullock, John Malkovich, BD Wong, Machine Gun Kelly, Sarah Paulson

Sinopse: Num cenário pós-apocalíptico onde o simples olhar pode te levar à morte, uma mãe e seus dois filhos atravessam um rio de olhos vendados em um barco, em busca de um lugar seguro.

Netflix não tem tanta credibilidade quando o assunto é adaptação. Inclusive já tem até memes rolando na internet. Decidi dar uma chance para Caixa de Pássaros, ou melhor dizendo ‘Bird Box’ pois não seria algo totalmente dificil de se adaptar e mesmo um deslize tornaria a obra interessante.

Aqui nesse post humilde eu não vou comentar sobre Bird Box a adaptação do livro Caixa de Pássaros do Josh Malerman mas sim sobre o filme de forma totalmente independente. Ultimamente tenho me firmado nessa opinião de que um filme, mesmo adaptado de uma obra x, é uma arte diferente e portanto uma obra diferente.

Eu me surpreendi de verdade de ver a Sandra Bullock interpretando algo mais dramático, sem aquela pegada sessão da tarde de Miss Simpatia. Ela atua bem, mas não consegue elevar a qualidade do filme. Não me convenceu completamente mas também não me decepcionou.

Quanto ao roteiro em si, esse me decepcionou um pouquinho. Pois analisando o filme sem a conexão com o livro (leia-se ‘explicações’) o telespectador pode ficar um tanto confuso com a sensação de pontas soltas. E cá entre nós por mais cult que seja deixar uma história em aberto para a criatividade rolar solta é um pouco chato botar a caixola para funcionar em um filme no estilo de Bird Box. Afinal a gente já passa umas duas horas agoniado, roendo unhas com o tico e teco batendo de um lado para o outro.

Isso pode ser um pouco spoiler, mas Caixa de Pássaros tem um final um pouco aberto. Você compra o filme com a sensação de que tem algo lá fora, algo ameaçador, algo no mínimo estranho, e termina o filme com a mesma sensação. O que pode ser muito frustrante para algumas pessoas que preferem uma história mais mastigadinha.

Eu, particularmente, gostei bastante do efeito da ‘criatura’ que colocaram no filme. As folhas voando em câmera lenta me deixavam com a respiração lenta também. E apesar do filme ter 2h de duração eu senti que passou bem rápido. Mas eu já conhecia a história e vi muita gente frustrada que o filme começa muito arrastado e termina ‘nas coxas’.

É um filme que eu indico dar uma chance caso você ainda não tenha lido o livro. Ele funciona bem sozinho. Cumpre o que promete, que no caso é te deixar roendo as unhas de curiosidade e ansiedade. O resto acaba sendo um mero detalhe, que não faz o filme ruim apenas mediano.

Bird Box não é o melhor filme de 2018, mas é melhor que algumas bombas lançadas na plataforma da Netflix recentemente. E a simpatia (desculpa a piadinha sutil) de Sandra Bullock acaba fazendo valer a pena.

FILMES / Locke

Locke

Direção: Steven Knight
Elenco: Tom Hardy, Andrew Scott, Ben Daniels, Ruth Wilson, Tom Holland

Sinopse: Ivan Locke (Tom Hardy) trabalhou diligentemente para ter a vida que ele imaginou, dedicando-se ao trabalho que ele ama e a família que ele adora. Na véspera do maior desafio de sua carreira, Ivan recebe um telefonema que põe em movimento uma série de eventos que irá desfiar sua família, trabalho, e alma.

Eu jamais imaginei que ia passar 84 minutos da minha vida assistindo um filme sobre um homem dirigindo um carro e falando ao telefone (meio perigoso se parar pra pensar). E o mais doido disso é que eu de fato gostei, e gostei pra valer, de Locke.

O filme não tem outros cenários, nem outros atores (apenas as vozes) em cena. São 1h24min de Tom Hardy dirigindo e falando ao telefone. E você pode pensar: “Nossa, que sem graça isso”. É um grande engano isso.

A princípio Locke pode não te cativar. Mas conforme as ligações vão acontecendo e você começa a juntar os pontos da história (que é um drama) o interesse surge. E, não é apenas porque é meu ator favorito, Tom Hardy carrega o filme todo sozinho. Locke depende principalmente de um bom trabalho de atuação para funcionar. Acreditem em mim, funciona!

Como eu não vi ainda tantos filmes assim do Tom pra poder formar uma opinião mais decente a respeito da atuação dele arrisco a dizer que Locke seja a sua melhor atuação.

Sobre a história no geral eu notei certas coisas que me fizeram gostar muito do filme no final. O personagem de Hardy – Ivan Locke – se mostra um homem apaixonado demais pelo trabalho. Mas que negligenciava totalmente a família. Inclusive a treta principal do filme é uma noitada que deu merda. Um único erro. Uma única noite em que Locke trai sua esposa e que depois muda sua vida completamente.

Locke vai do homem extremamente preocupado com o trabalho, e percebemos isso de uma maneira sutil no filme apenas pelas ligações, para o homem que percebe que fez uma grande besteira e agora precisa lidar com isso. Uma das ligações em que percebi isso fica quase no finalzinho do filme. Locke fala com o filho mais novo e percebe que nunca mais terá aquele momento especial com os filhos (que no inicio é mencionado) assistindo um futebol em família no conforto do lar.

Mas além dele ter agido de maneira tão irracional (eu julgo ele bem pesado por causa da questão da traição) o fato dele não querer, não pretender abandonar esse filho ‘bastardo’ me fez simpatizar com o personagem e até entender seu problema. No fim acabei até um pouco emocionada com um misto de pena também. Ele não queria que esse filho viesse a sentir as mesmas coisas que ele sentiu (Locke também é um filho de fora de um casamento). Um dos melhores momentos do filme mostra Hardy em um tipo de monólogo. No caso seu personagem critica e defende ser melhor que o próprio pai, e tudo isso enquanto olha pelo retrovisor como se de fato falasse com alguém no banco de trás. Esse detalhe sutil mostra que o empático Locke não quer que seu filho seja assombrado por um erro dele.

Em uma época em que o cinema valoriza grandes explosões, CGI e um imenso mar de super herois ver um filme onde não tem nada disso apenas um bom ator interpretando um personagem muito bem construído dá um conforto enorme no coração.

“Você comete um erro, um pequeno erro, e o mundo inteiro desaba ao seu redor”

Por hoje é só!
Annie Bitencourt


FILMES / Homem Aranha: De Volta Ao Lar

Homem-Aranha: De Volta Ao Lar

Direção: Jon Watts
Elenco: Tom Holland, Robert Downey Jr, Marisa Tomei, Michael Keaton, Logan Marshall-Green, Chris Evans

Sinopse: Depois de atuar ao lado dos Vingadores, chegou a hora do pequeno Peter Parker voltar para casa e para a sua vida, já não mais tão normal. Lutando diariamente contra pequenos crimes nas redondezas, ele pensa ter encontrado a missão de sua vida quando o terrível vilão Abutre surge amedrontando a cidade. O problema é que a tarefa não será tão fácil como ele imaginava.

Vocês não tem ideia do quanto eu enrolei para ver esse filme. Um pouco porque nem sabia que ele existia, e outro pouco porque Peter Parker me incomoda. Então meu namorado, depois de jogar Spider-Man, acabou me convencendo de assistir esse filme.
Não é que nunca tivesse visto nada que tivesse o homem aranha, mas depois do filme com o Andrew Garfield (que eu odiei) passei a ficar com um pé atrás quando ouço o nome desse heroi.

E depois de Vingadores – Era de Ultron passei a confiar menos na capacidade da Marvel de me entreter.
O Peter Parker do Tom Holland é até divertido. Não passa aquele ar de arrogância chata igual o spider do Andrew Garfield, e tem um senso de humor bastante infantilizado. O que é justificado já que o personagem tem apenas 14 anos.

A presença do Tony Stark, no maior estilo paizão, deixa o Peter Parker ainda mais infantil. Mas de uma maneira divertida, pois ver o Iron Man descendo a bronca no Homem Aranha não tem preço.

O birdman Abutre do  Michael Keaton pode até fazer alguns se questionar sobre o conceito de vilania pois sua motivação é até compreensível. E a atuação de Keaton rouba todos os aplausos.

No geral Homem-Aranha: De Volta ao Lar tira aquele resto amargo dos filmes anteriores, não é um filme perfeito mas dá um frescor novo para o heroi, o que é ótimo. É um filminho pipoca/sessão da tarde perfeito para assistir com os amigos com um balde enorme de guloseimas e bastante guaraná. Podem ir sem medo.

Ps.: Não esqueçam das cenas pós crédito. Sempre tem.

Por hoje é só!
Annie Bitencourt

FILMES / Venom

Venom

Direção: Ruben Fleischer
Elenco: Tom Hardy, Michelle Williams, Riz Ahmed

Sinopse: Eddie Brock (Tom Hardy) é um jornalista que investiga o misterioso trabalho de um cientista, suspeito de utilizar cobaias humanas em experimentos mortais. Quando ele acaba entrando em contato com um simbionte alienígena, Eddie se torna Venom, uma máquina de matar incontrolável, que nem ele pode conter.

Eu estava com um hype gigantesco para esse filme. Queria muito ter visto no cinema mas ou não tinha tempo ou nunca tinha dinheiro. Além de muita gente comentar a respeito desse filme, tanto de um lado negativo quanto positivo, o fato de ter um dos meus atores favoritos pesou bastante para eu querer assistir ao filme (Mad Max, que eu odiei, assisti só por causa do cara e ele mal tem falas).

Então comecei a ver cada vez mais críticas negativas. E passei a ficar mais desanimada com o filme. Mas eu via eu trailer e ficava empolgadérrima de novo.
Na maioria das vezes eu costumo ignorar opiniões alheias de filmes e decido ver por conta própria (não ignoro totalmente porque de certa forma me salva de ver filmes realmente ruins). Fiz isso com Esquadrão Suicida, que se provou ruim, fiz isso também com Superman e minha nossa que filme chato. Mas também ignorei críticas para O Segredo da Cabana e esse se tornou meu queridinho da comédia/terror.

Era óbvio que com Venom eu faria isso novamente. E sendo bem honesta o filme não me decepcionou. Claro que eu esperava muito mais. Talvez algo do nível de Deadpool (obrigada Ryan Reynolds!) mesmo sabendo que a classificação etária era 14.
O filme diverte. Se você não o levar totalmente a sério (tipo em Deadpool) vai simpatizar bastante. Mas antes de qualquer coisa guarde toda sua paixão pelos quadrinhos e esqueça do Spider Man.

Venom é comercial. É um filme que quer vender bilheterias e não esconde isso do público. Ele pega um nome popular e tira dinheiro com isso, e está ótimo porque o filme cumpre com o propósito de divertir o telespectador.

Tom Hardy, com seu carisma, carrega boa parte do filme nas costas. Michelle Williams está ali um pouco inútil mas não incomoda. Agora Riz Ahmed, achei sem propósito. Não é um vilão que convence. Não tem carisma ou elegância e charme. E senti o ator um pouco desconfortável no papel. 
A participação do Stan Lee deu uma dorzinha no coração. E a cena pós crédito – com Woody Harrelson – me deixou bastante curiosa a respeito do Carnificina.

Gostei bastante do filme, por um momento cheguei a pensar que seria do mesmo nível de Esquadrão Suicida mas acabei me divertindo.

Por hoje é só!
Annie Bitencourt

FILMES / The Invitation

The Invitation

Direção: Karyn Kusama
Elenco: Logan Marshall-Green, John Carroll Lynch, Michiel Huisman

Sinopse: Uma tragédia abala o casal formado por Will e Eden. Eles perdem o filho pequeno e, desolada, Eden vai embora sem dar notícias. Dois anos mais tarde, ela volta a procurar o marido, acompanhada de outro homem, e totalmente diferente de como era antes. Durante um jantar, com Will, Eden e o novo companheiro de sua esposa, Will começa a suspeitar que os visitantes têm planos sinistros contra ele.

Já tinha assistido esse filme lá por 2016. Descobri completamente por acaso na Netflix . Não sou muito do tipo que assiste filmes de culto então esse é meio que novidade pra mim

Ontem decidi rever o filme pois não lembrava absolutamente nada da história e estava com vontade de assistir um bom suspense.
The Invitation, ou como foi traduzido para terras tupiniquins O Convite, começa devagar. Abordando a história através da perspectiva de Will (o moço bonito da foto) e nos fazendo nos questionar se ele de fato está certo sobre tudo o que está sendo narrado em tela.

O filme te prende pela curiosidade e o final pode trazer algo completamente satisfatório (e talvez bastante impressionante) ou te deixar irritado sem maiores respostas.

Muita gente gosta de filmes mastigados com todas as perguntas respondidas no final. E também tem aqueles que preferem deixar tudo para a imaginação e interpretação. Sendo bem honesta The Invitation pode não agradar aquele telespectador mais exigente, acostumado com filmes sobre cultos e tal.
Porém, quem estiver a procura de um filme de suspense com boas atuações para passar o tempo O Convite é super recomendado.

FILMES / Hereditário

Título: Hereditário
Direção: Ari Aster
Elenco: Alex Wolff, Gabriel Byrne, Toni Collette

Sinopse: Após a morte da reclusa avó, a família Graham começa a desvendar algumas coisas. Mesmo após a partida da matriarca, ela permanece como se fosse um sombra sobre a família, especialmente sobre a solitária neta adolescente, Charlie, por quem ela sempre manteve uma fascinação não usual. Com um crescente terror tomando conta da casa, a família explora lugares mais escuros para escapar do infeliz destino que herdaram.

 

Esse filme é para os fortes.

Eu relutei bastante em trazer Hereditário para esse blog. Sei que o filme tá com um hype elevadíssimo e muitas críticas positivas. E de fato é um filme de terror que funciona muito bem. Talvez até bem demais.

Pois bem confesso que não fui com sede ao pote em relação ao filme. Vi que elogiavam mas já tive experiências na vida onde um filme x amado pela crítica e público não acabou me agradando nem um pouco. Então mantive as expectativas no chão. E uns dias antes de decidir assistir Hereditário, uma conhecida minha comentou que uma cena específica tinha perturbado ela demais (para comparação devo dizer que ela é o tipo de pessoa que assistiu Begotten – que é muito bizarro diga-se de passagem e isso que só vi fotos – e Canibal Holocausto, enquanto eu sou o tipo de pessoa que foge de ‘O Grito’ e ‘O Chamado’ até hoje). Pensei: “Se esse filme perturbou essa guria eu vou ficar completamente fora do meu eu, melhor não assistir”.

Os dias passaram e vi o trailer (que vai estar no final desse post) e uma cena x do trailer me deixou boquiaberta. Mas no bom sentido. Era uma cena bastante explícita. Então se eu aguentei ver o trailer aguentava ver o filme certo? Mais ou menos.

Hereditário é um filme quase parando. Tem um desenvolvimento bem lento, o que me lembrou de A Bruxa que te atiça lentamente – ou deixa entediado, e de fato as cenas de violência explícita são pouquíssimas. Talvez umas 4 o filme todo. Mas ter poucas cenas gráficas não faz o filme tranquilo de assistir.

Eu assisto terror desde meus 14 ou 15 anos, talvez menos, e até então a cena mais traumatizante que já tinha visto em um filme foi um barbante partindo convidados ao meio no filme Navio Fantasma. Eu devia ter uns 10 anos quando vi isso, traumatizou para o resto da vida.

Agora, com 24 anos de idade nas costas, essa cena de Navio Fantasma não é absolutamente nada comparado com duas cenas específicas de Hereditário.Que não vou colocar aqui pois quero realmente que vocês assistam ao filme.

No geral eu confesso que não gostei do filme. Motivos bem pessoais mesmo. Acho que o final não me chocou tanto quanto deveria ou talvez já tenha visto outros filmes usando do mesmo artifício. Mas não é um filme ruim. Muito longe disso. Hereditário provoca no telespectador aquilo que promete. Quer te deixar pertubado, e vai te deixar pertubado. E o meu rancor com o filme é por mera questão de roteiro mesmo.

As atuações estão muito boas também. E nem vou entrar no assunto de direção, só digo que é excelente.

 

Depois desse gif se estiver disposto(a) a encarar Hereditário vai estar assistindo um dos melhores filmes de 2018.

Por hoje é só!
Annie Bitencourt

 

Ps.: Minha nossa como esse filme me perturbou haha

 

Trailer

FILMES / As Patricinhas de Beverly Hills

 

Título: As Patricinhas de Beverly Hills
Direção: Amy Heckerling
Elenco: Alicia Silverstone, Paul Rudd, Brittany Murphy e Stacey Dash

Sinopse: Em Beverly Hills, uma adolescente (Alicia Silverstone), filha de uma advogado (Dan Hedaya) muito rico, passa seu tempo em conversas fúteis e fazendo compras com amigas totalmente alienadas como ela. Mas a chegada do enteado de seu pai muda tudo, primeiro por ele criticá-la de não tomar conhecimento com o “mundo real” e em segundo lugar por ela descobrir que está apaixonada por ele.

 

No começo pensei “aff deve ser um mean girls mais bem feito com protagonistas igualmente irritantes”. E não, não odeio Mean Girls.

A personagem de Silverstone começa irritante mas conforme vamos conhecendo ela acabamos nos afeiçoando ao carisma dela. E a cada atitude, mesmo as questionáveis, vemos que pelo menos ela tenta fazer algo a mais, mesmo que por motivos egoístas.

Claro que se eu analisar bem Clueless sofreria críticas. Mas não é pra isso que esse blog existe. Não comento filmes de forma profissional e meu intuito é justamente fazer o leitor assistir muitos filmes.

As Patricinhas de Beverly Hills diverte na medida certa. Nem mais nem menos. Com atores carismáticos, Paul Rudd novinho (era fofo até) e a maravilhosa Brittany Murphy (com uma personagem não tão maravilhosa assim ela é até bastante chata) . Depois de tanto filme e série teen com temáticas pesadas (olá 13 reasons why) assistir um filme bobinho desses dá um calorzinho no coração.

O filme perfeito para assistir num sábado a tarde com pipoquinha quentinha e um grupo de amigxs (aquele mesmo grupo que se reúne para assistir Mean Girls ou Legalmente Loira, por exemplo) numa festinha cliche.  Super indico!

 

Por hoje é só
Annie Bitencourt

FILMES / O Que Fazemos Nas Sombras

 

Título: O Que Fazemos nas Sombras
Direção: Jemaine Clement, Taika Waititi
Elenco: Jemaine Clement, Taika Waititi, Jonathan Brugh, Stu Rutherford.

Sinopse: Viago (Taika Waititi), Deacon (Jonathan Brugh) e Vladislav (Jemaine Clement) são três vampiros que dividem uma casa. Algumas das dificuldades que eles têm na vida é serem imortais, encontrar sangue humano em festa noturnas, lidar com a luz solar e não conseguirem adequar a maneira de se vestirem aos padrões sociais, além de ter que pagar o aluguel e ainda conviver entre si dentro da casa. ¹

 

 

Trash, hilário e totalmente fora da casinha. Não consigo escolher expressões melhores para definir O Que Fazemos nas Sombras.
Por meses, quiçá anos, esse filme ficou na minha listinha da Netflix. Achava o poster diferentão, a sinopse convidativa mas o fato de não ter nenhum ator que eu conhecia me fazia evitar o filme a qualquer custo. Achei inclusive que fosse aquele tipo de filme super mega cult que no final só agrada 2% da população mundial. Mero engano.

O estilo do filme foge do convencional. Todo gravado num estilo meio mocumentário, por várias vezes imaginei sendo uma série estilo The Office mas com vampiros – assistiria uma se existisse de fato, com bastante leveza, piadas boas e atuações certeiras.

A situação toda do filme já me dá sensação de riso internamente. Aquele risinho meio tímido que foi se soltando até o final do filme, onde eu já gargalhava e tinha simpatizado bastante com os três quatro vampirões. Várias referências a filmes de vampiros (sim, até aquele dito cujo brilhante) e até alguns plot twists.

O filme perfeito para um feriado com amigos ou um final de semana sozinho em casa (se você não quer ser julgado pelo seu gosto cinematográfico). A risada é garantida.

E caso você já tenha assistido ao filme deve concordar que Stu é um ícone.

¹ Sinopse tirada do Filmow (igual a todas as outras de outras postagens)

 

Por hoje é só
Annie Bitencourt

FILMES / Cam

 

Título: CAM
Direção: Daniel Goldhaber
Roteiro: Daniel Goldhaber
Elenco: Madeline Brewer, Devin Druid, Flora Diaz e Imani Hakim

Sinopse: Alice (Madeline Brewer) é uma jovem que se exibe na internet em troca de dinheiro. Um dia ela percebe que foi “substituída” por uma réplica exata dela mesma. ¹

 

 

Comecei o filme com um pé atrás. Normalmente evito filmes que tenham cenas muito explícitas de sexo, mas por questões pessoais mesmo.

Não tinha lido nada a respeito do filme antes e fui completamente na cara e na coragem pra ver o que aconteceria naqueles 94 minutos.

Alice, a protagonista é uma Cam Girl que sonha com o sucesso no ramo que trabalha. Porém, um belo dia de sol ela é hackeada e descobre uma pessoa se passando por ela. E é óbvio que dá muita treta.

O filme me manteve com os olhos grudados na tela. Mas devo confessar que o final ficou um pouco perdido pra mim. Em um canal no youtube (SuperOito) vi duas possíveis teorias para o final, o que esclareceu algumas coisas que ficaram em aberto.

Uma das teorias seria um hacker mesmo, com equipamentos de alta tecnologia que conseguiria pegar o rosto, a voz e os trejeitos de uma pessoa e criando assim uma cópia dela completamente virtual (e faz bastante sentido, pois em alguns momentos a cópia da protagonista fica com alguns glitchs no vídeo).

A outra teoria mencionada é a de que a personagem principal (Alice) meio que deu uma endoidada. E essa teoria até sustenta umas ideias com referência a Alice no País das Maravilhas. Afinal ela era obcecada com essa coisa de fazer sucesso e ficar entre as top 50 das Cam Girls. Mas por ser uma pessoa muito tímida ela acabava evitando fazer certas coisas e assim perdia o ranking.

Mas segundo alguns comentários que vi no Filmow essa segunda teoria não explicaria uma cena em especial do filme.

No geral achei um bom entretenimento. Fazia um tempinho que não encontrava um terrorzinho/suspense ‘leve’ nesse estilo então pra mim o filme cumpre bem o que promete.

Prefiro ficar com a teoria do hacker o que faz Cam subir um pouco no meu conceito de criatividade haha

Indico para quem gosta de passar um tempinho vendo um suspense tranquilo e ao mesmo tempo meio Black Mirror.

 

Por hoje é só!
Annie Bitencourt