LEITURAS / Os Três Mosqueteiros – Alexandre Dumas

Autor: Alexandre Dumas
Título Original: Les Trois Mousquetaires
Título Brasileiro: Os Três Mosqueteiros

Sinopse: Os três mosqueteiros estão prontos para defender o rei Luiz XIII. Athos, Porthos e Aramis enfrentam todos os perigos para impedir que o demoníaco Cardeal Richelieu destrua o rei da França. Enquanto isso, o jovem D’Artagnan que sonha ser um Mosqueteiro, coloca sua vida em risco quando resolve agir sozinho e apaixona-se pela Condessa de Winter, a bela espiã de Richelieu. Se D’Artagnnan conseguir escapar das armadilhas da Condessa e tornar-se um Mosqueteiro, ainda assim terá que provar sua lealdade e habilidade de grande espadachim.

Sempre ouvi falar muito bem dos livros escritos por Alexandre Dumas e acabava vendo as adaptações cinematográficas de vez em quando. Mas alguma coisa dentro de mim dizia que ainda não era o momento de ler os livros dele. Que eu deveria esperar. Agora com 24 anos nas costas e após ter lido Os Três Mosqueteiros me pergunto: “COMO NÃO LI ISSO ANTES?”

Esse foi o livro mais divertido de ler nos últimos meses (o último tinha sido Quatro Vidas de Um Cachorro). Eu realmente me divertia lendo e fiz questão de demorar bastante pra terminar a leitura pois sabia que no final ia ficar triste.
Eu sempre deixo para ler a noite antes de dormir (primeiro por recomendação da minha psicóloga e segundo porque é o único momento do dia que não estou com um gadget eletrônico na mão) e Os Três Mosqueteiros é tão bom que depois de ler eu até sonhava a noite me imaginando sendo uma mosqueteira (#KidMoment)

Eu não mencionei aqui antes, pois não é de fato a temática do meu blog, mas em dezembro nasceu meu irmão. E a vontade de ler Os Três Mosqueteiros surgiu após meu pai me informar que o nome do meu irmão seria Athos. Interpretei com um sinal dos deuses e fui bastante empolgada para a leitura.

A edição que eu tenho (que é igual a da foto acima) é uma versão meio resumida, meio adaptada da história original. Mas isso nunca foi um problema para a leitura. Claro que, assim como Moby Dick que li uma versão resumida lá por 2013, futuramente irei reler esse livro em uma edição diferente.

O que mais gostei dessa edição foram as notas de rodapé. Cada termo diferente que existia no texto tinha sua devida explicação (muitas vezes com teor histórico real) logo abaixo e acabei aprendendo um pouco sobre a vida no século XVII.

Os personagens são bastante interessantes (menos o próprio D’Artagnan que achei mimado demais) e gostaria de ter lido mais lutas dos mosqueteiros na história (mas como minha edição é uma versão adaptada pode ser que numa versão original tenha mais lutas descritas).

Alguns outros detalhes que me incomodaram na história acabei preferindo ignorar. Até mesmo por conta da época tratada (mais ou menos 1625-1628) e os diferentes costumes que tinham.
Mas isso não estraga a experiência da leitura. Apenas se você for bastante exigente como o modo de vida daquela época.

No geral Os Três Mosqueteiros é um livro com bastante aventura, extremamente divertido. Recomendo para todos. Galera mais jovem também vai curtir bastante.

Ps.: Atualmente estou lendo Jane Eyre, em breve com resenha aqui também.

Por hoje é só!
Annie Bitencourt

LEITURAS / Orgulho e Preconceito

Autor: Jane Austen
Título Original: Pride and Prejudice
Título Brasileiro: Orgulho e Preconceito

Sinopse: Elizabeth Bennet vive com sua mãe, pai e irmãs no campo, na Inglaterra. Por ser a filha mais velha, ela enfrenta uma crescente pressão de seus pais para se casar. Quando Elizabeth é apresentada ao belo e rico Darcy, faíscas voam. Embora haja uma química óbvia entre os dois, a natureza excessivamente reservada de Darcy ameaça a relação.

 

Antes de tudo devo falar que a edição de Orgulho e Preconceito que tenho (a mesma da foto acima) é basicamente uma versão resumida da história original. Infelizmente descobri isso quando já estava na metade do livro. Mas no geral a história é a mesma, apenas editaram alguns diálogos para encurtamento do texto.

Pois bem, é bem óbvio que eu ia gostar dessa história. Já havia visto o filme de 2005 e gostado bastante mesmo não sendo meu gênero cinematográfico preferido.

É um romance, bem água com açúcar, mas com uma protagonista adorável. E eu entendo perfeitamente que o foco da história é Lizzie e Mr Darcy, porém gostaria bastante de um ‘spin off’ com Jane e o Sr Bingley. Ambos extremamente adoráveis e cada vez que apareciam na história eu me permitia um sorriso de satisfação.

Mr Darcy é o típico homem perfeito. E o fato dele ter feito uma coisa maravilhosa para a Lizzie e não ter buscado os holofotes para ele me fez gostar ainda mais do personagem. Mas ao mesmo tempo ele ter se intrometido no relacionamento do amigo é algo que me dá repulsa.

Lizzie, por outro lado, mesmo com o defeito principal de julgar o Mr Darcy sem de fato conhece-lo, consegue ser agradável desde o início. Você consegue se identificar com ela (mesmo sendo de épocas totalmente diferentes) e entende suas principais motivações.

Diferente de Morro dos Ventos Uivantes (outro clássico escrito por uma mulher que eu li), onde tudo caminha para total desastre e Heatcliff está longe de ser considerado alguém para um relacionamento (o fato dele ser amargurado e vingativo é até bem perigoso na vida real), a história de Jane Austen mostra que pessoas mudam, que podemos sim ter uma imagem totalmente equivocada de alguém e principalmente que o amor vence qualquer barreira.

Uma história doce e leve, perfeita para um final de semana tranquilo. O livro perfeito para cabeceira da cama. Com certeza irei ler outras histórias de Jane Austen.

 

Por hoje é só!
Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

 

Ps.: Aproveitem esses meses de política, onde todo mundo está mais estressado que o normal, e se permitam a leitura de Orgulho e Preconceito.

 

LEITURAS / Origem

Título Original: Origin
Autor: Dan Brown
Ano: 2017
Gênero: Thriller
Editora: Arqueiro

Sinopse:

O anfitrião da noite é o futurólogo bilionário Edmond Kirsch, de 40 anos, que se tornou conhecido mundialmente por suas previsões audaciosas e invenções de alta tecnologia. Um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard, há 20 anos, agora ele está prestes a revelar uma incrível revolução no conhecimento… algo que vai responder a duas perguntas fundamentais da existência humana. Os convidados ficam hipnotizados pela apresentação, mas Langdon logo percebe que ela será muito mais controversa do que poderia imaginar. De repente, a noite meticulosamente orquestrada se transforma em um caos, e a preciosa descoberta de Kirsch corre o risco de ser perdida para sempre. Diante de uma ameaça iminente, Langdon tenta uma fuga desesperada de Bilbao ao lado de Ambra Vidal, a elegante diretora do museu que trabalhou na montagem do evento. Juntos seguem para Barcelona à procura de uma senha que ajudará a desvendar o segredo de Edmond Kirsch. Em meio a fatos históricos ocultos e extremismo religioso, Robert e Ambra precisam escapar de um inimigo atormentado cujo poder de saber tudo parece emanar do Palácio Real da Espanha. Alguém que não hesitará diante de nada para silenciar o futurólogo.

 

Eu costumo sentir bastante dificuldade de falar sobre livros/filmes que gosto. Pra mim acaba sendo muito mais complicado analisar a obra com imparcialidade. Acabo sem querer elogiando demasiadamente de maneira apaixonada e ignoro propositalmente possíveis erros que pode ter.

Com os livros do Dan Brown isso não é diferente. Li Código da Vinci com uns 12/13 anos e na época serviu como um escape do estresse que estava tendo na escola. Nessa época eu não tinha o hábito de ler livros ‘leves’ apenas para passar o tempo. Meu pai me estimulava a ler obras complexas da literatura brasileira e portuguesa então acabava faltando a oportunidade de ler livros do gênero (não é por acaso que fui ler Harry Potter com mais de 20 anos).

Código da Vinci acabou abrindo as portas para outros livros legais que li. Principalmente livros de gêneros mais específicos (tipo comédia e terror) que inclusive acabaram me influenciando na escrita também. Acabei ficando bastante viciada nesse tipo de leitura e simplesmente ‘devorei’ todos os livros lançados do Dan Brown (Ok, todos não, apenas aqueles que tinham o Robert Langdon).

Até o ano passado Inferno era um dos meus favoritos (se eu não me engano eu já falei dele aqui no blog). E embora eu goste bastante dos livros, sempre fujo das adaptações (Código da Vinci e Anjos e Demônios me irritaram bastante no cinema). E por causa disso até hoje não assisti o filme lançado para Inferno (mas pretendo assistir esse ano ainda).

Considerava Inferno melhor que os outros livros, hoje em dia eu nem sei dizer direito o motivo para isso. Então veio Origem, e decidi demorar para ler de propósito porque não queria apagar a imagem boa que tinha de Inferno.

Origem é de certa forma diferente dos trabalhos anteriores de Dan Brown mas ao mesmo tempo completamente igual. Devo ter mencionado em outros posts que Dan Brown mantém uma certa fórmula para os livros dele. Uma fórmula que sempre dá certo (sou um grande exemplo, continuo consumindo cada livro lançado) mas que também acaba se tornando bastante repetitiva.

Para leitores mais rígidos a escrita de Dan acaba incomodando justamente por ser ‘ a mesma’ nos outros livros. O que me lembra da banda AC/DC (que gostava bastante também) que faz ‘a mesma’ música por anos. E alguns acabam realmente julgando isso e vendo como algo totalmente negativo. Mas para ser totalmente honesta não vejo o porquê de mudar algo que esteja dando muito certo. Claro que a questão da criatividade é interessante e no meio de tantos livros ‘iguais’ uma história que fuja dessa padrão acaba chamando a atenção e caindo no gosto popular. Mas algo que segue um padrão também funciona. Um fã antigo não vai largar uma certa banda ou um autor apenas porque ele parece seguir uma certa maneira de escrita.

Origem tem sim a mesma fórmula de Código da Vinci, de Anjos e Demônios, Símbolo Perdido e Inferno. Robert Langdon sempre vai ser o professor que usa tweed, um relógio do Mickey, um pouco ingênuo e bastante inteligente quando o assunto é História e simbologia. Langdon sempre vai passar o livro inteiro pegando pistas aqui e ali e no final para um grande problema. Essa é a fórmula que dá certo. Mas o que mais gosto no Dan Brown é a riqueza histórica que ele traz nos livros. É como se você realmente viajasse para aqueles lugares que a história se passa. Em Origem eu me senti na Espanha e aprendi sobre arte de uma maneira que não iria buscar por conta própria. O fato de Dan Brown ser historiador e da esposa dele também ser historiadora dá um enriquecimento enorme nas obras. Não é apenas algo tirado do wikipedia mas conhecimento real. E pra mim isso já vale muito a leitura.

A temática abordada em Origem é muito interessante para os dias atuais: tecnologia e inteligência artificial. Penso inclusive que se Hawking estivesse vivo provavelmente iria ter arrepios com Origem (eu sei que é muito dificil que ele fosse ler Dan Brown mas me refiro ao fato dele ter declarado o medo das máquinas). Achei, no geral, a história mais fluida nesse livro e foi uma leitura tão tranquila que acabei ficando triste por ter terminado. Agora é esperar a próxima aventura de Langdon (inclusive eu jurava que Inferno era o último) e a adaptação de Origem com Tom Hanks e alguma atriz aleatória que nunca ouvi falar na vida.

Por hoje é só!
Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

LEITURAS / Jurassic Park

 

Autor: Michael Crichton
Editora: Aleph
Páginas: 528
Gênero: Techno – Thriller/ Ficção Científica
ISBN: 9788576572152
Skoob: JURASSIC PARK

Sinopse: Uma impressionante técnica de recuperação e clonagem de DNA de seres pré-históricos foi descoberta. Finalmente, uma das maiores fantasias da mente humana, algo que parecia impossível, tornou-se realidade. Agora, criaturas extintas há eras podem ser vistas de perto, para o fascínio e o encantamento do público. Até que algo sai do controle. Em Jurassic Park, escrito em 1990 por Michael Crichton, questões de bioética e a teoria do caos funcionam como pano de fundo para uma trama de aventura e luta pela sobrevivência. O livro inspirou o filme homônimo de 1993, dirigido por Steven Spielberg, uma das maiores bilheterias do cinema de todos os tempos. 

Eu sempre fui apaixonada por Jurassic Park. Todos aqueles dinossauros e aquelas tretas que me deixavam sem respirar até a hora dos créditos subirem. Decidi rever o filme de 1993 por causa do lançamento de Jurassic World: Reino Ameaçado e acabei tão empolgada novamente que comecei a ler o livro (e posteriormente acabei assistindo todos os filmes dos grandões).

Confesso que me apaixonei pela capa do livro quase um ano atrás na livraria e decidi que ia comprar (e queria ter aproveitado pra comprar o Mundo Perdido também mas faltou verba). O livro acabou ficando um pouco parado na estante. Eu tinha a imagem tão perfeita do filme que tinha medo do livro estragar aquela magia toda e fiquei enrolando pra ler.

Esse ano enquanto fazia minha lista de leituras decidi que era hora de encarar Jurassic Park. E funcionou perfeitamente bem. A leitura do livro não me fez ficar revoltada com o filme (que nem aconteceu com Crimes Ocultos / Criança 44 e todos os Harry Potters) e acabei ficando tão apaixonada (muito mais do que já era) pela história que me empolguei e já coloquei na listinha a leitura de Mundo Perdido.

Fazia muito tempo que não tinha aquele sentimento de ter um livro lido como favorito. A maioria das minhas leituras recentes mesmo sendo boas não cativavam tanto quanto eu gostaria. Jurassic Park oferece aquele calorzinho especial no coração dos fãs dos dinossaurões do cinema e propõe discussões interessantes.

O final do livro é diferente do filme (por isso inclusive a plaquinha spoilers antes do texto). Descrições de alguns personagens e as aparições dos dinossauros também são um pouco diferentes do filme. O que não é nada ruim. Afinal Crichton (que também foi responsável pelo roteiro do filme de 1993) nos fisga na história desde o início. E consegue manter nossa atenção (exatamente como no filme).

Tinossauro Rex aparece bastante no livro

Ian Malcolm traz em suas falas praticamente o mesmo discurso do filme. Aquele pessimismo realista e tem horas que você acaba odiando ele por sempre acertar.

 

E claro que tem muita menção sobre Teoria do Caos.

A edição que tenho é uma de 2015 pela Aleph, bem frágil. Após a leitura a capa ficou um pouco amassada e a tinta laranja do miolo desbotou um pouco (mas não manchou meus dedos). As últimas páginas trazem além de um agradecimento do autor (no qual ele menciona em quem se inspirou para criar alguns dos personagens), um textinho com algumas curiosidades em relação ao livro e o filme de 1993.

O livro tem um pouco mais de 500 páginas mas a leitura é tão tranquila que você nem percebe tudo isso. Eu mesma (costumo levar 1 mês para ler um livro dessa grossura) li em menos de duas semanas.

 

Ps.: Quem quiser assistir os filmes eles estão disponível pra alugar no Play Filmes por 3,90. Todos os 3 originais. E na Netflix tem Jurassic World (que a gente ignora a Claire correndo de salto com um tiranossauro atrás dela).

Por hoje é só!
Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

LEITURAS / Stalker

 

TAG INÉDITOS  – MAIO
Autora: Tarryn Fisher
Título Original: Bad Mommy
ISBN: 9788595810167
Editora: TAG – Experiências Literárias & Faro Editorial

Páginas: 288
Ano: 2018

Comecei a assinar a TAG inéditos (por ser mais em conta que a Curadoria) e desde Abril venho recebendo os livrinhos fofos que eles fazem. Aproveitei uma ressaca literária (depois daquele livro horrível de X Files) para experimentar esse novo estilo proposto pela TAG.

E com Stalker digo que realmente não consegui parar de ler. O livro é bem fininho e os capítulos bem curtos. Li ele em mais ou menos 3 dias (que pra mim é um tempo muito rápido).

É BOM?

Essa pergunta acaba sendo bem complicada de responder. Eu gosto muito de livros com uma pegada de suspense forte que fisga desde a 1ª linha do 1º capítulo. Gosto da sensação de sufoco que alguns livros causam e você só consegue respirar direito quando termina a leitura. Com Stalker eu fiquei o tempo todo tensa imaginando mil e uma coisas para o final da história. E fui completamente iludida, o que pra mim foi bem ruim, mas pelo que vi na internet muita gente gostou do que a autora fez no final.

Eu senti falta de algumas explicações na história, coisas que eu ficava me perguntando de onde tinham surgido. O que muita gente entendeu ser uma tática da escrita de Tarryn. Em Stalker pelo menos são 3 personagens principais e os 3 tem suas próprias versões da história. É interessante? Sim! Pois Tarryn fez uma descrição muito boa do psicológico dos personagens, digamos que bastante realista. Então é bacana você conhecer melhor como um psicopata e/ou sociopata pensam. O fato do livro ter apenas 288 páginas por um lado foi bom, afinal você já entende logo o que está acontecendo, mas por outro lado acaba causando uma carência de detalhes enriquecedores na trama.

Não é um livro ruim, do tipo que me faria odiar para todo sempre (tipo Onde Cantam os Pássaros) mas também não é um livro maravilhoso. Serve como uma boa distração mas em algumas pessoas poderá dar uma frustração enorme, é preciso ter uma mente muito aberta para gostar do livro.

Quanto a edição da TAG só reclamo de alguns errinhos de digitação (que nessa vida de leitora descobri que isso é extremamente comum mesmo em grandes editoras). Mas muita gente acabou com o livro despedaçado após a leitura, com a capa descolando do miolo e páginas saindo inteiras de dentro do livro. A minha edição continua firme e forte então nesse sentido não tenho nada a reclamar.

Uma curiosidade interessante: a TAG junto com o livro manda um infográfico que também é poster. Então se você gostou daquele livro em questão eles já recomendam leituras parecidas e no caso de Stalker tem até uma playlist no spotify com todas as músicas citadas pelos personagens no livro. Ganhou bastante pontinho comigo haha

Outras obras de Tarryn Fisher:

Por hoje é só!
Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

 

LEITURAS / Advogado do Diabo – X Files

Título: O Advogado do Diabo – X Files Origens
Autor: Jonathan Maberry
Editora: Harper Collins
Número de Páginas: 320

Sinopse: Antes de entrar para o Arquivo X, antes de ser uma agente do FBI, antes de estudar medicina, Dana Scully era uma nerd excluída no novo colégio. Mas quando seus colegas começaram a falecer em circunstâncias suspeitas, ela talvez fosse a única capaz de impedir novas mortes.

 

 

O que falar desse livro?

Resumindo tudo é um dos piores livros que já li na vida, mas provavelmente não seria se não fosse por causa da série.
O livro vende a ideia de que saberemos o motivo da Scully ter virado cética e promete agradar tanto os fãs da série quanto quem nunca ouviu falar em Dana Scully. Só que é um livro ruim em todos os sentidos.

Eu levei em torno de um mês pra conseguir terminar a leitura e insisti apenas pra saber o que aconteceria no final e se teria alguma salvação milagrosa.

Como fã da série eu me senti até de certa forma insultada com esse livro. O autor conseguiu transformar uma personagem incrível e inteligente em uma adolescente mimada, arrogante, metida e patética. E eu não engulo a desculpa de que “ela tinha 15 anos então cometeu muitos erros antes de ser a Scully da série”. Não aceito que Dana tenha sido tão ignorante com seus 15 anos de idade. A personalidade dela no livro não tem absolutamente nada a ver com a da série, exceto raras menções sobre sua fé, o que realmente eu esperava ter sido a abordagem do livro.

Então não satisfeito com isso o autor coloca um romance bobo adolescente e transforma a personagem principal em uma quase ninja em seus últimos capítulos. Mas mesmo que não tivesse a série como fundo de inspiração o livro sozinho não se garante.

A escrita é simples mas muito cansativa em certos momentos e um tanto preguiçosa. E a história é extremamente mirabolante, mesmo para X Files. Eu talvez não teria odiado tanto se o protagonista nesta história fosse Mulder.

Esse livro me fez ficar bastante temerosa quanto ao que supostamente conta as origens de Mulder, da mesma editora inclusive:

Mas ao mesmo tempo penso que justamente por ser uma história sobre Mulder eu consigo aceitar bem mais um plot mirabolante.

E não confundam mirabolante (no sentido de fantasioso) com aquilo que insulta a inteligência do leitor. X Files: Origens – Advogado do Diabo usa explicações bobas para um plot preguiçoso. Fujam desse livro!

 

 

Por hoje é só!
Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

 

LEITURAS / Hibisco Roxo


Autora: Chimamanda Ngozi Adichie
Título Original: Purple Hibiscus
Título Traduzido: Hibisco Roxo


Logo na contracapa do livro tem um diálogo entre dois personagens. Naquele momento eu decidi levar o livro na livraria. Além da capa lindíssima da Companhia das Letras.

A leitura começa lenta, muitas palavras em Igbo (a história se passa na Nigéria e Igbo é um grupo étnico da África e também o idioma falado por eles) e quase nenhuma com a tradução o que dificultou a leitura no começo. Mas lá pela página 50, mais ou menos, já ficamos acostumados com a família de Kambili (personagem principal da história) e o que os rodeia.

Kambili tem um pai extremamente abusivo, sério, um lixo de pessoa, que é um pouco obcecado pelo catolicismo e um homem bastante poderoso na cidade, além de rico. Mantem os filhos numa espécie de coleira, por 15 anos (se não me engano essa é a idade de Kambili) eles tem os passos programados pelo pai. Uma grade de horários fixos com pouco ou nenhum tempo de diversão e descanso. Muitas punições físicas todas as vezes que os filhos ‘pecam’.

Quando digo que Eugene (esse é o nome do pai) é um lixo de pessoa, eu não estou apenas bancando a revoltada de internet. Ele é o tipo de pai que a gente definitivamente não quer por perto e também um marido horrível. Ele mantém aquele efeito do “morde e assopra”. Espanca a esposa e os filhos e em algumas vezes quase os deixou na beira da morte mas depois parecia se arrepender e vinha com abraços e carinhos e “eu te amo” pra lá e pra cá.

Não me admira a atitude que a mãe de Kambili tem nas últimas páginas.

Mas curiosamente Eugene também parece ter um certo altruísmo. Em alguns momentos da história descobrimos que ele ajudava financeiramente certas pessoas da cidade e doava dinheiro para lugares que acreditava. Mas seu fanatismo religioso (e também o abuso sofrido na sua infância — que pode ou não ser verdade ¯_(ツ)_/¯) colaboram para uma personalidade perigosa.

E Kambili demora algum tempo para perceber que o mundo não era só rezar, estudar e obedecer regras sem questionar. E isso acontece depois de uma visita a tia Ifeoma (mulherão maravilhosa inclusive).

Durante essa visita na casa da tia o irmão de Kambili pega umas mudas de hibisco, que na história eles tem uma cor roxa por um motivo que não lembro agora (desculpa gente), e leva para a casa. Eu fiz uma estranha relação com isso. Por algum motivo passei a acreditar que o ato de levar os hibiscos para a casa deles seria uma linguagem metafórica para a rebelião. Afinal eles eram os filhos perfeitos que obedeciam todas as regras de cabeça baixa, e logo após o retorno para a casa deles o comportamento de ambos (Jaja e Kambili) se torna gradualmente diferente. E paralelo a isso as mudas de hibisco também começam a crescer vagarosamente. Será que faz algum sentido isso?

Sendo completamente honesta agora. Eu gostei muito da escrita de Chimamanda. Essa mulher é criativa demais. A história do livro foi tomando rumos que eu não consegui imaginar em nenhum momento. E definitivamente é um livro bem fora da minha zona de conforto. Apenas me decepcionei com um detalhe no final. Mas terminei o livro sentindo vontade de saber mais sobre a vida futura de Kambili, Jaja e Ifeoma.

No início do post eu fiz um elogio ao trabalho de capa da Companhia das Letras, e realmente ficou incrível. MAS, a edição no geral me deixou bem desconfortável por causa das palavras em igbo não traduzidas. Me incomoda os editores/revisores/tradutores não terem se esforçado um pouco mais para colocar um glossário ou pequenas observações no fim das páginas a respeito daquelas palavras daquele idioma cuja tradução no google fica imprecisa. Também achei uns dois errinhos bobos de digitação (o que não é tão ruim pra quem já leu livros da Intrínseca, por exemplo).

Algumas palavras do livro: Aku, Allamanda, Atilogwu, Boubou, Bournvita, Cassava, Chaplaincy, Chin Chin, Cocoyam, Dogonyaro, Enugu, Étagère, Fela, Garri… (o link acima vai para um glossário em inglês das palavras citadas aqui e de várias outras)


Por hoje é só!
Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

LEITURAS / A Menina Que Roubava Livros


Autor: Markus Zusak
Titulo Original: The Book Thief
Título Brasileiro: A Menina Que Roubava Livros
Ficção/Romance/Drama
Onde Comprar:
Amazon

Sinopse: A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, porém surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente — a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los em troca de dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. Essa obra, que ela ainda não sabe ler, é seu único vínculo com a família. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a cumplicidade do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que a ensina a ler. Em tempos de livros incendiados, o gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. A vida na rua Himmel é a pseudorrealidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um jovem judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela história. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa desse duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto.


O início é bastante lento e pode ser confuso para alguns. Somos apresentados de cara a uma narradora pouco convencional: A Morte. E desde então já imaginamos que o final não é feliz. Então Liesel aparece, uma criança que recém tinha perdido o irmão e se vê obrigada a ir morar com uma família totalmente diferente sem sequer entender o motivo disso.

A edição que eu tenho é a com a capa do filme feita pela Intrínseca. Não lembro de ver nenhum erro de grafia ou digitação mas me incomodei pela quantidade de palavras escritas em alemão (embora com a tradução do lado) o que deixava o texto bastante confuso no início. Minha edição não tem orelhas e a diagramação pode incomodar alguns.

Liesel conhece um menino chamado Rudy que acaba virando seu amigo. E posteriormente ela acaba se apaixonando por ele mas já é tarde demais. Rudy é feliz e inocente como uma criança deveria ser. Também está bastante perdido com o que está acontecendo e não sabe o que deve ou não fazer nessa guerra. Ele apenas sabe que quer ser o homem mais rápido do mundo igual ao seu grande ídolo Jesse Owens (um homem negro).

Esse é o Jesse Owens

Mais ou menos na metade do livro Rudy se pinta, na tentativa de ficar mais parecido com seu ídolo, enquanto compete em uma corrida. O que acaba dando uma pequena confusão e a seguinte fala: “Você não quer ser preto não é?” e em seguida o mandam tomar banho.

Liesel começa a ler com a ajuda do seu novo pai e se vê apaixonada pelos livros. E podemos perceber seu incômodo, uma tristeza na verdade, ao ver uma fogueira repleta de livros enquanto os nazistas cantavam o hino e admiraram Hitler. Ela então rouba um dos livros e acredita que não está sendo vista por ninguém. Não poderia estar mais enganada.

E Liesel não rouba apenas um livro. Assim como acaba sendo observada em vários furtos posteriores. Roubar livro talvez não seja um pecado tão grande afinal. Ela queria ter conhecimento algo que a Alemanha nazista já não fazia tanta questão.

Rudy acaba acompanhando ela em alguns roubos e fica intrigado ao ver que a amiga não se preocupa em roubar alimentos, algo em falta no período da guerra. E embora isso pode ser facilmente julgável, podemos pensar também que uma criança de pouco mais de dez anos vivendo em um mundo onde pessoas eram torturadas e mortas por serem quem eram, precisava de um certo alívio mental. No caso os livros. Eu te perdoo Liesel, e acredito que todos que lerem A Menina Que Roubava Livros também a perdoará.

Os judeus começam a serem perseguidos e então Max aparece na porta da casa de Liesel. Um homem judeu passa então ser escondido no porão daquela família. Mas não vamos esquecer que é a morte que narra a história. E ela não tem coisas felizes para contar.

Esse livro é pura empatia. Após o término da leitura bate uma sensação de fraqueza e impotência. E se lembra que a Alemanha nazista realmente existiu. Se lembra de Anne Frank. Se lembra do quão cruel o ser humano pode ser. E isso é verdade. A própria morte tem medo dos humanos.

“Os seres humanos me assombram”

Ps.: A adaptação é muito boa, eu recomendo! 
Ps.: O Blog que vocês conheciam foi hackeado, então momentaneamente postarei por aqui. Não se preocupem, agora não tem mais propagandas.


LEITURAS / Quatro Vidas de Um Cachorro

Quatro Vidas de Um Cachorro

Autor: W. Bruce Cameron
Editora: Harper Collins
Título Original: A Dog’s Purpose
Ano: 2016
Páginas: 288
Página no Skoob: Quatro Vidas de Um Cachorro

Onde Comprar: Amazon

Sinopse: ”Em Quatro Vidas de Um Cachorro, você vai conhecer Bailey, um cachorrinho muito esperto, que vive em busca de um propósito para sua vida. Depois de vir ao mundo diversas vezes, ele se pergunta se algum dia encontrará sua verdadeira missão na terra. Muito mais do que apenas uma história apaixonante sobre animaizinhos de estimação, Quatros Vidas de Um Cachorro é um livro emocionante e, recheado de humor, que vai provar que o amor nunca morre, e, que o propósito de nossas vidas é mais simples do que imaginamos.

 

Eu normalmente demoro muito para ler um livro. Mesmo sendo algum que eu esteja gostando bastante da história. As vezes minha vista fica um pouco cansada de ler e as vezes eu acabo passando um tempo maior assistindo televisão ou jogando. Com Quatro Vidas de Um Cachorro isso foi um pouco diferente. Eu li o livro inteiro em 4 dias (o que pra mim é algo muito rápido) sendo que 100 páginas tinha sido em um único dia. Fiquei completamente fascinada com a história. Coisa que não aconteceu com Marley & Eu, por exemplo, que acabei até abandonando.

São apenas 288 páginas com um conteúdo fofo e até mesmo filosófico. Afinal o doguinho da história passa o tempo inteiro pensando qual seria o propósito dele. Uma questão que nós humanos estamos muito acostumados a fazer.

Eu achei incrível que a cada encarnação vinha uma vida completamente diferente. Uma hora era sobre um K9, outra hora um cachorrinho de fazenda, o nosso protagonista principal mantinha sua personalidade claro, mas cada dono era totalmente diferente um do outro. E a sensação que eu fiquei era que tinha lido 4 livros diferentes mas com uma história que se fechava no final.

O livro é narrado pelo próprio cachorro (que eu não vou colocar nome pois ele assume vários no decorrer da história) e podemos observar a visão dele sobre coisas normais para os humanos. Na maior parte ele só pensava em ganhar comida, carinho e diversão e talvez por causa disso mantinha uma visão bastante otimista sobre tudo, inclusive na hora das suas mortes (uma lição para quem está lendo).

Em uma das vidas ele assume a identidade de Bailey, filhotinho resgatado por Ethan, e desde então acredita que sua missão de vida é ficar perto do “menino” (maneira pelo qual o cachorro chama Ethan em alguns momentos). E achei muito bonitinha a mensagem no final quando ele percebe que seu verdadeiro propósito seria encontrar e salvar Ethan. O que mostra que realmente um cachorro (um animalzinho no geral) é capaz de nos resgatar as vezes de nossas angústias e próprios medos.

Infelizmente essa não é a mesma opinião que eu tenho da adaptação do livro (que se eu não me engano foi lançado no ano passado e não farei post sobre ele aqui) que acabou até ignorando um pouco a mensagem bacana que o W. Bruce Cameron passou no decorrer das 288 páginas.

Como eu tinha recém terminado A Menina Que Roubava Livros (com resenha em breve) precisava ler algo que fosse leve e rápido e Quatro Vidas de Um Cachorro cumpre bem esse propósito. Fiquei um pouco decepcionada com o final, o que me impede de favoritar o livro, mas no geral foi uma leitura muito válida e recomendo demais para todos que gostam de cachorros.

 

Por hoje é só
Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

 

Ps.: Se você chegou até aqui dá uma passadinha no meu perfil do Recanto das Letras e leia minha nova história: Perfurado (NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS)

LEITURAS / The Underground Railroad – Os Caminhos Para a Liberdade

 

Autor: Colson Whitehead
Editora: Harper Collins
Ano de lançamento: 2017

Sinopse: Cora é uma jovem escrava em uma plantação de algodão na Georgia. A vida é infernal para todos os escravos, mas especialmente terrível para Cora. Uma pária até entre outros africanos, ela está chegando à maturidade, que a tornará vítima de dores ainda maiores. Quando um recém-chegado da Virgínia, Caesar, revela uma rota de fuga chamada, a ferrovia subterrânea, ambos decidem escapar de seus algozes. Mas nada sai como planejado. Cora e Caesar sabem que estão sendo caçados: a qualquer momento podem ser levados de volta a uma existência terrível sem liberdade.

 

The Underground Railroad ganhou o prêmio Pullitzer do ano passado, então óbvio que criei uma expectativa monstro. Não tinha lido nenhuma resenha a respeito do livro pois queria ter apenas a minha própria leitura como base.

Demorei alguns capítulos até conseguir entender realmente o que estava acontecendo. Achei o começo extremamente confuso. O autor nos apresenta 3 personagens: Ajarry, Mabel e Cora. E até eu entender quem era quem e suas relações com os outros personagens (inclusive entre elas mesmas) levou um bom tempo.
Não consegui me apegar aos personagens e fiquei extremamente incomodada quando o autor “esqueceu” a existência de Caesar, vindo a justificar o que aconteceu com ele bem depois e de uma maneira bem superficial. Pra mim foi praticamente isso: “Ei fulana o que houve com o fulano?” “Ah ele morreu”. Senti falta de mais detalhes, realmente parecia que o autor pouco se importava com a existência de Caesar.
Então temos Ridgeway, que é um verdadeiro pé no saco com a protagonista. Um cara violento (até porque naquela época os negros eram tratados com bastante violência) e insuportável.
Embora o foco da história seja Cora existem alguns capítulos focados no próprio Ridgeway, também em Mabel (mãe de Cora), Ethel (uma simpatizante da causa abolicionista) e Caesar (o injustiçado abandonado pelo autor).
Em um certo momento da história Caesar e Cora conseguem fugir da fazenda de onde são escravos e então tem-se alguns capítulos focados na liberdade deles. Ambos morando em outra cidade e até trabalhando. Enquanto isso Ridgeway focado em encontrar Cora custe o que custar (por puro rancor pois não conseguiu capturar a mãe de Cora quando a mesma fugiu). Quando comecei a me acostumar com a rotina dos personagens na vida nova fui surpreendida com uma nova necessidade de fuga, e nesse momento Caesar fica “sumido” e temos notícias apenas de Cora.
No geral posso dizer que gostei da história. Embora esperasse que fosse virar meu favorito que nem O Sol é Para Todos, por exemplo. Tive pequenas decepções mas caso Colson Whitehead venha a lançar algum livro novo com certeza irei ler. Não vou comentar sobre a edição, tradição e diagramação pois realmente não entendo dessa parte editorial e aqui quero apenas trazer uma opinião de leitora para vocês.
Algumas pessoas poderão se frustrar com o livro pois o final não tem exatamente um final. E parando pra pensar The Underground Railroad não é um livro sobre um escravo mas sobre liberdade. Tanto é que a própria mãe de Cora ao fugir pretendia retornar para a fazenda apenas para dizer a sua filha que havia experimentado um pouco da liberdade e o quanto aquilo era bom. Um livro cru, com a realidade do preconceito exposto.

 

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Por hoje é só!
Um beijo no queixo
Annie Bitencourt