30 de novembro de 2020

Cinema de Quarentena #1

Por Annie Bitencourt
A Pele Que Habito
Ano: 2011
Direção: Pedro Almodóvar 
Elenco: Antonio Banderas, Elena Anaya, Marisa Paredes, Jan Cornet, Roberto Álamo

Avaliação: 2 de 5.

Decidi assistir (em uma terceira tentativa) o filme A Pele que Habito, de Pedro Almodóvar. Muita gente havia feito mil e uma propagandas a respeito desse filme e da sua característica ‘kinder ovo’, pois bem, a cada tentativa feita para assisti-lo a expectativa caía mais e mais.

Hoje, na terceira vez, confesso que fui já acreditando que não passaria dos primeiros 20 minutos novamente. Fui forte, virando o rosto para longe da tela em cenas nojentas e quando vi estava de certa forma curiosa a respeito do que aconteceria em seguida.

Me prendeu bastante a atenção e me surpreendeu de um jeito que ainda estou processando tudo o que assisti. Depois do término fiquei com uma dúvida a respeito do que realmente tinha sentido com esse filme. Se seria nojo, raiva, surpresa ou qualquer outra emoção possível. E confesso que eu senti um certo medo. Não um medo “serial killer correndo atrás de mim” mas o tipo que deixa a gente com desconforto com a mente humana. E até hoje poucos filmes me deixaram com essa sensação e quando isso acontece eu acabo não voltando para uma segunda opinião, talvez mais madura.

Pessoalmente eu senti uma energia de certa forma misógina e *CUIDADO SPOILER* transfóbica , então é bem complicado dizer se de fato eu gostei do filme. Porque ele causou um efeito em mim, e com certeza a intenção de um filme é fazer o espectador sentir algo e também me fez refletir o que pode ser considerado uma boa ideia e o que pode ser considerado um desserviço dentro da arte no geral.