Culto Ao Rei (01/02/2016)

O ar gelado lhe toca a face
Suaves dedos de um anjo morto
Doce assopro, o aroma verde
Um olhar fixo em cima do corpo

Mas olhe para o céu, veja-o brilhar
Uma estrela negra agora será
O homem que vendeu o mundo
Sem capa e ainda um heroi
Um rebelde no espaço sua vida constroi

Mortais choram sangue no dia próximo
Tempestades de espinho os cegam agora
Costas eretas e braços erguidos ao máximo
Em uma cena semelhante ao culto de Pandora

Veja-os agora libertos do sofrimento sem fim
Usando a dor como inspiração para belas historias
Uma ressurreição do rei eles pedem em coro
Gritam o nome de Lázaro com euforia
Não conseguem acreditar que o rei agora está morto.