2019 Leituras

E Não Sobrou Nenhum – Agatha Christie / LIVROS

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Rainha Agatha ataca novamente!

Terminei a leitura exatamente no dia de hoje (29/07) depois de 4 dias desesperados para saber quem estava cometendo os assassinatos na Ilha do Soldado. Talvez esse post cause um pouco de polêmica, então desde já digo que as opiniões aqui citadas são totalmente pessoais e não será eu quem vai tirar a coroa de Agatha Christie.

Serenidade no olhar de quem sabe que vai deixar gerações completamente ansiosas na leitura de seus livros.

Eu leio Agatha desde meus 13/14 anos mais ou menos. Comecei inocentemente com “O Assassinato no Expresso do Oriente” numa edição simples que adquiri, se não me engano, no catálogo da Avon. Lembro na época da leitura de ter pego uma folha de caderno e anotado todas as possíveis dicas que fossem jogadas nas páginas e poder chegar triunfal no final sabendo quem era o assassino. Mas esse livro em questão me fez de trouxa e decidi a partir de então que iria ler todos os livros publicados por Agatha no Brasil (um dia concluo isso).

E apesar da tamanha popularidade de Sherlock Holmes, eu nunca consegui enxergar o “bam” que Sir Arthur Conan Doyle tem ainda hoje. Pessoalmente acho Agatha mais cativante (eu disse que teria polêmica).

Sinopse: Uma ilha misteriosa, um poema infantil, dez soldadinhos de porcelana e muito suspense são os ingredientes com que Agatha Christie constrói seu romance mais importante. Na ilha do Soldado, antiga propriedade de um milionário norte-americano, dez pessoas sem nenhuma ligação aparente são confrontadas por uma voz misteriosa com fatos marcantes de seus passados.

Antes de começar a leitura essa sinopse me parecia um pouco bizarra. Pensava: “Como assim um poema infantil? Soldadinhos de porcelana?”
O máximo que sabia sobre a história do livro era que ia ocorrer assassinatos (dã) e no final seria então revelado quem estaria matando.

Confesso que minha ansiedade foi para o céu conforme a leitura acontecia. Tanto é que li 400 páginas em 4 dias (o meu normal é 2 semanas no mínimo). Os capítulos curtinhos deixam a leitura ainda melhor. Você termina um e pensa “Dá para ler o próximo” e assim vai até estar completamente vidrada nessa história.

Queria poder comentar detalhadamente o que achei do livro mas poderia estragar a experiência de vocês. No geral confesso que o final me deixou um pouquinho frustrada. Consegui deduzir (até bem facilmente) uma parte da revelação total e isso estragou um pouco o fator surpresa e o impacto da história foi bem fraco.

Mas minha experiência não resume o geral. Estou bastante acostumada com histórias de suspense então é preciso realmente algo muito mirabolante para me deixar boquiaberta (algo que A Mulher na Janela fez, mas de maneira errada).

A edição que li foi a da editora Globo Livros (cuja a capa é a foto do início do post) mas no Kindle. Não reparei nenhum erro de digitação ou algo que incomodasse a leitura. Pelo contrário, o livro tem várias notinhas de rodapé explicando certas expressões usadas na história, e eu amo ler notinhas de rodapé.

Adaptações

A existência da minissérie “And Then There Were None” foi o que me incentivou para a leitura, uma adaptação feita pela BBC (a rainha das adaptações britânicas) composta por 3 episódios. Vale a pena conferir!

Outra série, que com certeza se inspirou um pouco nesse livro, que indico é “Harper’s Island”, feita pela CBS em 2009. E quem gosta de slashers também vai adorar assistir.

Por hoje é só!
Um beijo no queijo
Annie Bitencourt

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