Os EUA e Sua Insistência Em Fazer o Mundo Ser “Eles”

Estava lendo uma matéria no buzzfeed agora criticando a escolha de Scarlet Johansson (uma atriz branca) para interpretar uma personagem originalmente asiática. O que me fez lembrar da discussão sobre a Zoe Saldana interpretando Nina Simone.
Nesse filme aqui inclusive:

Eu já acho extremamente ridículo os EUA fazerem remakes dos seus próprios filmes. Sabem né: Poltergeist, Sexta Feira 13, A Hora do Pesadelo, Halloween (citei os de terror porque é o gênero que mais assisto), Jurassic Park e recentemente Ghostbusters.
Entendo, de uma certa forma, o ponto de vista deles. Que pegam esses filmes antigos com efeitos especiais ultrapassados e dão uma repaginada para atrair o público jovem de agora. Que provavelmente não viram as versões originais justamente por preconceito com os efeitos. Apenas citando o exemplo.

Como eu disse, eu até entendo a respeito de remakes dos filmes deles dos anos 70/80. Agora vamos pensar sobre os remakes dos filmes estrangeiros que eles insistem em fazer.

Vou com death note, que não é um filme mas sim um mangá, que depois virou um anime. Tem origem asiática, para ser mais precisa, japonesa. O Japão já fez sua versão live-action de death note. Que eu, fã do anime e do mangá, odiei. E agora para piorar os EUA pensam em fazer a versão deles do anime, só que live-action e provavelmente com um ator não asiático no papel principal, ou melhor, nos papéis principais. Nesse caso eu realmente não vejo necessidade. Nem da existência do remake. Mas se caso realmente venha a ter muita gente vai reclamar na escolha do elenco e provavelmente vão ter muita razão.

Eles não respeitam a parte cultural da coisa. Existem costumes, citando o Japão, comida e vestuário diferentes. Quem é japonês, ou descendente, que conhece a história do país, conhece a origem dos animes com certeza vai se incomodar.

Se nós, brasileiros, nos incomodamos com atores colombianos interpretando gente brasileira em filmes norte americanos imaginem os japoneses, os franceses, árabes e etc.

E não é por falta de ator. Aqui mesmo no Brasil temos excelentes atores brasileiros que poderiam nos representar bem lá fora. Só citando rápido: Wagner Moura, Lázaro Ramos, Gisele Itiê e vários outros.
Com certeza nos EUA tem algum ator japonês que mora lá (se o problema é pagar passagem até o Japão e vice versa) ou francês ou árabe. Ou alemão.

Falando em alemão, acho que o Tarantino é um dos poucos diretores que faz questão de colocar alguém que fale o idioma ou que tenha origem do país que ele quer retratar. Como eu disse, acho, pois não conheço outros diretores que façam o mesmo e o Tarantino é o mais próximo que consegui pensar para citar como exemplo. Mas posso estar falando muita bobagem. Nesse caso me corrijam se eu estiver equivocada.

No mais é esperar e ver o que mais os americans vão aprontar.

Ps.: O ‘americans’ tá de propósito ok.

Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

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