Evitando Conflito

Muito é comentado atualmente nas redes sociais a importância de se posicionar perante a atual política brasileira. Tudo precisa ser definido. Preto no Branco. SIM E NÃO. Esquerda e Direita.

No começo você até entra nessa onda de definição. Posta lá na sua rede social favorita “Eu sou x” ou “Eu sou Y”. Ganha likes pelo seu posicionamento. Ganha hate pelo seu posicionamento. Ganha amigos que nunca viu na vida, perde amigos de vinte anos de conhecimento.

No começo você se interessa. Pesquisa e ensaia os melhores argumentos para debater o antagonismo da sua ideia. A cada like e comentários positivos você se convence de que precisa fazer mais.

Aquilo vai alimentando um ego. Quanto mais te aplaudem melhor você se sente, quanto mais ovos podres te jogam mais disposto a debater você se torna.

E a que custo?

Não sou hipócrita a ponto de fazer esse texto nas sombras da minha própria culpa. Eu alimentei bem meu ego. Alimentei muito que não pude mais carregar o seu peso e passei a afundar a cada passo dado.
Ao invés de me sentir evoluída passei a me sentir presa no mesmo ciclo. Comentava, ganhava aplauso, ganhava ofensa, isso me dava energia para comentar novamente e tudo se repetia.

Minha própria mente começou a cansar. É óbvio que eu não vou mudar o pensamento de ninguém. Não importa se é A, B ou C ou A, B e C.
Eu apenas parei de falar a respeito.

Mentalmente eu debato cada argumento lido. Mas atualmente prefiro ficar na surdina. Passar invisível no meio dessa tempestade de pedra. Virão com mil pedras na mão exigindo algum posicionamento, mas clamar em voz alta favoritismo para uma ou outra ideia não me deixa em posição de paz.

Minha paz é ter consciência do que sou. E para evitar conflito eu permaneço no pleno silêncio externo.

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