2019 Annie Filmes

Glass / FILMES

“First name: Mister. Last name: GLASS”

Dois anos atrás eu iniciei o “Vai uma Pipoquinha Aí?” após ver um filme que me deixou maravilhada. Esse filme era Fragmentado (Split) e conta com uma atuação surreal de James McAvoy. Hoje eu falarei de Glass, o último filme da trilogia de herois do M. Shyamalan.

No começo eu não havia assistido a Unbreakable (Corpo Fechado, 2000) então não havia pegado a referência do David Dunn no final do filme de Fragmentado. E para poder assistir a Glass precisei fazer um trabalhinho extra de assistir Corpo Fechado e pegar todas as possíveis referências.

Não falei aqui no blog sobre Corpo Fechado pois acreditava que era um filme que já estava “fora de época”. Fico devendo essa.

Antes de mais nada a sinopse de Glass:

” Kevin Crumb, um homem com 24 personalidades diferentes, passa a ser perseguido por David Dunn. O jogo de gato e rato entre o homem inquebrável e a Fera é influenciado pela presença de Elijah Price, que manipula seus encontros e guarda segredos sobre os dois. “

ATENÇÃO: SPOILERS

Eu fiquei super animada para esse filme assim que saiu os trailers. Um filme de super heroi que não parece em nada com filmes de super herois. E talvez tenha me empolgado justamente por isso. Cresci assistindo os filmes e desenhos da Marvel e depois do hype gigantesco de Avengers e tal eu acabei perdendo um pouco o interesse por esses tipos de filmes. Acho que gostava mais quando não era uma febre enorme no mundo (até minha mãe – que normalmente critica meus gostos cinéfilos – foi ver Avengers no cinema para vocês terem uma noção). Glass bateu de frente com isso. Me manteve atenta o filme inteiro esperando qual seria a próxima coisa incrível que Shyamalan teria inventado. Um filme sobre heroismo um pouco mais realista eu diria.

Três homens, um com ossos frágeis e uma mente brilhante, outro com um corpo resistente e fraqueza para água e o último com 24 personalidades diferentes sendo uma criatura meio animal meio humana uma delas. E parte deles se tornarem herois/vilões vem da frustração e raiva do Mister Glass (Elijah) de ser fisicamente fraco e não poder usar sua inteligência de forma mais prática, precisando então de uma segunda pessoa para executar aquilo que ele planejou. Elijah manipula Dunn em Corpo Fechado ao convencê-lo de que o mesmo seria um super heroi por ter sido o único sobrevivente de um acidente de trem. E em Glass (que é basicamente o filme focado no Mister Glass em si, visto que Unbreakable revela a origem de David Dunn e Split a de Kevin) vemos novamente Elijah manipulando pessoas ao seu redor para poder executar seus planos. E nesse caso ele manipula Kevin usando de suas múltiplas personalidades para cada etapa do seu plano, além de uma psiquiatra e acho que até o espectador mais amador.

Claro que no geral se pensar de uma maneira mais racional você acha errinhos aqui e ali no roteiro e etc. Mas isso acontece em qualquer filme e é injusto tirar o mérito da trilogia de Shyamalan por causa disso. É um filme que empolga (Split também) bastante e te deixa satisfeito no final. Uma ótima finalização que ainda faz pensar no conceito de herois e vilões dentro da sociedade.

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