2019 Annie Leituras

Melancia / LEITURAS

É ofensivo, mas nem tanto

Alguns anos atrás, eu diria lá por 2015 mais ou menos, eu havia tentado ler Melancia. Se não me engano foi uma recomendação de uma amiga que disse na época que esse livro era super gostosinho de ler e ótimo para se recuperar de ressacas literárias. Na época eu não havia conseguido passar da página 50 (sendo bem honesta acho que nem da página 30), e simplesmente esqueci que o livro existia.

Dessa vez por conta do estresse horroroso da faculdade (coisa séria, tive vários problemas de saúde relacionado a isso) eu não estava conseguindo tocar em um livro (além dos obrigatórios do curso) desde julho/setembro. Então sai pela internet procurando dicas de livros leves e leitura rápida (até página 100 no máximo) e apareceu Melancia como sugestão. A sinopse parecia interessante e seria um livro totalmente fora da minha zona de conforto. Normalmente me interesso por leituras mais dramáticas e góticas.

Sinopse: Com 29 anos, uma filha recém-nascida e um marido que acabou de confessar um caso de mais de seis meses com a vizinha também casada, Claire se resume a um coração partido, um corpo inteiramente redondo, aparentando uma melancia, e os efeitos colaterais de gravidez, como, digamos, um canal de nascimento dez vezes maior que seu tamanho normal! Nada tendo em vista que a anime, Claire volta a morar com sua excêntrica família: duas irmãs, uma delas obcecada pelo oculto, e a outra, uma demolidora de corações; a mãe viciada em telenovelas e com fobia de cozinha; e o pai, à beira de um ataque de nervos. Após passar alguns dias em depressão, bebendo e chorando, Claire decide avaliar os prós e os contras de um casamento de três anos. É justamente nessa hora que James, seu ex-marido, reaparece. Claire irá recebê-lo, mas lhe reservará uma bela surpresa.

Depois da leitura do livro descobri que o mesmo fazia parte de uma “pequena” coleção narrativa chamada: As Irmãs Walsh. Onde cada livro conta um pouco sobre as irmãs Walsh (dã!).

Melancia é sobre Claire, uma personagem que custa a causa simpatia principalmente por conta do seu machismo escancarado, falta de auto estima e gordofobia. Como diz a sinopse ela leva um pé na bunda do marido no dia que está dando a luz a filha deles e toda a história é basicamente o crescimento dela com essa experiência em especial.

Muita gente pode se identificar com a personagem e se divertir muito com os delírios dela (no meu caso só me irritava cada vez que ela ficava obcecada sobre um único assunto). Mas é consenso geral, imagino eu, que James é a criatura mais desprezível possível.

No geral a leitura é bastante tranquila, incomoda um pouco por causa do pensamento antiquado e preconceituoso da protagonista (mas acredito que isso seja culpa do ano que o mesmo fora escrito, penso que hoje em dia a autora faria um pouco diferente – eu espero pelo menos) mas se deixar a mente aberta (escancarada) e relevar esses defeitinhos a leitura se torna interessante (EU JURO!).

Não é, óbvio, o melhor livro que já li na vida e também não é o pior (esse posto ainda é ocupado por Onde Cantam os Pássaros) e cumpriu com o propósito de relaxar minha mente de todo aquele estresse que eu estava sentindo. Levei apenas 8 dias pra ler o livro inteiro, que tem próximo de 500 páginas, o que pra mim é tempo recorde.

Não me imagino lendo os outros livros da autora pois esse gênero é um pouco complicado pra mim, mas pra quem gosta de leitura leve e não liga para guilty pleasures vai se divertir.

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