Annie

Feminista, curiosa, leitora ávida e apaixonada por História, Física, Filmes e Séries

Mil Espinhos na Face

A criança valente. Contente segura a dor.
Mil espinhos na face. No corpo. Na mente.
Seu sangue correndo. Vermelho vivo. Ácida cor.
O carrasco em pé. A flor em suas mãos. Rosa.

Machuca o quanto pode o que não se vê
O que vê chora o que não pode até morrer
Isso! Não importa qual olho seja. A agulha está lá.
Vozes e gritos ecoam aqui. Veja a criança sangrando.

Ouça seus gritos de rancor. A desesperança
A pele queimada e cortada refresca sua alma
Os vícios, os modos repetidos lhe matam por dentro
Impuros eles são mas sem nada com a razão

Maduros estão ou não ou são talvez em vão
Também erram. Pois não. Perfeitos estão ou pensam que são
Esquerda, direita. Não chore, não grite
Abaixe a cabeça. Mil espinhos na face. Na mente.

Não olhe para trás. Não segure a mão. Aguente
Não tente. Apenas sente. Segue em frente.
A criança valente. Contente. Morreu com a dor
Cantou para os pássaros mas não sentiu o amor.

(16/12/2016)

Annie Bitencourt

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