O Demonologista – Resenha (Risco de SPOILERS)

O Demonologista – Resenha (Risco de SPOILERS)

10 de Fevereiro de 2016 2016 Resenhas 0

Quando vi que a DarkSide estava fazendo propagandas desse livro eu fui toda empolgada ver qual era a dele. Como o próprio nome sugere é um livro sobre coisas demoníacas, tipo exorcismo e temas parecidos.
Geralmente antes de ler um livro procuro ler alguma resenha sem spoilers pra ter uma ideia do que as pessoas acharam do tal livro. Nesse caso não fiz isso. Primeiro porque queria me impressionar com a historia sem ter influência de alguém. Apenas eu com meu pensamento e meu gosto pessoal

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Tinha ficado um pouco traumatizada após ler A Menina Submersa e fiquei temerosa quanto a Demonologista. Minha empolgação começou quando vi que os capítulos eram curtinhos (adoro capítulos curtinhos) e que a escrita era de fácil compreensão (porque A Menina Submersa fez meu cérebro explodir algumas vezes).
Logo na capa temos um “blurb”, um comentário da autora Gillian Flynn (de Garota Exemplar que prometi inclusive dar outra chance pro livro). E pensei “vish”. Vou explicar. Por eu não ter gostado do livro da Gillian fiquei com um pé atrás por ela ter gostado de Demonologista e praticamente encheu o livro de elogios.
Mas é pura bobagem minha mesmo. “Precisa parar com esses julgamentos tolos Annie” Ok cérebro.

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Então eu comecei a ler. Já imaginando que seria o melhor livro de terror já escrito. Decepcionei no primeiro capítulo. O personagem principal, David, é um pé no saco. Mas não igual a IMP de Menina Submersa, mas sim o tipo que você daria uns tapas na cara por causa do excesso de ignorância/arrogância dele.
Ele começa na historia fazendo mil reclamações da ex que o traiu e bla bla bla. E de repente uma mulher aparece no trabalho dele e diz que ele tem que ir a Veneza e ele vai. Isso tudo em poucos capítulos, tipo no 2º ou 3º. O que me incomodou.
Nos livros de Dan Brown é parecido. Temos o Langdon dando aula e no dia seguinte viajando pra Roma pra caçar pistas em quadros ou poesias épicas. David também é uma espécie de Langdon, mas sem a doçura e o carisma. Mas sim com muita amargura e rancor.
Então a filha dele desaparece, e ele acha que ela foi levada pelo diabo e passa o livro inteiro lutando e correndo de cidade em cidade atrás de possíveis pistas sobre o paradeiro da garota. O que também me incomodou foram justamente essas pistas. Pessoas possuídas apareciam do nada pra David e citavam versos de Paraíso Perdido. E é justamente esses trechos que o ajudavam. O que pra mim foi algo bem “porcamente pensado” da parte do autor do livro.
Dá pra dizer que tirando isso o livro até que é gostosinho de ler. Fiquei vários dias sem tocar nele porque o personagem principal me irritava e também porque estava com preguiça de ler. Mas depois de voltei a ler levei uns 2 dias.

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E então vem o final do livro, um final que deixa tudo pra você. Nada fica evidente ali, eu mesma tive 3 interpretações diferentes.

Concluindo: estética o livro é maravilhoso, DarkSide novamente não decepcionou <3, os diálogos de David com o demônio são interessantes, a personagem mais incrível do livro é a O’Brien (que teve um destino que me deixou quase em lágrimas), Tess (a filha de David) é outra personagem que com pouca idade pensava de uma maneira tão adulta que deveria ter aparecido bem mais. Minha maior crítica foram algumas pontinhas mal explicadas. No livro é mencionado uma tal Mulher Magra, e simplesmente não é explicado quem ela era, se era humana ou não. Bom, no geral é um bom livro.

DarkSide está de nota 10
Andrew Piper e sua história ganham um bonitinho 7.

Por hoje é só!

Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

 

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