O Diário de Anne Frank – Resenha

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Antes de tudo preciso dizer que li esse livro por puro acidente. Tinha começado a ler Onde Cantam os Pássaros (que ainda vou terminar, prometo!) mas a leitura não estava fluindo como eu desejava. E então descobri O Diário de Anne Frank no meio dos vários outros livros digitais que tenho e decidi ler.

Acabei dando uma pesquisadinha básica sobre a vida da Anne e quando comecei a ler o livro já sabia o final de tudo, o que deu uma tristeza muito maior quando eu li.

O livro começa a ser escrito no dia 12 de junho de 1942, que era o dia do aniversário de Anne e o diário foi um dos presentes que ela ganhou. Nessa época ela ainda não estava no esconderijo, então é um começo bem leve e gostoso de ler. Anne, apenas através do diário pois não a conheci pessoalmente, é engraçada, decidida, com opiniões próprias e no começo até um pouco inocente. No diário ela relata tudo o que acontece em sua vida. Nos apresenta sua família, os meninos que ela gostava, os que gostavam dela, as aventuras na escola e tem muita coisa histórica que não se aprende nos livros de história.
Não dá pra ter totalmente uma sensação do que ela e sua família passaram, mas os relatos no diários ajuda a ter uma leve noção.

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Nos momentos alegres do diário eu ria junto com ela, e nos piores momentos chorava junto também.
Antes deles irem para o esconderijo todos tinham vidas quase normais, digo quase pois já no início do diário Anne nos conta que os judeus não podiam usar os transportes públicos se não me engano só podiam andar de bicicleta, tinham hora pra ficar na rua e outras proibições. Quando Margot, irmã de Anne, recebe um aviso de convocação ordenando que ela fosse para um campo de trabalho a família então decide se esconder. No dia 06 de julho de 1942 eles então entram no Anexo Secreto. E depois disso a narrativa vai começando a ficar mais pesada. Primeiro vem a época de adaptação no lugar, depois as dificuldades de convivência, constantes brigas, a puberdade e os transtornos da puberdade, o medo de serem descobertos, pouca comida e entre outras coisas.
É uma leitura que nos faz refletir. E no final confesso que fiquei sonhando com um mundo alternativo onde nada daquilo acontecia com eles. O último registro do diário me fez chorar e me deu uma sensação de impotência terrível.
O último registro aconteceu no dia 01 de agosto de 1944 e eles foram descobertos pelos nazistas 3 dias depois. Até hoje ninguém descobriu quem denunciou eles. Mas após ter lido o diário percebi vários momentos em que eles foram descuidados. Fora o fato de volta e meia ter alguém tentando invadir o depósito para roubar.

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Anne deu o nome de Kitty para o diário, e embora ela tenha escrito ele na forma de desabafo justamente porque não tinha outras pessoas da sua idade para conversar senti como se ela estivesse desabafando comigo.
O sentimento que fica é o mesmo de quando a gente passa vários meses conversando com alguém pela internet sem conhecê-los pessoalmente.
Através do diário pude conhecer um pouco de Anne Frank, o que ela pensava e como ela pensava. Uma menina extremamente inteligente, autodidata e com uma fome de aprender incrível. Tudo que ela queria era aprender idiomas, ser jornalista e ser feliz.

Recomendo para todos!
A edição que eu tinha era um pouco pobre em detalhes, mas vi que tem uma edição de capa dura que tem vários detalhes além de diversas fotos.

Quem já leu o livro pode comentar o que achou dele e debater suas opiniões.

Por hoje é só!
Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

Ps.: fiquem a vontade para ler sobre a história dela caso o diário não tenha sido o suficiente

1 comentário sobre “O Diário de Anne Frank – Resenha”

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