2019 Annie Leituras

O Diário de Bridget Jones / LEITURAS

Um homem fofo e outro babaca

O que falar sobre esse gênero literário que mal conheço e já me incomoda horrores?

Esse ano, ou talvez dois anos atrás, assisti pela primeira vez na vida o filme O Diário de Bridget Jones. Deixei a mente aberta pois sabia que seria aquele tipo de filme totalmente descompromissado. E apesar de todos os defeitos que tem acabei me divertindo bastante tanto que recentemente assisti a O Bebê de Bridget Jones.

A expectativa estava altíssima em relação ao livro, afinal temos em mente que a adaptação, mesmo sendo boa, nunca chega aos pés da obra original. Mas pra mim aqui é o efeito contrário. Talvez seja o carisma dos atores que deixou o filme divertido ou as pequenas alterações no roteiro.

No livro Bridget é reclamona. Bastante chata eu diria e com uma auto estima no chão. Mesmo problema que tive com Melancia. Elas colocam uma roupa bonita ou maquiagem, não para se sentirem bem consigo mesmas mas para agradarem algum homem que está na história, ou vários homens como é o caso de Bridget.

Ela acaba dormindo com o chefe, que é um completo imbecil e mesmo após ser traída e jogada fora igual lixo por ele ainda assim ela fica com um pé esperando que ele a chame de meu amor e volte para seus braços. Outra coisa que me incomodou demais é o desespero para emagrecer, novamente para agradar homens. A neura da protagonista é tão grande que ela sabe quantas calorias tem uma banana!

E tudo na vida dela parece se resumir a duas coisas: ter vícios horríveis e correr atrás de homens. Isso não é nada emponderador e causa até uma frustração em quem tem a ciência da importância de boas personagens femininas em livros.

A história de Bridget Jones é fortemente inspirada em Orgulho e Preconceito, no livro tem algumas referências bacanas a outras obras da cultura pop, mas a semelhança é muito pouca e parece ser uma versão toda ao avesso em relação a obra de Jane Austen.

Em Orgulho e Preconceito, Elizabeth, mesmo no final ficando com Mr Darcy, se provava uma mulher independente, com rebeldia e que simplesmente não iria abaixar a cabeça de maneira submissa, tanto é que quando decidiu se casar foi com alguém que nutria profundos sentimentos. Bridget também termina com um Darcy no final, que é completamente insosso no livro. É mencionado no início, então some e depois aparece com a Bridget aceitando que ter um encontro com ele pode ser sim uma ideia legal. Mas a personagem carece e muito de amor próprio.

Mas como nem sempre na vida as pessoas se mantêm da mesma maneira, imagino que nos outros livros que vieram depois a autora tenha melhorado um pouco a imagem de Bridget. Pois potencial ela tem, só basta um empurrãozinho.

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