O Menino Que Desenhava Monstros – Resenha

O Menino Que Desenhava Monstros – Resenha

15 de novembro de 2016 2016 Resenhas 0

Em junho desse ano comecei a ler O Menino que Desenhava Monstros, Flocos veio e acabei não tendo nenhum tempo para ler e minhas leituras ficaram todas paradas. Felizmente no último mês, por causa do calor, a Flocos está menos ativa e nos momentos que ela ficava dormindo eu aproveitava para ler um pouco. E Quarta Feira passada eu terminei o livro.
“Ah Annie, por que não fez a resenha na semana passada então?”
Simples, hoje é feriado e nada melhor que ler uma resenha fresquinha nesse feriado não é mesmo?

Pois bem, vamos ao que interessa!

Mas antes devo dizer que as fotos que tirei do livro não ficaram muito produzidas pois eu sou péssima nessa parte de criar um cenário bonitinho para tirar fotos. O que importa é que vocês podem ter uma ideia do livro por dentro antes de irem comprar. Certo?

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Devo começar dizendo que a capa desse livro é maravilhosa. Tem alguns detalhes em auto relevo e algumas coisas escritas a mão. Ou pelo menos que parecem ter sido escritas a mão. Por dentro ele tem alguns desenhos, e tirando alguns erros de digitação graves o trabalho ao todo foi muito bom. Parabéns para Darkside novamente.
Sobre os erros de digitação teve alguns momentos que realmente dificultaram a compreensão da leitura. Erros do tipo “raposa” quando na verdade deveria ser “esposa”, erros de pronome em momentos onde deveria ser “ela” estava escrito “ele” o que novamente atrapalhava um pouco na leitura. Um dos erros eu comuniquei diretamente para a editora pois já não é a primeira vez que acontece isso. Se não me engano em Onde Cantam os Pássaros também tive problemas por causa desses erros de digitação.

A história gira em torno de Jack Peter, seus pais e seu único amigo. Também aparecem, embora com pouca frequência, os pais de Nick (o amigo de Jack).
Jack Peter é um garoto de 10 anos que tem a síndrome de Asperger e também sofre de agorafobia. Por causa disso ele passa o tempo inteiro dentro de casa e acaba adquirindo um hobby: desenhar.
Todo dia um desenho diferente sempre com seu amigo participando da brincadeira.
Um dia a mãe de Jack, Holly, ao tocar em seu filho enquanto tentava acordá-lo acaba levando um tapa e com isso começa a temer que a doença do seu filho esteja piorando.
Ela então tenta buscar ajuda do marido, cuja tranquilidade me incomodou diversas vezes na leitura, porém o mesmo acredita que o filho não está piorando e ela estava exagerando.
E Jack sempre desenhando. E desenhando obsessivamente.
Nick já começa a se incomodar com o excesso de Jack com os desenhos e toda vez que o visita acaba se sentindo entediado por ter que fazer a mesma coisa.
Então um monstro aparece. Uma criatura branca, grande que parece uma mistura de homem com algum animal selvagem. Tim (o pai de Jack) e Nick acabam vendo essa criatura. Holly começa a ouvir ruídos como se algo ou alguém estivesse tentando entrar na casa e Nick começa a ser assombrado por uns bebês nada amigáveis.

O desespero de Holly aumenta até que ela resolve pedir ajuda de um padre cuja assistente também tem autismo só que em um outro nível. E cada vez mais monstros, alucinações, barulhos e coisas bizarras vão acontecendo.
As histórias da assistente do padre me deram alguns calafrios. Numa das histórias ela fala dos yurei, os vulgos fantasmas japoneses. Eu realmente sugiro que deem uma pesquisada no google para uma explicação mais abrangente.

O final, literalmente a última página, tem uma reviravolta bem bacana. E embora a leitura no geral seja meio parada acaba compensando pelas últimas 50 páginas.
Não é uma história de terror. É um livro mais puxado para um drama talvez algum terror ou suspense.

CUIDADO O TEXTO ABAIXO TEM SPOILER LEIA POR SUA CONTA E RISCO.

Eu recomendo demais a leitura desse livro. Inclusive recomendo a leitura de todos os livros que já resenhei, até dos que “falei mal”. Afinal você só irá saber se vai gostar ou não se ler o livro. Não perca leituras apenas porque alguém disse ser ruim. 😉

Bom, por hoje é só
Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

 

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