O Sol É Para Todos – Resenha

O Sol É Para Todos – Resenha

16 de Fevereiro de 2016 2016 Resenhas 0

Esse é provavelmente um dos livros mais difíceis de eu resenhar. O motivo é simples: eu amo o livro.
Aqui no blog eu tento dizer o que achei de um livro sem pender tanto para um lado só. Aqueles livros que eu considero meus favoritos eu acho muito complicado falar sobre eles de maneira neutra sem ficar tietando.

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(Scout, Atticus e Jem – foto do filme de mesmo nome)

O Sol é Para Todos (no original To Kill a Mockingbird) foi escrito por Harper Lee (que descobri esses dias que é uma mulher) e lançado em 1960. Vencedor do Pullitzer e um livro que eu acho que todos deveriam ler antes de morrer.

Sinopse: conta a história de duas crianças no árido terreno sulista norte-americano da Grande Depressão no início dos anos 1930. Jem e Scout Finch testemunham a ignorância e o preconceito em sua cidade, Maycomb – símbolo dos conservadores estados do sul dos EUA, empobrecidos pela crise econômica, agravante do clima de tensão social.
A esperta e sensível Scout, narradora da trama, e Jem, seu irmão mais velho, são filhos do advogado Atticus Finch, encarregado de defender Tom Robinson, um homem negro acusado de estuprar uma jovem branca. Mas não é só nessa acusação e no julgamento de Robinson que os irmãos percebem o racismo do pequeno município do Alabama onde moram. Nos três anos em que se passa a narrativa, deparam-se com diversas situações em que negros e brancos se confrontam.

Os personagens do livro são cativantes. Scout é aquela criança que eu adoraria ter como irmã assim como o Jem. Por terem tido uma boa educação do pai deles (o maravilhoso Atticus) acabam estranhando demais alguns comentários racistas, ofensivos que ouvem dos vizinhos e moradores de Maycomb.
O que eu mais gostei do livro inteiro foi Atticus. Cada momento que ele aparecia falando era praticamente uma aula de boa educação e de como viver numa sociedade. Eu já tinha me apaixonado pelo personagem quando assisti o filme (que tem o mesmo nome do livro e se não me engano é de 1960 e pouco – tinha no netflix, não sei se ainda tem). Acabei criando realmente uma imagem de heroi para Atticus, o tipo de pessoa que eu gostaria que fosse real e que eu pudesse ter a chance de conversar.
O livro não só mostra esse racismo forte como também comenta o machismo. Em uma parte do livro é comentado que uma das personagens não poderia participar de um juri por ser mulher. Além também dos vários momentos que outras mulheres no livro criticavam Scout por não se vestir como ‘menina’ e não se comportar como uma ‘dama’.
Basicamente o livro fala do preconceito em geral. Um dos personagens também muito interessantes é Arthur Radley (chamado de Boo pelas crianças no livro) que aparece realmente nas últimas páginas e é responsável por um ato corajoso inclusive quebrando o preconceito que os moradores tinham a respeito dele.
O fato de eu ter assistido o filme primeiro não estragou nem um pouco a sensação incrível de ler o livro (tive que ler em formato digital porque não consegui achar a edição de forma física).

Gostaria de elogiar o trabalho da editora responsável pelo livro, que tirando 2 errinhos de digitação fez um trabalho excelente.

images.livrariasaraiva.com.br

Essa capa é linda demais

Fazia muito tempo que eu não me sentia tão completa e feliz por ter lido um livro. Última vez que tive isso foi lendo Moby Dick em 2013 e um pouco com Psicose também ano passado.

Para quem não conhecia ainda, essa é Harper Lee

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Quem já leu o livro recomendo assistir o filme também, uma ótima adaptação.

Ps.: Uma incrível coincidência, também tem um filme para Moby Dick (mais antigo que To Kill a Mockingbird) e Gregory Peck também atua nesse filme.

Eu poderia falar mais sobre o livro mas provavelmente estaria enchendo de spoilers e eu realmente quero que vocês parem para ler e admirar essa obra.

Indico para todo mundo.

Nota máxima.

Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

 

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