Origem – Dan Brown / Resenha (LIVROS)

Origem – Dan Brown / Resenha (LIVROS)

28 de agosto de 2018 2018 Livros Suspense 0

Título Original: Origin
Autor: Dan Brown
Ano: 2017
Gênero: Thriller
Editora: Arqueiro

Sinopse:

O anfitrião da noite é o futurólogo bilionário Edmond Kirsch, de 40 anos, que se tornou conhecido mundialmente por suas previsões audaciosas e invenções de alta tecnologia. Um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard, há 20 anos, agora ele está prestes a revelar uma incrível revolução no conhecimento… algo que vai responder a duas perguntas fundamentais da existência humana. Os convidados ficam hipnotizados pela apresentação, mas Langdon logo percebe que ela será muito mais controversa do que poderia imaginar. De repente, a noite meticulosamente orquestrada se transforma em um caos, e a preciosa descoberta de Kirsch corre o risco de ser perdida para sempre. Diante de uma ameaça iminente, Langdon tenta uma fuga desesperada de Bilbao ao lado de Ambra Vidal, a elegante diretora do museu que trabalhou na montagem do evento. Juntos seguem para Barcelona à procura de uma senha que ajudará a desvendar o segredo de Edmond Kirsch. Em meio a fatos históricos ocultos e extremismo religioso, Robert e Ambra precisam escapar de um inimigo atormentado cujo poder de saber tudo parece emanar do Palácio Real da Espanha. Alguém que não hesitará diante de nada para silenciar o futurólogo.

 

Eu costumo sentir bastante dificuldade de falar sobre livros/filmes que gosto. Pra mim acaba sendo muito mais complicado analisar a obra com imparcialidade. Acabo sem querer elogiando demasiadamente de maneira apaixonada e ignoro propositalmente possíveis erros que pode ter.

Com os livros do Dan Brown isso não é diferente. Li Código da Vinci com uns 12/13 anos e na época serviu como um escape do estresse que estava tendo na escola. Nessa época eu não tinha o hábito de ler livros ‘leves’ apenas para passar o tempo. Meu pai me estimulava a ler obras complexas da literatura brasileira e portuguesa então acabava faltando a oportunidade de ler livros do gênero (não é por acaso que fui ler Harry Potter com mais de 20 anos).

Código da Vinci acabou abrindo as portas para outros livros legais que li. Principalmente livros de gêneros mais específicos (tipo comédia e terror) que inclusive acabaram me influenciando na escrita também. Acabei ficando bastante viciada nesse tipo de leitura e simplesmente ‘devorei’ todos os livros lançados do Dan Brown (Ok, todos não, apenas aqueles que tinham o Robert Langdon).

Até o ano passado Inferno era um dos meus favoritos (se eu não me engano eu já falei dele aqui no blog). E embora eu goste bastante dos livros, sempre fujo das adaptações (Código da Vinci e Anjos e Demônios me irritaram bastante no cinema). E por causa disso até hoje não assisti o filme lançado para Inferno (mas pretendo assistir esse ano ainda).

Considerava Inferno melhor que os outros livros, hoje em dia eu nem sei dizer direito o motivo para isso. Então veio Origem, e decidi demorar para ler de propósito porque não queria apagar a imagem boa que tinha de Inferno.

Origem é de certa forma diferente dos trabalhos anteriores de Dan Brown mas ao mesmo tempo completamente igual. Devo ter mencionado em outros posts que Dan Brown mantém uma certa fórmula para os livros dele. Uma fórmula que sempre dá certo (sou um grande exemplo, continuo consumindo cada livro lançado) mas que também acaba se tornando bastante repetitiva.

Para leitores mais rígidos a escrita de Dan acaba incomodando justamente por ser ‘ a mesma’ nos outros livros. O que me lembra da banda AC/DC (que gostava bastante também) que faz ‘a mesma’ música por anos. E alguns acabam realmente julgando isso e vendo como algo totalmente negativo. Mas para ser totalmente honesta não vejo o porquê de mudar algo que esteja dando muito certo. Claro que a questão da criatividade é interessante e no meio de tantos livros ‘iguais’ uma história que fuja dessa padrão acaba chamando a atenção e caindo no gosto popular. Mas algo que segue um padrão também funciona. Um fã antigo não vai largar uma certa banda ou um autor apenas porque ele parece seguir uma certa maneira de escrita.

Origem tem sim a mesma fórmula de Código da Vinci, de Anjos e Demônios, Símbolo Perdido e Inferno. Robert Langdon sempre vai ser o professor que usa tweed, um relógio do Mickey, um pouco ingênuo e bastante inteligente quando o assunto é História e simbologia. Langdon sempre vai passar o livro inteiro pegando pistas aqui e ali e no final para um grande problema. Essa é a fórmula que dá certo. Mas o que mais gosto no Dan Brown é a riqueza histórica que ele traz nos livros. É como se você realmente viajasse para aqueles lugares que a história se passa. Em Origem eu me senti na Espanha e aprendi sobre arte de uma maneira que não iria buscar por conta própria. O fato de Dan Brown ser historiador e da esposa dele também ser historiadora dá um enriquecimento enorme nas obras. Não é apenas algo tirado do wikipedia mas conhecimento real. E pra mim isso já vale muito a leitura.

A temática abordada em Origem é muito interessante para os dias atuais: tecnologia e inteligência artificial. Penso inclusive que se Hawking estivesse vivo provavelmente iria ter arrepios com Origem (eu sei que é muito dificil que ele fosse ler Dan Brown mas me refiro ao fato dele ter declarado o medo das máquinas). Achei, no geral, a história mais fluida nesse livro e foi uma leitura tão tranquila que acabei ficando triste por ter terminado. Agora é esperar a próxima aventura de Langdon (inclusive eu jurava que Inferno era o último) e a adaptação de Origem com Tom Hanks e alguma atriz aleatória que nunca ouvi falar na vida.

Por hoje é só!
Um beijo no queixo
Annie Bitencourt