Resenha – Caixa de Pássaros de Josh Malerman

Então pela primeira vez na vida me rendo ao livro do momento. A praticamente um lançamento. Em um gênero que embora eu ame tanto no cinema e até reproduza na escrita nunca tinha me dedicado fielmente na leitura: Terror. Me rendi ao livro Caixa de Pássaros do Josh Malerman.
O autor do livro é cantor e compositor da banda de rock High Strung. Filho do meio, Malerman gosta de escrever ao som de trilhas sonoras de filmes de terror, como Grito de Horror e Creepshow – Arrepio do Medo. Ele mora em Ferndale, Michigan, com a noiva. E Caixa de Pássaros é seu romance de estreia.
Informação básica né gente?

Vamos a resenha? Vamos!!! Ah, mas antes um aviso. Se você NÃO leu Caixa de Pássaros pare o post por aqui pois o texto poderá ter SPOILERS.

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“HÁ ALGUMA COISA LÁ FORA”

Pessoas começam a se matar e matar os outros. Aparentemente algo do lado de fora, algo que é visto, causa essa loucura, porém ninguém sabe o que é.
O livro na maior parte do tempo chama essa ‘causa’ de Criatura. E são várias. Você não pode abrir os olhos pois se fizer isso enlouquece.
Imagina dirigir um carro com os olhos vendados em um mundo praticamente caótico? Com corpos nas ruas, animais enlouquecidos e você tendo que confiar apenas nos seus instintos.
Malorie passa por tudo isso. O livro se passa em dois períodos de tempo: Melorie há 5 anos atrás, e a Melorie agora.
Nossa personagem principal é praticamente uma pessoa de poderes afinal consegue criar 2 crianças e as treina desde pequenas para enfrentar o mundo maluco lá fora. Passamos o livro inteiro vendo-a chamar seus filhos de Garoto e Menina, e isso é totalmente justo, afinal precisamos ler a história inteira para compreender a origem dos nomes das crianças. Que eu achei bem fofo aliás.

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(imagina ficar assim o tempo todo que andar na rua? Eita nós!)

Essa coisa que você saber que tem algo lá fora que pode te enlouquecer mas não poder enxergar é o charme do livro. Várias vezes me peguei checando as janelas do quarto e ouvindo barulhos estranhos enquanto lia o livro. Acho fundamental falar que existem 3 cenas, digamos assim, no livro inteiro que mais me provocaram agonia. E fiquei imaginando-as em uma adaptação cinematográfica. Que eu realmente espero que tenha.

Estou falando de um mundo onde já não existe mais acesso a internet, a comida está acabando e estragando nas prateleiras do mercado, você não pode confiar nem mesmo no vento que sofra lá fora. Isso é agoniante e genial da parte do Josh Malerman.

A única parte que alguns podem não gostar do livro é o fato que em nenhum momento é revelado o motivo das pessoas enlouquecerem e nem exatamente o que é causa essa loucura. Então ficamos nessa de Criatura apenas. E o final para alguns pode ser decepcionante. Não é uma coisa definitiva. Não é um final fechadinho e bonitinho com tudo explicado para o leitor. Você termina o livro é que elaborar teorias para tudo o que aconteceu ali. Quem já leu minhas histórias sabe bem que eu também tenho uma mania de deixar os finais em aberto para a cabecinha do leitor imaginar mil e uma coisas.

Já na capa do livro fui surpreendida por um comentário bem no topo: “Um livro que deve ser lido de uma só vez. Ninguém havia escrito uma história de terror como essa antes” (Hugh Howey – Autor de SILO)
Olha só que coincidência não é mesmo? haha

A capa do livro é tão enigmática quanto maior parte do livro. A origem do nome Caixa de Pássaros é bem simples sem nada mirabolante. Apenas um sistema de alarme. E aquelas letras em azul “NÃO ABRA OS OLHOS” foi uma tacada de mestre. O que eu mais gostei dessa edição da Intrínseca foi o fato de manterem praticamente a capa original. Diferente de vários livros onde a capa original é de um jeito é a versão brasileira é uma capa bem diferente. Ponto pra Intrínseca!
E mais um ponto para a Intrínseca porque o livro não tem aqueles erros grotescos de edição que tinham em SILO.

Olhem a capinha gringa

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E a brasileira

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Muita gente espera continuação do livro. Mas pelo que vi Josh já disse que não terá continuação. E cá entre nós prefiro assim. As vezes certas perguntas serem respondidas estraga toda a magia.

O livro não é um terrorzão, se fosse um filme teria classificação 14 anos creio eu. Mas ele funciona demais como um suspense com toques de terror. E o mais interessantes são as músicas que o autor cita no texto. Que eu recomendo vocês a ouvirem enquanto estão lendo. Te faz se sentir na história. Sério!

Um bom livro, uma história muito boa, bem executada. Pra mim é nota 10. Recomendo para todos!

E se você já leu o livro me diz aí nos comentários o que achou dele. 😉

Por hoje é só!
Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

3 comentários sobre “Resenha – Caixa de Pássaros de Josh Malerman”

  1. Terminei o livro a uma hora atras e penso igual vc, só gostaria de saber oq acontece com Gary, como a Malorie sabia q havia uma neblina la fora se ela nao abria os olhos….???

    1. As gotas de orvalho, no início do livro ela cita a mão dela molhada, após ter ido para fora, quando há muita neblina fica bem úmido, e também da intensidade iluminação, apesar de leve, que vem de fora

  2. Pingback: Vai Uma Pipoquinha Aí? (002) | Blog da Annie Bitencourt

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