Redoma de Vidro – Resenha

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Durante um bom tempo vi muita gente comentando a respeito de A Redoma de Vidro da Sylvia Plath. A última pessoa que vi comentar foi a booktuber Tatiana Feltrin. Pois bem, depois de uma longa discussão comigo mesma decidi assinar o Kindle Unlimited e aproveitei para ler o livro.

(Primeira vez que tinha escutado o nome Sylvia Plath foi em 10 Coisas que Odeio em Você se não me engano)

O livro basicamente consumiu todas as minhas energias, mesmo sendo alertada para ler o livro somente quando estivesse em um momento bom da vida eu decidi arriscar (não que estivesse em um momento ruim naquela época mas definitivamente não era o melhor momento da vida). Quanto a parte, digamos, técnica do livro eu não vi nada que me incomodasse, no quesito de edição mesmo (embora tenha visto muita gente reclamando de muitos erros de digitação, eu não percebi nenhum). Se não me engano levei uma semana para ler o livro e usei ele como um escape dos livros da faculdade (é muito estranho falar isso, sério).

A história gira em torno de Esther (que eu só fui descobrir o nome alguns capítulos depois) uma moça mega inteligente que conseguiu uma bolsa numa faculdade super bacana, faz estágio numa revista de moda (não tenho certeza, essa resenha tá saindo bem depois de quando eu li, não me julguem :p) e vive cercada por um universo cool na cidade de Nova Iorque. Mas aparentemente ela não consegue se identificar com aquilo ali e acaba meio que surtando e vai parar numa clínica psiquiátrica.
O livro foi escrito numa época que o tratamento para doenças psicológicas era extremamente medieval. Sabe aquela coisa de lobotomia, tratamento de choque e tal? Pois é, e o momento de “loucura” da Esther acaba abordando isso de uma maneira bem triste. Dizem que o livro é para ser meio que uma biografia da vida da Sylvia com alterações pequenas. E aparentemente a autora tinha um transtorno psicológico, para quem não sabe a Sylvia Plath (e pelo que pude perceber várias autoras seguiram um rumo parecido) se suicidou e de uma maneira muito assustadora (pelo menos a mim causou um certo medo, tenho uma grande sensibilidade para esses tipos de assunto).

Eu não vou falar aqui o final do livro, óbvio, mas quero dizer que ele é de certa forma bem interessante. Foi um final que eu não imaginava e fiquei feliz por ser surpreendida embora meio incomodada por não ter achado o final grandioso.
A escrita da Sylvia é muito bacana e uma verdadeira delícia de ler.

Bom, um livro que eu super recomendo para vocês e como me indicaram é bom ler em um momento muito bom da vida porque querendo ou não você acaba sendo sugado para aquele mundo pessimista da Esther e para algumas pessoas não vai fazer muito bem.

Por hoje é só
Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

Ps.: Eu não planejava essa resenha então acabou saindo meio que no improviso
Ps2.: Estou passando por uns problemas chatos de saúde e por isso o blog anda um pouco abandonado
Ps3.: Esse mês eu faço aniversário – não é algo importante para dizer mas quis falar assim mesmo.

Menina Má – Resenha

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Depois de muita demora finalmente terminei o livro Menina Má de William March.
A demora foi totalmente culpa minha e não porque o livro era chato.
O livro foi publicado originalmente no ano de 1954, causando muita polêmica pelo seu tema tratado: psicopatia infantil.

A editora Darkside mais uma vez fez um trabalho impecável (dessa vez sem nenhum erro de digitação – diferente de Onde Cantam os Pássaros). O livro é em capa dura e tem seu próprio marcador azul em cetim (aquelas linguinhas sabem).

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Acabei assistindo o filme (baseado no livro) primeiro e garanto que não estragou a leitura. Tem algumas diferenças básicas entre o livro e o filme (acho o livro infinitamente melhor por causa dos detalhes) e caso alguém tenha interesse vou deixar o trailer para vocês.

Agora sim, vamos falar do livro!

CUIDADO PODE CONTER SPOILERS!!!!!!

Como eu já disse antes a história tem como tema a psicopatia infantil e a sugestão do autor de que a maldade nasce com a gente.
Nos temos a pequena Rhoda, uma linda criança de 8 anos com carinha de anjo, uma educação incrível e muita maturidade. Todos os adultos a adoram. Mas a mãe de Rhoda sempre estranhara o fato da filha sempre ser isolada e nunca brincar com as outras crianças. Um dia em um piquenique na escola de Rhoda, um garotinho morre e é aí que a coisa começa a pegar de verdade.
Passamos o livro inteiro pensando se uma criança de 8 anos realmente é capaz de ser cruel. E eu pelo menos tentei até compreender a frieza de Rhoda conforme fui lendo.
Terminei o livro sentindo medo de criança. Afinal um adulto psicopata, pode demorar mas acabamos descobrindo. Mas uma criança não, ninguém imagina que uma criança possa matar.

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Teve algo que me incomodou um pouco no livro que é quando o autor sugere que a psicopatia é passada geneticamente e uma pessoa pode já nascer com índole cruel. Não sou experiente da área de psicologia então não posso ter uma certeza, porém atualmente dizem que além da possibilidade genética a psicopatia também pode existir por conta de traumas na infância, pelo ambiente que a pessoa cresceu, a forma pela qual foi educada. Enfim, diversos fatores. Mas entendo que em 1954 provavelmente nem sequer existia o termo “Psicopatia”. E até hoje, em 2016, ninguém dá uma resposta exata a respeito de psicopatia.

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O livro tem uma pegada de suspense semelhante a Psicose, tanto é que se tornou meu favorito. E espero que a Darkside invista mais em livros no estilo.
A leitura é fácil e os personagens são muito cativantes. Os capítulos são longos mas tão bem escritos que você não se dá conta que leu umas 20 páginas em um só capítulo.
O livro tem 272 páginas então é bem rápido de ler.

Dou nota máxima em tudo. E super indico ele pra todos vocês que gostam do gênero.

Trailer do filme:

Por hoje é só

Um beijo no queixo
Annie Bitencourt