Dica: The Handmaid’s Tale

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Fazia um bom tempo que queria assistir The Handmaid’s Tale. Lembro de ter visto o trailer e não ter gostado nem um pouco do que tinha sido mostrado. Decidi nessa última semana dar uma chance pra série. Vi que o piloto dela estava com uma nota altíssima no Banco de Séries e fui correndo baixar.

A série é diferente de tudo que eu já tinha visto antes. Ela aborda temas que são muito importantes para serem debatidos de uma forma muito inteligente. Vi que é baseado em um livro (que ainda não li, não sabia que existia) e anda recebendo bastante elogios.

Sinopse:
“Depois que um atentado terrorista ceifa a vida do Presidente dos Estados Unidos e de grande parte dos outros políticos eleitos, uma facção catolica toma o poder com o intuito declarado de restaurar a paz. O grupo transforma o país na República de Gilead, instaurando um regime totalitário baseado nas leis do antigo testamento, retirando os direitos das minorias e das mulheres em especial. Em meio a isso tudo, Offred é uma “handmaid”, ou seja, uma mulher cujo único fim é procriar para manter os níveis demográficos da população. Na sua terceira atribuição, ela é entregue ao Comandante, um oficial de alto escalão do regime, e a relação sai dos rumos planejados pelo sistema. ”

(fonte: The Handmaid’s Tale – Perfil Adoro Cinema )

Eu fiquei bastante chocada com esse mundo retratado na série. Um mundo que não chega a ser totalmente impossível de existir. Dá um choque ver essas mulheres sendo estupradas todos os meses apenas para gerarem um filho que sequer ficará com elas. Uma tristeza ver os generais (acho que é esse o nome na série) matando os ditos “traidores do gênero”, ou seja, gays, lésbicas e todos que fogem do “tradicional”: homem hétero & mulher hétero.
Fazem barbaridades com essas mulheres e se alguma tenta de alguma forma questionar isso acaba sendo mandada para as colõnias (se não me engano) onde acaba sendo morta. Homens que não concordam com isso também acabam sendo mortos.
Vi até agora apenas 6 episódios e já comecei a refletir a respeito de mim, como mulher, na sociedade em geral. É um mundo que causa medo.
Quando digo que não é algo tão impossível de se acontecer é justamente porque me lembro da Revolução Islâmica que aconteceu no Irã se não me engano.
Em uma situação política, de guerra, as mulheres e a galera lgbt são os primeiros a sofrer qualquer consequência. Na série não sei se existe o racismo também, mas já posso imaginar que sim baseado no resto de intolerância que reina em Gilead.

Eu recomendo demais a série principalmente para reflexão de nós mulheres. Do que é a nossa liberdade e da fragilidade da mesma. Pois em um piscar de olhos corremos o risco de perder o que é nosso por direito.

Livro:

Por hoje é só!
Um beijo no queixo
Annie Bitencourt