Sociedade dos Poetas Mortos (Vai Uma Pipoquinha Aí?)

Sociedade dos Poetas Mortos (Vai Uma Pipoquinha Aí?)

9 de setembro de 2017 2017 Vai Uma Pipoquinha Aí? 0

O filme da semana é Sociedade dos Poetas Mortos (Dead Poets Society)

 

“O Captain! My Captain!”

Ficha Técnica

Direção: Peter Weir
Roteiro: Tom Schulman
Elenco: Robin Williams, Robert Sean Leonard, Ethan Hawke, John Charles…
Ano de lançamento: 1989/1990 (no Brasil)

Sinopse: Em 1959, John Keating (Robin Williams) volta ao tradicionalíssimo internato Welton Academy, onde foi um aluno brilhante, para ser o novo professor de Inglês. No ambiente soturno da respeitada escola, Keating torna-se uma figura polêmica e mal vista, pois acende nos alunos a paixão pela poesia e pela arte e a rebeldia contra as convenções sociais. Os estudantes, empolgados, ressuscitam a Sociedade dos Poetas Mortos, fundada por Keating em seu tempo de colegial e dedicada ao culto da poesia, do mistério e da amizade. A tensão entre disciplina e liberdade vai aumentando, os pais dos alunos são contra os novos ideais que seus filhos descobriram, e o conflito leva à tragédia.

Falar desse filme é uma tarefa extremamente difícil pra mim. Fazia um bom tempo que eu queria trazer ele pro blog mas nunca tinha o momento certo. Ainda bem que existe o Pipoquinha. Pela primeira vez, desde que eu iniciei essa categoria nova do blog, o filme indicado não será de terror.
Eu tenho um amor profundo por esse filme. Descobri a existência dele em 2011/2012 graças a um professor de filosofia que decidiu passar o filme na sala de aula (porém o tempo era curto e não foi possível ver o filme por completo apenas o início dele) e lembro de ter ficado extremamente curiosa a respeito mas ao mesmo tempo não tinha aquele ânimo para assistir o filme por conta própria. Até que vi um dos meus cantores favoritos (que também tem um esqueminha estilo Pipoquinha no blog dele) indicando esse filme e então decidi assistir.

É um filme intenso, bonito e com uma mensagem maravilhosa a respeito da vida. Aliás, é graças a esse filme que hoje escrevo poesias e tenho uma motivação grande para ser professora de literatura.

“Oh eu, oh vida
Das perguntas sempre iguais
Dos intermináveis comboios de descrentes
Das cidades a abarrotar de idiotas
O que há de bom no meio disto
Oh eu, oh vida?”
(Walt Whitman)

 

 

Uma das cenas mais marcantes do filme é quando Keating faz um dos alunos (extremamente tímido) se libertar e recitar uma poesia totalmente improvisada na frente de toda a classe.

 

A escola retratada no filme é extremamente rígida e muitos dos alunos acabam estranhando muito o novo professor com um método de ensino super diferente do que eles estão acostumados, aquele clássico “senta, abre o livro, olha pro quadro e ouve o professor falar” totalmente robotizado e sem um pingo de pensamento próprio. E é justamente para incentivar esses jovens de 17 anos a criar uma linha de pensamento próprio que Keating aparece. Todos os alunos são certinhos e ficam horrorizados quando o próprio professor pede para eles se rebelarem um pouco.

CARPE DIEM

Aproveitar o dia. E também aproveitar a vida. Essa é uma mensagem bem clara do filme. Nós temos Neil (Robert Sean Leonard novinho e lindinho) que sofre bastante com o pai rígido e com o tempo percebe que parte do que viveu não foram escolhas dele e sim do pai.  Neil se descobre um apaixonado por teatro mas se sente amarrado sem saber o que fazer a respeito disso. Afinal seu pai nunca concordaria com um filho em algo que fosse considerado “banal” “que não dá dinheiro” (eu mesma já ouvi muito discurso parecido).

“I went to the woods because I wished to live deliberately, to front only the essential facts of life, and see if I could not learn what it had to teach, and not, when I came to die, discover that I had not lived. I did not wish to live what was not life, living is so dear; nor did I wish to practice resignation, unless it was quite necessary.”
(Thoreau)

 

Outra coisa incrível no filme é a sua fotografia. E o principal “culpado” é John Seale (que se não me engano também é responsável pela fotografia de Harry Potter e a Pedra Filosofal). A foto do início do post é uma das cenas do filme. O ponto de vista do John Keating. Uma cena marcante e muito emocionante.

 

 

É muito importante mencionar que muitos de nós já vivemos algumas situação semelhante a que esses estudantes do filme viveram. Tendo que ser submisso em muitas situações e guardando o que realmente é a nossa identidade para dentro de nós. CARPE DIEM. Aproveite o dia. Aproveite a vida. Sinta as emoções e não se permita ser mais um robô repetindo a mesma coisa todos os dias.

 

Trailer

 

Acho que por hoje é só
Um beijo no queixo
Annie Bitencourt

 

Espera aí! Não vai embora ainda! Tenho mais uma mensagem importante:

 

Aproveitem o filme! E deixem nos comentários suas opiniões e dicas para o próximo Pipoquinha.

 

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