As Sufragistas (Vai Uma Pipoquinha Aí?)

As Sufragistas (Vai Uma Pipoquinha Aí?)

19 de Janeiro de 2018 2018 Vai Uma Pipoquinha Aí? 0

 

As Sufragistas

Não recomendado para menores de 14 anos

Elenco: Carey Mulligan, Helena Bonham Carter, Meryl Streep
Direção: Sarah Gavron
Roteiro: Abi Morgan
Título Original: Suffragette

Sinopse: No início do século XX, após décadas de manifestações pacíficas, as mulheres ainda não possuem o direito de voto no Reino Unido. Um grupo militante decide coordenar atos de insubordinação, quebrando vidraças e explodindo caixas de correio, para chamar a atenção dos políticos locais à causa. Maud Watts, sem formação política, descobre o movimento e passa a cooperar com as novas feministas. Ela enfrenta grande pressão da polícia e dos familiares para voltar ao lar e se sujeitar à opressão masculina, mas decide que o combate pela igualdade de direitos merece alguns sacrifícios. 

 

 

Sufrágio Feminino

O movimento pelo sufrágio feminino é um movimento social, político e econômico de reforma, com o objetivo de estender o sufrágio (o direito de votar) às mulheres.

Em 1893, a Nova Zelândia se tornou o primeiro país a garantir o sufrágio feminino, graças ao movimento liderado por Kate Sheppard.

As “suffragettes” (em português, sufragistas), primeiras ativistas do feminismo no século XIX, eram assim conhecidas justamente por terem iniciado um movimento no Reino Unido a favor da concessão, às mulheres, do direito ao voto. O seu início deu-se em 1897, com a fundação da União Nacional pelo Sufrágio Feminino por Millicent Fawcett (1847-1929), uma educadora britânica. O movimento das sufragistas, que inicialmente era pacífico, questionava o fato de as mulheres do final daquele século serem consideradas capazes de assumir postos de importância na sociedade inglesa como, por exemplo, o corpo diretivo das escolas e o trabalho de educadoras em geral, mas serem vistas com desconfiança como possíveis eleitoras. As leis do Reino Unido eram, afinal, aplicáveis às mulheres, mas elas não eram consultadas ou convidadas a participar de seu processo de elaboração.

O movimento feminino ganhou, então, as ruas e suas ativistas passaram então a ser conhecidas pela sociedade em geral pelo (à época, ofensivo) epíteto de “sufragistas“, sobretudo aquelas vinculadas à União Social e Política das Mulheres (Women’s Social and Political Union – WSPU) movimento que pretendeu revelar o sexismo institucional na sociedade britânica, fundado por Emmeline Pankhurst (18581928).

(Fonte: Wikipédia)

Emmeline Pankhurst

 

Na foto acima é mostrado o direito de voto conquistado pelas mulheres em cada país no mundo.

Imagem: Web

 

No Brasil

No Brasil as mulheres tiveram direito ao voto no dia 24 de Fevereiro de 1932. O presidente da época, Getúlio Vargas, assinou a lei que garantia esse direito para as mulheres.

“O decreto foi sancionado depois de muita luta e apelo político, mas veio dividido por partes. O voto permitido no decreto de 1932 restringia-se às mulheres casadas, com autorização dos maridos, e às viúvas e solteiras com renda própria. As barreiras foram totalmente eliminadas somente em 1934. Em 1946, uma nova lei passou a prever a obrigatoriedade do voto também para as mulheres, que até então era um direito, mas não um dever.

A discussão sobre o voto só chegou ao Congresso brasileiro em 1891, mas foi completamente rechaçada: a maioria dos deputados, alegando a inferioridade da mulher, alertou para um suposto perigo que o voto feminino acarretaria à preservação da família brasileira.

A bióloga Bertha Lutz, um dos maiores nomes na defesa dos direitos políticos das mulheres brasileiras, fundou a Liga pela emancipação Intelectual da Mulher, na década de 1920, com a anarquista Maria Lacerda de Moura. Além dela, Eugenia Moreyra, a primeira jornalista mulher de que se tem notícia no Brasil, era uma sufragista declarada em seus artigos, que continham frases como: “A mulher será livre somente no dia em que passar a escolher seus representantes”.” (Fonte: http://www.phbemnota.com/2016/03/por-daniele-neves-sufragio-feminino-um.html)

Eugenia Alvaro Moreyra (Fonte: Wikipedia)

Bertha Lutz

 

Eu decidi colocar um pouco de história aqui pois é fundamental ter conhecimento básico nesse assunto para compreender melhor o que o filme As Sufragistas quis passar.
É impossível não se emocionar com o que se vê em tela. Primeiro porque as mulheres sofriam muito no passado e precisavam fazer um verdadeiro estardalhaço para serem ouvidas. E segundo porque mesmo em 2018 ainda somos deixadas para trás por muitos homens. É incrível ver o quanto evoluímos desde a época que o filme se passa (se não me engano é 1912) até os dias atuais.
No filme a personagem da Carey Mulligan se vê obrigada em escolher entre o seu filho e seus direitos. Pois a partir do momento que ela se entende como sufragista o próprio marido a acusa de tê-lo envergonhado e não permite que ela veja o filho. Piora depois quando o mesmo afirma que não consegue dar conta de trabalhar e cuidar da criança e o leva para adoção.
E é aí, nesse momento, que a personagem de Mulligan abraça a causa e faz todo o possível para que ela e outras mulheres tenham o direito de voto.

Quando mencionei que seria mais fácil entender o filme com um pouco de história é justamente por causa da personagem de Meryl Streep, uma mulher chamada Emmeline Pankhurst, que como vocês puderam ver acima ela existiu e foi uma figura importante.

Quanto ao roteiro geral do filme eu achei bem ok. Mas me deu a sensação de que faltava alguma coisa. Não sei dizer se talvez poderiam ser mais informações reais ou outra coisa. Mas é bem válido dar uma pesquisada no assunto depois do filme.

Carey Mulligan atua muito bem e transmite emoções muitas vezes apenas com o olhar.

As Sufragistas está disponível na Netflix. Confira o trailer:

 

 

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