Van Gogh: Delicadeza e Tristeza

Muita gente já tem uma noção sobre quem foi Vincent Van Gogh. Alguns facilmente conseguem reconhecer seus trabalhos, mesmo que não saibam exatamente o nome de cada obra. Serviu e continua servindo de inspiração para muitas pessoas que se arriscam no campo das Artes.

Van Gogh, que já inspirou um episódio (maravilhoso) de Doctor Who e um filme de animação todo no seu estilo de pintura (que inclusive comentei sobre aqui nesse mesmo blog), tinha um psicológico, digamos, frágil.
Uma relação super amigável com seu irmão, Théo, que muitas vezes o ajudou financeiramente para que ele pudesse seguir o seu sonho de ser artista.

Eu sempre tive uma certa visão de que artistas no geral tem algum psicológico fragilizado. Depressão, ou ansiedade, ou ambas, ou outras. Mas pouco conhecimento tenho na área de artes ou psicologia para poder dissertar melhor o assunto.
Sei falar apenas de eu mesma. E da inspiração em Van Gogh. Nenhum outro artista me passa uma sensação de conforto mental que nem ele. Aqui na minha casa tenho livros biográficos de Van Gogh em diversas formas diferentes (quadrinhos e texto comum). Sempre que tenho oportunidade assisto algum documentário ou outros filmes relacionados a ele.

Não é apenas o Pós- impressionismo. Aliás, nunca me importei tanto com os movimentos estéticos em que alguns artistas se inserem. Ou também escolas literárias, no caso de Machado de Assis.

Van Gogh me passa a sensação de delicadeza e também uma certa depressão. Olhar seu trabalho me põe em um estado de reflexão profunda, que nem Sartre ou Nietzsche conseguiriam fazer, ou a filosofia inteira.
Starry Night me causa um profundo relaxamento mental e também uma certa perturbação interna.

Graças a Vincent consigo me sentir muitas vezes na extrema necessidade de me expressar em forma artística. ÓBVIO que não tenho 1% do talento dele, ou de qualquer outro. Mas para alguém com Transtorno de Ansiedade e Depressão ter a oportunidade de fazer algo com suas próprias mãos e ficar completamente satisfeito após esse trabalho é muito revigorante. Eu não preciso, embora adoraria, ter o talento de Van Gogh para me inspirar em seu trabalho e ter a chance de desabafar de forma silenciosa e ao mesmo tempo gritante. E pretendo me aprofundar cada vez mais nos trabalhos artísticos de Vincent, entender seus traços, suas próprias inspirações e história de vida.

Enquanto isso, eu apenas arrisco umas pinceladas aqui e ali.

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